SALA DA MÃE JOANA

Isso é o Brasil, a Casa da Mãe Joana…..

Archive for the ‘mensalão’ Category

Rifando o burro

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Certa vez, quatro meninos foram ao campo e, por R$ 100,00, compraram o burro de um velho camponês.
O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte.
Quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse-lhes:

- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.

- Então devolva-nos o dinheiro!

- Não posso, já gastei todo.

- Então, de qualquer forma, queremos o burro.

- E para que o querem? O que vão fazer com ele?

- Nós vamos rifá-lo.

- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?

- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.

Um mês depois, o camponês encontrou novamente com os quatro garotos e lhes perguntou:

- E então, o que aconteceu com o burro?

- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais.

- E ninguém se queixou?

- Só o ganhador, porém lhe devolvemos os 2 reais, e pronto.

Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Rural, uma empresa de publicidade chamada SMP&B, uma igreja chamada Universal e um partido político chamado PT.

Escrito por Carlos Munhoz

22 - Abril - 2008 em 0:28

Publicado em Lulla, corrupção, humor, mensalão

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Superávit Petista

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Uma intrigante matéria da Folha de São Paulo desta semana (aqui, na íntegra) me fez lembrar dos inúmeros discursos do Lulla e do PT sobre o superávit do setor público no Brasil – especialmente na época em que o Lulla disputava a Presidência.

O PT sempre criticou o superávit, afirmando que a preocupação excessiva com esta questão acabava retirando um montante de recursos financeiros que poderiam ser investidos em outras áreas – especialmente a “área social”. Era aquela época em que o PT queimava bandeira dos EUA defronte ao Consulado, criticava o “imperialismo”, defendia o MST e as invasões de terra etc.

Fico imaginando qual a sensação de um PTista que filiou-se ao partido há uns 20 anos quando vê o gráfico abaixo:

Evolução do superávit primário brasileiro

O gráfico mostra, de maneira clara, que o PT realmente jogou fora suas “bandeiras históricas”: basta ver o crescimento acelerado do superávit primário do setor público desde 2003, quando Lulla assumiu seu reinadinho. Os dados são do Banco Central – aquele órgão, cabe relembrar, presidido por um tucano que foi diretor de um banco que o PT costumava criticar duramente, em especial o aloprado Aloízio Mercadante. O valor referente a 2008 indica o montante contabilizado até o mês de fevereiro/2008.

O que não deixa margem de dúvidas: os “quadros históricos do PT” fugiram ou converteram-se ao neoliberalismo que o PT imputava ao PSDB e ao FHC em particular.

E depois tem gente inescrupulosa (ou ignorante) que afirma haver uma “enorme” diferença entre as práticas do PT e do PSDB……… Uma matilha de boçais mal-intencionados….

Gente como Paulo Henrique Amorim, com toda aquela credibilidade que lhe é peculiar……. Aliás, em complemento ao post anterior, que tratava justamente dessa criatura repulsiva, eis algumas leituras que são diversão pura: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Mas isso não é tudo:

A perspectiva de alta na taxa básica dos juros já afeta as projeções fiscais do Banco Central para este ano. Agora, a expectativa oficial é de um déficit nominal do setor público de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), acima do 1,2% do PIB previsto pelo BC em fevereiro. Os gastos com juros da dívida foram reestimados de um percentual de 5% do PIB para 5,4% do PIB.
Estatísticas fiscais divulgadas ontem pelo BC mostram que o superávit primário do setor público acumulado em 12 meses subiu de 4,14% do PIB para 4,18% do PIB entre janeiro e fevereiro. O bom resultado primário, contudo, não impediu que a dívida líquida do setor público aumentasse, passando de 41,9% do PIB para 42,2% do PIB entre um mês e outro.
O governo federal encerrou o período de 12 meses até fevereiro com um superávit de R$ 2,52% do PIB, resultado superior aos 2,49% acumulados até janeiro. O desempenho fiscal também melhorou nos Estados, com o superávit consolidado dos governos estaduais subindo de 1,0% do PIB até janeiro para 1,03% do PIB na comparação até fevereiro.
Todas as projeções do BC tomam como pressuposto o cumprimento da meta de superávit primário do setor público de 3,8% do PIB. Ou seja, que o superávit primário nos 12 meses encerrados em fevereiro, de 4,18%, seja reduzido ao longo do ano.
Em fevereiro, o superávit primário do setor público foi de R$ 8,966 bilhões, 34% maior do que o observado no mesmo mês de 2007. O governo federal, o BC e o INSS registraram um resultado positivo de R$ 4,088 bilhões (alta de 54% em relação a fevereiro de 2007). “O resultado é puxado sobretudo pelo aumento da arrecadação e, em menor escala, pela demora em aprovar o orçamento deste ano”, afirma Lopes.
Os governos estaduais apresentaram um resultado positivo de R$ 3,246 bilhões em fevereiro, alta de alta de 44% em relação ao mesmo mês de 2007. “Os dados sobre a arrecadação do ICMS mostram um forte crescimento no início deste ano”, afirma Lopes. Caiu o superávit das estatais federais, de R$ 888 milhões para R$ 542 milhões, entre fevereiro de 2007 e de 2008. O resultado das estatais, explica Lopes, não apresentam um padrão sazonal, oscilando bastante entre um mês e outro.
O aumento do superávit primário de fevereiro não se traduziu, porém, na redução do resultado nominal – ele passou de 2,01% do PIB para 2,07% do PIB, na comparação entre os 12 meses encerrados em janeiro e em fevereiro. O déficit nominal subiu em virtude da expansão do gastos com juros da dívida, que passou de 6,15% para 6,25%, na mesma base de comparação.
Em fevereiro, a despesa com juros foi de R$ 15,444 bilhões, alta de 40% em relação ao mesmo mês de 2007. O incremento da despesa com juros se deve, em parte, a uma perda de R$ 2,9 bilhões que o BC sofreu no mês em operações de “swap”.
A dívida líquida subiu de 41,9% do PIB para 42,2% do PIB entre janeiro e fevereiro em virtude da apreciação cambial de 4,38% em fevereiro, que reduziu o valor em reais dos créditos do governo em dólar. A expectativa do BC é que, em março, a dívida líquida recue para 41,7% do PIB, em virtude da depreciação de 2,9% no câmbio observada até a manhã de ontem, quando o dólar estava cotado em R$ 1,74.

A matéria é longa, por isso editei. A íntegra está no ValorEconômico, aqui.

Escrito por Carlos Munhoz

5 - Abril - 2008 em 1:46

Os Lullasíadas

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Os votos e os ladrões assinalados
Que do nordeste agreste lulistano
Por artifícios nunca d’antes perpetrados
Passaram inda além das maracutaias,
Sem perigos e guerras esforçados
De quem vive na política gandaia
E da gente humilde afanaram
A grana com que tanto enricaram;
E também as memórias ingloriosas
Daqueles sem terra que foram se apossando
Com engodo e fraude das terras produtivas
Que do norte ao sul andaram invadindo,
E aqueles que por obras viciosas
Se vão da lei sempre se lixando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cassem do vernáculo e da gramática
Os erros nos discursos que fizeram;
Cale-se de Machado e de Queirós
Os textos sublimes que escreveram;
Que eu canto o peito ilustre Lulistano,

A quem as Martas e Matildes obedeceram.
Cesse tudo o que o PT antigo canta,
Que outro PT apequenado se abrilhanta.
Deste ócio parlamentar sem mais temores,
Alcança os que são de fama amigos
Trezentos picaretas e graus maiores;

Encostando-se sempre nos antigos
Companheiros de cachaça e assessores;
Foram anos dourados, entre os finos
Lençóis de fio egípcio, puros linhos;

Se esta gente que busca Ministério.
Cuja valia e obras tanto acusaste,
Não queres que padeçam vitupério,
Como há já tanto tempo que ordenaste,
E ouças mais, pois não és juiz direito,
Dar razões a quem sucede que é suspeito.

Passando ao largo o vento acalma
Mas não duraria muito a calmaria
Eis que um falso amigo denuncia
Que um senhor falto de cabelos
Traz malas cheias de alegria

Mês a mês, com acertada pontaria,
Pontualidade de antemão agradecida
Pelos súditos que dançavam a quadrilha.
Entre gentes tão fiéis e tão medrosas,
Mostra quanto pode; e com razão,

É tão fácil entre ovelhas ser leão.
Sabe bem o que o Dirceu arquitetou,
E de tudo o que viu com olho atento,
Negou e negando assim ficou,

Até mesmo quando outro companheiro
Num hotel foi pego com dinheiro.
São uns aloprados, explicou.
Mas, com risonho e ledo fingimento,
Tratá-los duramente determina,
Pois assim engana o povo, imagina.
Mas não lhe sucedeu como cuidava.
Eis que aparecem logo em companhia

Uns comparsas que freqüentavam aquela
mansão, que de bordel em nada parecia.
Corrupto já lhe chamam os inimigos,
Danoso e mau ao fraco corpo humano
E, além disso, nenhum contentamento,
Que sequer da esperança fosse engano.
Mas enxerga-se, num e noutro bando,
Partido desigual e dissonante
São muitos contra muitos; quando a gente
Começa a alvoroçar-se totalmente
Viram todos o rosto aonde havia
a causa principal do reboliço:
entra em cena um caseiro, que trazia
o testemunho sincero do serviço
que as damas ali prestavam
para tão seleta companhia,
e onde fortunas repartiam..

Não perguntava, mas sabia
As alegres badaladas que ali via.
É um suceder de ventos malcheirosos.
Denuncia a imprensa dos maldosos
que o divino comandava um corpore ativo
não explicando à roda solta a gastança
com uns cartões em prol da segurança
da coroa e do cetro lu-lalante.

São rubis, esmeraldas, diamantes,
em luzentes assentos bem cuidados,
estofados à conta do erário.
Outros serviçais todos assentados
na Ordem e no Progresso concertavam
desculpas para os tucanos que acusavam
fazendo coro com os democratas que gritavam.

(Precedem os antigos, mais honrados,
Mais abaixo os menores se assentavam);
Quando o divino alto, assim dizendo,
com tom de voz começa grave e horrendo:
- «Eternos moradores do luzente,
Estelífero Pólo e claro Assento:
sou o grande valor pros crédulos e inocentes,
de mim não perdeis o pensamento,
deveis de ter sabido claramente
como é dos fatos grandes certo intento
que por ela se esqueçam os humanos
Genoinos, Delúbios, Gregos e Romanos”

Mas em particular o esperto mui sabia,
que mentir o faz mais elegante,
Vereis como sorria e escarnecia,
Quando das artes bélicas, diante
Dele, com larga voz tratava e mentia.
Para a disciplina militar ali prestante:
“-não se aprende, senhores, na fantasia,
sonhando, imaginando ou estudando,
senão vendo, cupinchando e armando”..

Mas eis que fala falso, mas alto e rude,
da boca dos pequenos sabia, contudo,
que o louvor sai às vezes acabado.
“Tem-me falta na vida honesto estudo,
com longa malandragem misturado,
E engenho, que aqui vereis presente,
cousas que juntas se acham raramente”.

“Para servir-vos, braço às armas feito,
Para cantar-vos, minto às Musas dada;
Só me falece ser a vós aceito,
De quem virtude deve ser prezada”.
Se isto o Céu concede, e o vosso peito
Oh dígna empresa, dígno empreiteiro,
com a ladroagem mente e vaticina
olhando a sua substituta assaz divina,
a má, a ladra, a serpentuosa Medusa,
agora a seu lado, na falsidade inclusa:
“faça vista grossa para temas nauseantes”.

Falaram-lhe até que uma tal de Hipotenuza
e sua amiga uma tal de Geometria
acusam-no de comportamento ultrajante!
“Não as conheço, nunca ouvi falar,
como saber e conhecer não é meu forte,
dos amigos acuados não me afasto, me aproximo,
somos vinhos da mesma pipa, e subestimo,
aqueles que intentam me acusar.

O tempo passa, tudo há de se abafar!”
“Com a minha estimada e leda Musa
que me inspira o engodo e a farra plena,
apanágio do malandro e do farsante,
passeio pelo mundo em nau a jato,
de sorte que a justiça não me alcance,
como posso saber, se sou errante,
metamorfose ambulante?

Crédito: Lúcio Wandeck

Escrito por Carlos Munhoz

19 - Março - 2008 em 0:50

QUINZE PERGUNTAS

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1. Por que o presidente do povo usa terno Armani?

2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?

3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez, aposentadoria de deputado federal, pensão vitalícia de perseguido político (isento de Imposto de Renda), salário de presidente de honra do PT e salário de Presidente da República?

4. Por que o presidente do povo é perseguido político, sendo que passou apenas UMA noite no DOPS?

5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?

6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje “trabalha” [sic] como Presidente do Brasil?

7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?

8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?

9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Deputado Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?

10. Por que o partido do presidente do povo tem ligação com as FARC e ninguém comenta isto?

11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada, e ainda recebe condecoração?

12. Por que o presidente do povo não sofreu impeachment como o Collor sofreu?

13. Por que a ex-Senadora Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (Deputado Federal cassado) e Antonio Palocci (Deputado Federal denunciado por quebra ilegal desigilo bancário e outros crimes) não o foram?

14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas do partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES?

15. Finalmente, a pergunta mais difícil de todas: Por que tantos intelectuais, cientistas, professores universitários, reitores e outros membros da nata do país continuam apoiando o presidente do povo?

Escrito por Carlos Munhoz

18 - Março - 2008 em 0:46

Acabaram as férias

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Acabaram as férias, e o tempo para escrever aqui no blog vai ficando cada vez mais escasso.

Ao contrário dos PTistas (por definição, desocupados) que ganham Bolsa-Orkut para espalhar bobagens pela internet, quem não ganha cartão de crédito corporativo do governo PTralha precisa trabalhar….

E, por falar em cartão de crédito, está sendo divertido observar os últimos acontecimentos. Governo (sic) e oposição (sic-sic) brigando por conta das CPIs, gente falando besteira com base em informações falsas etc….

Vi PTralhas elogiando a Controladoria Geral da União, e atribuindo sua criação ao apreço de Rei Mulla pela transparência – uma bobagem deslavada. A CGU foi criada em 2001, por FHC – e chamava-se, então, Corregedoria Geral da União. Assim como os cartões de crédito corporativos do governo federal, também cria de FHC, os PTralhas tecem seus comentários burros sobre mentiras, e tentam, ao repeti-las intensamente, torná-las verdades.

Sobre a questão dos cartões corporativos, assim como todos os gastos de TODOS os governos e esferas (federal, estaduais, municipais, judiciário, legislativo), o Brasil não tem é TRANSPARÊNCIA.

Falta controle. Coisa básica.

Sempre faltou, e os PTralhas, desde 2003, têm se aproveitado desta falta de controle para comprar tapiocas, alugar carros etc… Antes, criticavam FHC, mas agora fazem igualzinho.

A cobertura jornalística sobre o caso dos cartões produziu um besteirol imenso (como a comparação entre o Mensalão e o caso dos cartões), mas também serviu para trazer o assunto “gastos do governo” à tona. Ótimo !

O governo brasileiro não tem o costume de limitar seus gastos, pois é fácil criar decretos e outros subterfúgios para cobrir extravagâncias dos políticos ora ocupantes de cargos (Presidente, Ministros, Governadores, Deputados etc).

Engraçado mesmo é ver o PT chafurdando na lama das gastanças que eles, quando eram oposição, tanto criticavam.

Sugiro uma leitura para esclarecer melhor esta questão: aqui. Uma entrevista brilhante com o diretor do curso de Economia da FGV/SP, repleta de informações que os PTralhas tanto precisam (pena que eles nem se interessam por obtê-las). Alguns trechos MUITO interessantes:

Cartão corporativo é bom, seja numa empresa ou no governo. É muito mais fácil executar pagamentos menores por meio de cartão de crédito. Além disso, gera mais transparência. Anos atrás, dois executivos ingleses de uma empresa gastaram uma quantidade enorme num jantar. Foram demitidos assim que o gasto foi apontado.
Eu vejo o escândalo dos cartões como uma manifestação epidérmica de uma doença mais grave, que é o fato de o Estado brasileiro estar fora de controle, pela falta de fiscalização e informações.

Por outro lado, esse escândalo mostra confusões que brotaram na opinião pública. O cartão corporativo não é culpado pela fraude, ele é a solução para combater esse tipo de corrupção, porque gera automaticamente a transparência e acaba com essa história de nota, recibo etc. Todo mundo sabe que é fácil pegar, por exemplo, um recibo superfaturado em um táxi, uma prática imoral. Se é cartão de crédito, aparece onde gastou e o valor exato. Ao surgir uma conta estranha, fiscaliza-se. Não por acaso, o escândalo só veio à tona porque os gastos ficaram registrados. Mostrou a importância de um instrumento como o Portal da Transparência. Mas há confusão sobre o que é um escândalo e o que não é.
No caso de um jantar com uma comitiva chinesa, por exemplo, gastar R$ 500 ou R$ 1.000 é normal. Você está recebendo pessoas que representam um governo estrangeiro.
O ponto crítico é o gasto na mesa de bilhar, os saques altíssimos, os gastos sigilosos que ninguém tem idéia do que foi feito ou ter um só cartão gastando R$ 500 mil por ano. Aí é que estão os absurdos.
Os saques são um ponto crucial, porque, nesse caso, o cartão pode ser fonte para caixa dois. De grão em grão a galinha enche o papo, de dez em dez reais se faz 1 milhão.

[sobre gastos "sigilosos"] Existem gastos que não podem ser mesmo publicados, como gastos em áreas estratégicas militares, exemplo do submarino nuclear brasileiro. Ou então questões geopolíticas. Mas, em qualquer país razoável, uma comissão bicameral, Câmara e Senado, analisa e acompanha tais gastos.
Agora, confidencialidade com gasto em jantar, pagamento de hotel, compra de carne para o presidente não tem o menor cabimento. O problema central não é a carne para o presidente ser risco à segurança, mas gastos sem transparência.

Também na Folha do mesmo dia (11/02/2008), uma matéria (aqui, na íntegra) compara este recurso (cartão corporativo) e sua aplicação prática em outros países. Muito ilustrativa:

Entre kit de fabricação de cerveja, TVs de plasma, próteses de silicone e clubes de strip-tease, os Estados Unidos têm assistido ao mau uso de cartões de crédito corporativos. Mas, sob vigilância crescente de órgãos de transparência e congressistas, as punições vão de multa a cadeia.
Um funcionário do Exército, condenado a oito meses de prisão, teve de devolver os US$ 61 mil gastos com seu cartão em compras como aparelhos de áudio e vídeo.
Em 2004, Peter Sylver, do alto escalão do condado de Nassau, no Estado de Nova York, foi a júri acusado de gastar US$ 4.700 de seu cartão para fins pessoais e ainda de assediar sexualmente uma funcionária. Por ter confessado os crimes, foi condenado só pelo assédio, a três anos em liberdade condicional.
Russell Harding, alto funcionário da Prefeitura de Nova York na gestão de Rudolph Giuliani, também foi levado a júri por pagar despesas em resorts com o cartão e comprar presentes para os amigos.
Auditorias nas faturas de cartões de funcionários da Marinha, em 2002, e do Departamento de Segurança Interna, em 2006, mostraram abusos.
Os funcionários têm a liberdade de usar o cartão para comprar itens que julgarem necessários para executar melhor a função. Mas um funcionário da guarda costeira comprou um kit de fabricação artesanal de cerveja por US$ 227. Por US$ 7.000, iPods foram adquiridos por agentes de serviço secreto.
De empregados da Marinha, vieram gastos com roupas, cassinos, bares e clubes de strip-tease. Um deles pagou o silicone de uma garçonete. Nos EUA, o limite do cartão varia de acordo com órgão e a função, mas pode passar dos US$ 100 mil anuais.


Porém, lamentavelmente, quem poderia cobrar do Estado maior rigor nos gastos públicos perde seu tempo em discussões em blogs e e-mails, cada qual apenas atacando o “outro lado”….. Esa briguinha imbecil, este maniqueísmo exacerbado do “PSDB x PT”….

Cada um defendendo seu “partido”, enquanto o país continua na merda.

Escrito por Carlos Munhoz

15 - Fevereiro - 2008 em 1:05

DEBOCHE

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Esta notícia é tão revoltante, tão nojenta, que vou me limitar a transcrevê-la. Comentá-la seria demais para meu fígado.

Após acordo, Silvio Pereira escapa de processo do mensalão

REGIANE SOARES
da Folha Online

Após acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República), o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira está livre do processo do mensalão. Ele afirmou nesta quinta-feira que o seu caso está encerrado. Silvio seria interrogado hoje pela Justiça Federal, mas foi liberado após a assinatura do acordo.

Pelo acordo, o processo contra Silvio Pereira está suspenso por três anos, período em que ele vai prestar serviços comunitários e comparecer mensalmente perante a um juiz para informar e justificar suas atividades. O local e o que ele vai fazer ainda não foi definido. “Foi feita Justiça. O resultado final [do acordo] é justo porque está previsto na lei. Estou muito contente com isso.”

Danilo Verpa/Folha Imagem
Silvio Pereira faz acordo com Procuradoria e escapa de processo do mensalão
 

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão do processo contra o ex-dirigente petista, que responde a ação penal do mensalão por formação de quadrilha –cuja pena é de um a três anos.

Segundo a assessoria da PGR, Souza se baseou no artigo 89 da lei 9.099 de 1995, que permite ao Ministério Público, ao oferecer denúncia, propor a suspensão do processo por dois ou quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou tenha sido condenado por outro crime.

Com isso, o ex-dirigente petista teria de cumprir algumas condições previstas na lei, como proibição de se ausentar da cidade em que reside sem autorização judicial e comparecer mensalmente perante a um juiz. A PGR informou à Folha Online que Silvio Pereira apresentou uma contraproposta à Procuradoria, que foi analisada e remetida ao STF.

O acordo inicial previa a suspensão do processo por quatro anos e também a suspensão de seus direitos políticos. Na contraproposta, ele pediu para reduzir para três anos a ação e tirar o item sobre os direitos políticos, o que teria sido aceito pelo STF e pela PGR, segundo Silvio Pereira.

No entanto, a PGR afirmou que ele não poderá exercer cargo público durante três anos, nem em comissão ou por meio de concurso público, só se for cargo eletivo.

Ele disse acreditar que, ao assinar o acordo, não é uma forma de assumir uma culpa porque sempre fez trabalho voluntário e não está saindo impune. “Por que sairia impune? A lei prevê o acordo, o juiz e os procuradores não acharam isso. E não vai ser eu que vou achar.”

Direitos políticos

Silvio Pereira afirmou que não pretende se candidatar a nenhum cargo político, mas quer manter seus direitos políticos por uma questão simbólica. Atualmente, ele disse que está feliz em trabalhar com a família em um restaurante.

“No momento estou tranqüilo, ajudando a minha família em um restaurante, pilotando fogão, e pretendo hoje ainda ir para lá porque tenho que preparar a comida de amanhã”, destacou.

Interrogatórios

Também réus no processo do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-sócio da corretora Bônus-Banval Enivaldo Quadrado são interrogados hoje pela juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Criminal Federal.

Ontem, a juíza interrogou o ex-diretor da corretora Bônus-Banval Breno Fischberg e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

No depoimento, Delúbio negou a existência do mensalão e inocentou o ex-ministro José Dirceu de envolvimento no esquema. Durante quase duas horas, ele respondeu às perguntas feitas pela juíza, mas, por estratégia da defesa, preferiu ficar calado quando questionado pelos procuradores e advogados de outros réus do processo.

A Folha Online apurou que uma das perguntas que Delúbio se recusou a responder foi sobre a participação de reuniões com outros réus no processo.

O ex-tesoureiro do PT negou que tenha pedido empréstimos ao Banco Rural e BMG para pagar o suposto esquema de mensalão. Segundo ele, os empréstimos contraídos tinham o objetivo de pagar a festa da primeira posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de viagens de militantes.

FONTE: Folha On-Line (aqui).

Escrito por Carlos Munhoz

24 - Janeiro - 2008 em 21:03

2007: Ministro EXTRAORDINÁRIO

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Em 2007, Roberto Mangabeira Unger foi nomeado Ministro (extraordinário) de Assuntos Estratégicos, conforme publicado no Diário Oficial (aqui).

E a “zelite”, hein ?! Pergunto isso, porque alguns poderiam afirmar que o Prof. Roberto Mangabeira Unger já foi chamado de “elite intelectual”, pelo fato de ter sido aceito como Professor-titular numa das Universidades mais prestigiosas do mundo, Harvard. Neste sentido, ele representa a “elite”, não ?!

Mas o Lulla sempre critica a “zelite” !!!!!! E …… cria um ministério (extraordinário) para abrigar um membro da “zelite” ?! E não é qualquer membro, não ! Mangabeira Unger disse, com todas as letras, que o governo (?) Lula é o mais corruPTo da história do Brasil (a pesquisa da fundação Perseu Abramo, comentada AQUI, aponta “apenas” como o segundo mais corruPTo, ao menos por enquanto!).

Aliás, o que é um Ministro EXTRAORDINÁRIO ?

Significa que é uma pessoa com uma capacidade EXTRAORDINÁRIA, capaz de feitos EXTRAORDINÁRIOS ?

Ou seria apenas um Ministro que assume numa circunstância extra-ordinária, ou seja, “fora do comum”, inusitada, imprevista, rara, excepcional (na acepção de “exceção”) ?

De qualquer forma, vale MUITO a pena ler o que ele, o Ministro EXTRAORDINÁRIO, escreveu sobre Lulla e impeachment, em 16/08/2005, quando estavam em curso as investigações sobre o Mensalão (investigações, aliás, que naufragaram, do mesmo jeito que naufragaram as investigações sobre a compra de votos para a reeleição de FHC, em 1997) AQUI.

Em 28 de Fevereiro de 2006, o atual Ministro EXTRAORDINÁRIO já tratara do PT e do (des)governo Lulla, nos seguintes termos: A lógica da sucessão presidencial dá a esse risco feição definida e dramática. Sucessivas mentiras e traições repetidas levaram o eleitorado a esperar muito pouco dos governos. Basta indício de competência sem compaixão, ou de compaixão sem competência, para satisfazer hoje multidões de brasileiros de todas as classes sociais. Desenganada de obter transformação do país que democratize o acesso ao trabalho e ao ensino, grande parte dos eleitores pobres conclui que a Bolsa-Família e seu séquito de políticas compensatórias são melhores do que nada. Melhores do que nada, ainda que os recursos que se lhes dedicam sejam pequenos em comparação com as fortunas que se transferem de trabalhadores e de produtores a rentistas por conta da política econômica do governo. A perspectiva da volta ao poder do grupo que governava antes — antinacional, antirepublicano, antidesenvolvimentista e antisocial — causa a dezenas de milhões de nossos concidadãos justificado dissabor. Ah, como seria bom mudar, de governo e de rumo. Mas para colocar no lugar dos governantes de agora aquela gente de antes, que seguiria, com ainda menos compromisso social, o mesmo caminho que o país já trilha, não dá. Talvez seja esse hoje o sentimento da maioria dos brasileiros. Formular o problema é antecipar a natureza da solução: oferecer ao eleitorado alternativa, de proposta de rumo e de projeto de poder, sem cair no esquerdismo vazio ou no moralismo oco. Por que não temos, todos nós que atuamos nessa direção, conseguido até agora providenciar a solução necessária? É porque depois que o regime militar destruiu um sistema partidário que começava a enraizar-se, nunca mais tivemos partidos políticos que representassem mais do que si mesmos. O único era o PT, que se revelou ser um longo desvio em nossa história. Nossos partidos atuais raramente resistem ao curto-prazismo eleitoreiro dos políticos profissionais que os compõem. Muitos primam por confirmar a tese de que no Brasil nem os oportunistas têm senso de oportunidade. A íntegra do documento (que foi publicado na coluna que o Ministro mantinha na Folha de São Paulo) está acessível na página do Ministro mantida pela Harvard School, AQUI.

Recomendo, ainda, a leitura DESTE artigo, que trata da dissolução (legal, é claro) de partidos políticos que violam a Lei Eleitoral. O Ministro EXTRAORDINÁRIO também chegou a pedir o impeachment de Lulla, a quem atribuiu “o governo mais corrupto” da história do Brasil. Em grande medida, um dos fatores que motivou o Ministro EXTRAORDINÁRIO a tais afirmações está explicado AQUI.

Depois, grava um depoimento utilizado na propaganda eleitoral do PT, em 2006:

Bom, o resumo da ópera é o seguinte: o cara diz que o PT e Lulla promoveram o governo mais corrupto da história do Brasil; depois, grava uma mensagem de apoio à reeleição do Lulla, aproveitando seu apelo de popularidade (e desenvoltura na dicção do português, capazes de tormá-lo um “hit” televisivo instantâneo!); finalmente, vira Ministro EXTRAORDINÁRIO ?!

Isso, sim, é uma coisa EXTRAORDINÁRIA !!!!!!!!!!

Escrito por Carlos Munhoz

11 - Janeiro - 2008 em 21:35

JOSÉ DIRCEU: mentir e deturpar fatos é um hobby !

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José Dirceu é, sem dúvida, em escroque da pior espécie.

Estava, há pouco, vasculhando alguns blogs e sites, para verificar a repercussão da entrevista do ex-Primeiro Ministro lullista. Acabei, é claro, chegando ao blog do próprio ex-Primeiro Ministro. Li alguns posts, e acabei chegando a alguns que por pouco não me fazem vomitar – mas decerto ajudam a reforçar a ojeriza que nutro por aquele bandido.

No dia 19/12/2007, ao final de um post, o ex-Primeiro Ministro cassado conclui, ao mencionar a cobertura feita pela Folha de São Paulo para dados econômicos mundiais (que merecem um post exclusivo), que Se os fatos não coincidem com a opinião e a vontade dos editores, pior para os fatos. Entende-se, pois, que o ilustríssimo ex-Primeiro Ministro classifica a Folha de São Paulo como um jornal que distorce os fatos para conseguir, afinal, fazer valer a opinião dos editores.

Exatamente o mesmo procedimento adotado pelo bandido José Dirceu !!!!!

No mesmo dia 19/12/2007, o ilustríssimo ex-Primeiro Ministro cassado respalda-se em matérias da mesma Folha de São Paulo para criticar a postura do governador tucano José Serra em relação a um caso de tortura policial ocorrida em Bauru.

Ora, se a Folha de São Paulo é um jornal que, segundo José Dirceu, distorce fatos para fazer prevalecer a opinião dos editores, por que cargas d´água ele usa a mesmíssima Folha de São Paulo para criticar o tucano ????

Será que não haveria uma fonte mais confiável (e menos “golpista”) para que o digníssimo ex-Primeiro Ministro utilizasse ?

Em tempo: a própria Folha de São Paulo corrigiu as matérias que afirmavam que o governador não fizera comentários sobre o caso de tortura. Isso, obviamente, o ex-Primeiro Ministro não registrou…….

Claro !!!!!!!!

Todo PTista, naturalmente, critica os jornais e revistas quando eles falam mal do PT. Mas quando o “alvo” das críticas é um dos inimigos do PT, aí é plausível recorrer ao mesmo jornal ou revista para criticar também……

O que me remete à (Revista) Veja e o caso Fernando Collor de Mello: lá no blog do PTralha Dirceu, em diversos posts a revista é chamada de golpista. Mas anos atrás, quando a Veja engrossou o coro que ajudou a derrubar Collor, o PT (José Dirceu incluso) cansou de citar as matérias da Revista para embasar acusações e gritarias……

CONVENIÊNCIA E HIPOCRISIA. SÓ.

Em tempo: é divertido ler as bobagens escritas AQUI. Decerto de autoria de um socialista-ameba de terceira categoria, demonstra a imbecilidade de sempre atribuir tudo de ruim “à zelite”….. Mas é engraçado ler a deferência do autor ao Rei Mulla…… Quem lê aquilo pode acabar achando que Rei Mulla é de um brilhantismo intelectual ímpar – o que, convenhamos, é uma boa inspiração para alguma pegadinha de primeiro de abril……

Para compensar, vale a leitura AQUI.

E, para rir da incoerência que marca a cambada PTista, um artigo assinado pelo ex-Primeiro Ministro que consegue usar benéfices do capitalismo para, pretensamente, exaltar um comunista histórico, AQUI. Diversão pura !!!!!

Escrito por Carlos Munhoz

7 - Janeiro - 2008 em 19:03

Mensalão: cronologia da corrupção PTista

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Leitura interessante para as “férias”: O CHEFE, livro que retrata a cronologia do mensalão. Disponível para download AQUI.

Diversão garantida !!!!!!!!!! 

Escrito por Carlos Munhoz

3 - Dezembro - 2007 em 22:03

Marilena Chauí: uma farsante histórica

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Marilena Chauí é uma farsante. Uma farsa histérica. A auto-denominada “intelectual” é, na verdade, uma mentirosa, hipócrita.

No mínimo, se não é movida pela má-fé, o é pela ignorância. Ou ambos.
Segundo o site do PT (aqui), ela assinou, em parceria com outros mentirosos, um manifesto intitulado “Recuperar o PT para avançar na transformação do país”. Vou reproduzir apenas alguns trechos:

Para cumprir esse papel, no entanto, o PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos, culminando com o violento abalo constatado em torno de seus princípios e compromissos éticos em 2005 e 2006. Constitui gravíssimo erro político avaliar essa crise como superficial e enfrentá-la com maquiagem pautada pelo continuísmo.
A crise conjuga duas vertentes que convém distinguir. De um lado, a direita foi bem sucedida em incluir as acusações contra o PT em uma narrativa farsesca, segundo a qual episódios desse tipo nunca teriam ocorrido na história do Brasil. Esqueceram a compra de votos para aprovar a reeleição e esqueceram que o valerioduto foi montado pelo PSDB de Minas Gerais. De outro lado, não resta dúvida de que segmentos do PT terminaram se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros.
Responder com firmeza a essas questões, sem cair no jogo da direita, é o desafio principal. Mostrar que a direita deseja destruir o PT para retomar o caminho do neoliberalismo – que agravará a marginalização e a violência que começamos a combater no governo Lula. Dizer alto e bom som que o povo brasileiro e, sobretudo, os seus setores mais excluídos, contam com o PT e não podem prescindir dele, para mudar o Brasil.
O PT necessário, no entanto, é aquele da conduta ética, republicana, democrática e socialista que, por tantos anos, mobilizou e emocionou milhares de cidadãos brasileiros. As campanhas eleitorais movidas a dinheiro, a mercantilização do voto, o clientelismo e o abuso de poder devem ser combatidos dentro do partido, para que ele volte a ter, na prática, a cultura política que nos foi legada por figuras como Mário Pedrosa, Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda, Perseu Abramo, Apolônio da Carvalho e tantos outros.

Os trechos em negrito e itálico são grifo meu.

O primeiro ponto a comentar é o seguinte: Marilena Chauí e outros auto-denominados “intelectuais petistas” sempre afirmaram que o mensalão e outras episódios de corrupção indiscutível jamais existiram: teriam sido criados pela “mídia golpista”, com o intuito de sujar a honra imaculada do PT.

Mentira. O mensalão existiu (não foi “inventado” pelo PT, como a recente denúncia do Procurador Geral da República demonstra, ao abrir inquérito contra o “valerioduto mineiro” ou “valerioduto tucano”, capitaneado pelo Marcos Valério e pelo senador Eduardo Azeredo, com participação relevante do Ministro Mares Guia), o que significa que as pessoas que agora assinam este manifesto estavam mentindo.

Se mentiram durante mais de 2 anos, por que agora resolveram falar a verdade ? Se mentiram durante 2 anos, culpando a “mídia golpista” pelas acusações (alegadamente falsas), por que deveriam ser levadas a sério agora ?

O que teria mudado ?

Marilena Chauí afirmou que o acidente (?) com o Airbus da TAM (que matou cerca de 200 pessoas em São Paulo) foi mais um exemplo da “mídia golpista” tentando colocar a culpa no PT. O conivente Paulo Henrique Amorin (que, por alguma razão ainda pouco explicada, abandonou o jornalismo sério e está seguindo os passos de outro vendido, Mino Carta) fez propaganda destas declarações mentirosas, estapafúrdias e ridículas da tresloucada e farsante “filósofa de merda” aqui. Já comentei este ponto em particular (aqui e aqui). Então, vamos seguir com o enterro !

Marilena Chauí e os demais “pseudo-auto-denominados intelectuais petistas” é que mentiram. Eles são uma farsa.

Até porque “intelectual petista” é a antítese do paradoxo: se uma pessoa é intelectual (segundo o Dicionário Houaiss: que ou aquele que vive predominantemente do intelecto, dedicando-se a atividades que requerem um emprego intelectual considerável; que ou aquele que domina um campo de conhecimento intelectual ou que tem muita cultura geral; erudito, pensador, sábio), por exclusão não pode ser PTista. Basta pensar um pouquinho para desprezar e repudiar a montanha de mentiras que sempre sustentaram o PT.

Assim, os tais “intelectuais petistas” são mentirosos, coniventes, submissos, burros demais ou hipócritas. Ou, talvez, uma combinação de tudo isso. Será que entre os nomes listados no tal “manifesto”, nenhum deles havia se dado conta dos fatos ? Será que todos eles andaram “desinformados” como Marilena Chauí ? Ou será que todos eles estavam esperando a poeira baixar para voltar a mentir deslavadamente em público ?

Alguns dos nomes que constam no tal manifesto são: André Singer, Hamilton Pereira, Maria da Conceição Tavares, Maria Victória Benevides, Mário Sérgio Cortella, Paul Singer, Renato Janine Ribeiro, Saturnino Braga e Sérgio Mamberti.

Será que todos eles mentiram de forma consciente ou são ingênuos a ponto de acreditar na teoria conspiratória da “mídia golpista” ?

Neste sentido, a coluna de Clóvis Rossi (Folha de São Paulo, 24/11/2007, na íntegra aqui) está impecável: Pena que só agora os intelectuais do partido (38 deles) descubram a pólvora em manifesto que diz: “O PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos”. “Grave crise política” é uma expressão débil para o caso. Mais honesto seria dizer, como o fez frei Betto, em livro, que se tratou de um “tumor fétido de alianças nefastas”. O manifesto, de resto, é a confissão de uma grosseira fraude.
Pelo menos uma das signatárias, a filósofa Marilena Chaui, especializou-se em dizer que o “tumor fétido” não passava de uma “conspiração” da mídia. Ora, se havia uma “grave crise política”, não houve conspiração, porque qualquer jornal que se preze noticia “graves crises políticas”, por definição. “Tumores fétidos” ainda mais. A conspiração, como cansei de dizer neste espaço, foi, portanto, dos fatos contra o PT, como agora confessam implicitamente os distraídos intelectuais petistas.

O segundo ponto que merece comentários: o texto (com grifo meu) remete a uma parcela do PT que teria “se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros”. Uma confissão de culpa pela corrupção, peculato e outros crimes que serão analisados pelo STF oportunamente (espero que logo!).

Mas, a despeito de tudo isso, o texto ainda aponta o dedo para a “direita” o “neo-liberalismo”, a “mídia”…..

Será que esse bando de “intelectuais” não consegue enxergar meio palmo à frente do nariz ?

Será que nenhum dos “intelectuais petistas” consegue parar de ruminar sua graminha e enxergar a realidade ?

Selo comemorativo

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Esta vai para descontrair (já que conseguirei tirar uma semana de férias):

Lula queria um selo com sua foto para marcar o aniversário de seu governo.
Duda Mendonça achou boa a idéia e executou o projeto.
Lula aprovou e mandou a ECT fazer 10 milhões de selos.
Quando o selo foi para as ruas, Lula ficou radiante!
Mas, em poucos dias, ficou furioso ao ouvir reclamações de que o selo não aderia aos envelopes.
Imediatamente, convocou os responsáveis pela confecção e emissão do selo com sua imagem, ordenando que investigassem rigorosamente o assunto.
Comissões pra lá, grupos,subgrupos e equipes aos montes pesquisaram as agências dos Correios de todo o país, ouviram usuários, balconistas etc…e, finalmente, desvendaram o que estava ocorrendo.

O relatório, com mais de mil páginas, entregue um mês depois, dizia, na sua conclusão:
“Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está cuspindo do lado errado.”

Interessante como numa única piada conseguiu-se mesclar Duda Mendonça, Correios (“berço” da descoberta sobre o mensalão), a mania lullista de criar comissões e grupos de inúteis (conselhos e afins), além, é claro, do brilhantismo que já virou marca registrada de Rei Mulla.

Aliás, sobre o brilhantismo de Rei Mulla, a coluna de Clóvis Rossi na Folha de São Paulo do último sábado (10/11/2007, na íntegra aqui para assinantes) é simplesmente impecável:

Estamos em 21 de agosto de 2007, em São José dos Campos, mais exatamente na sede da Embraer. Ao lado de Lula, estão os comandantes da própria Embraer, como é óbvio, mas também os dirigentes de uma certa BRA, companhia de aviação que, então, pouco freqüentava o noticiário. Lula discursa para comemorar “a assinatura de um contrato entre a empresa BRA e a Embraer para a compra de 20 jatos Embraer 195, no valor de US$ 730 milhões”. O presidente ousa bancar a pitonisa para dizer o seguinte, palavra por palavra: “Eu tenho certeza de que, nos próximos anos, a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional”. Não satisfeito, já no fim do discurso, Lula arrisca-se a mais uma previsão ufanista, bastante típica: “A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro, ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros para cumprir a demanda que eles vão oferecer”.
Será que não havia, no entorno presidencial, alguma alma caridosa para avisá-lo de que a BRA, já então, não era uma Brastemp?
Claro que o presidente sempre pode refugiar-se em uma de suas frases preferidas, já bastante folclorizada, a famosa “eu não sabia”. Até admito que o presidente não seja obrigado a saber de tudo, mas seus assessores deveriam estar suficientemente espertos para evitar que se vinculasse tão gostosamente a um iminente fracasso. Mas o pior, o mais atordoante, é não saber quantas outras “certezas” do presidente virarão falências pouco tempo depois. 

Desnecessário comentar.

Escrito por Carlos Munhoz

12 - Novembro - 2007 em 14:02

Quadrilhas do passado e do presente – uma pena

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Quem tem pena de quem ? Rei Lulla tem pena de Fernando Collor porque ele (Collor) integrou uma quadrilha, que desviou dinheiro público para fins nada republicanos ?

Engraçado ouvir isso hoje, após o Supremo Tribunal Federal ter acatado as denúncias do Procurador Geral da República, que denunciou uma quadrilha integrada por diversos dos principais nomes do PT (José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Silvio Pereira e outros), cujas atividades consistiam, basicamente, em corromper, tudo em nome da construção de um projeto de poder do PT.

Rei Lulla deveria assistir o filme “Peggy Sue – seu passado o condena”…. 

Afinal, quadrilha por quadrilha, a quadrilha do PT roubou muito mais do que qualquer outra quadrilha…… Para manter um bordão recorrente, “nunca antes na história desse país” uma quadrilha de políticos e gente do governo roubou tanto, de forma tão organizada.

Aliás, percebo que a única coisa que o PT consegue fazer de forma ORGANIZADA é roubar.

Neste sentido, vale a pena tentar entender o que viria a ser o tal “Socialismo Petista”, como neste vídeo aqui:

Será que o tal “Socialismo Petista” é baseado na formação de quadrilhas, prioritariamente compostas por PTistas, para tomar de assalto o Estado ? Neste sentido, eis uma leitura interessantíssima: intervencionismo e petismo.

Destaco alguns trechos, marcantes: E por falar em intervencionismo, mais um pode estar em plena gestação na praça. Trata-se de uma operação em curso no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão de pesquisas do governo que sempre teve como tradição a pluralidade. Fala bem e fala mal do governo de plantão. Lá dentro, é possível encontrar de tudo: economistas petistas, economistas tucanos, economistas tucano-petistas e outros tipos.
Essa liberdade reinante no Ipea sempre sempre incomodou o Palácio do Planalto, mas por obra do ex-ministro Antonio Palocci e do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) o órgão foi sobrevivendo sem interferências em seu trabalho.
O clima começou a mudar quando o Ipea saiu dos braços do Ministério do Planejamento e passou a responder ao novo ministro Mangabeira Unger, que trocou o comando do órgão. O novo presidente, Márcio Pochman, renovou a diretoria e provocou um enorme mal-estar dentro da equipe. Tanto que, no dia em que o Senado derrubou a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo de Mangabeira Unger, pesquisadores do Ipea só faltaram soltar fogos de artifício. Só não o fizeram por saber que o Palácio do Planalto encontrará uma saída jurídica e ressuscitará a secretaria.
Naquele dia, pesquisadores do órgão contaram a jornalistas como estão avaliando as mudanças no Ipea promovidas por Mangabeira e Pochman. Dizem que o governo Lula estaria conseguindo fazer algo que sempre desejou desde o início do primeiro mandato: implantar um “pensamento único” no Ipea e enquadrar sua equipe. 

O IPEA, aliás, produziu um estudo MUITO interessante, que ajuda a explicar algumas das razões para o recente caos aéreo. O estudo foi produzido em 2003 (antes, portanto, de se falar em “caos aéreo”, antes dos acidentes da GOL e TAM, antes da “comoção nacional” que passou a cercar o tema). O arquivo pode ser lido, na íntegra, no próprio site do IPEA, aqui.
Um trecho das conclusões deste documento (produzido, cabe ressaltar, por ÓRGÃO FEDERAL SOB A GESTÃO DO REI LULLA, EM 2003) afirma o seguinte: Em suma, a reversão do processo de liberalização carece de evidências de que a concorrência teria inviabilizado a existência de empresas eficientes, em favor de  empresas ineficientes, o que geraria perda de bem-estar e eficiência econômica. Assim, o debate em torno da melhor regulação para o setor, que promova simultaneamente o desenvolvimento da indústria e o bem-estar dos usuários, certamente terá muito a ganhar com a sua publicidade e a inclusão de mais interlocutores, que se debrucem com cuidado sobre a análise dos efeitos para o mercado de proposições de políticas.

Trocando em miúdos, a desculpinha ridícula do Rei Lulla e seus asseclas guardiões da boçalidade PTista de que nunca ouviram falar em crise aérea é mais uma tergiversação, na tentativa de despistar sua incomPTência.

Lamentavelmente, a desculpa é aceita por “intelectuais” como Marilena Chauí e ignóbeis menos conhecidos publicamente….. Má-vontade, ignorância ou má-fé ? Uma somatória de tudo isso, quiçá…….

Escrito por Carlos Munhoz

5 - Outubro - 2007 em 19:45

Apedeuta e Gramsci

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Nunca fui, confesso, grande fã de Carlos Vereza como ator. Contudo, ao ver estes vídeos abaixo, confesso que estou pensando em começar a buscar fã-clubes dele na internet, para me associar………

Este é o mais “novo”:

Este é mais antigo, e, eu ousaria dizer, já tornou-se um clássico:

Escrito por Carlos Munhoz

4 - Outubro - 2007 em 5:42

Políticos do Brasil

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Para conhecer melhor os políticos do Brasil, recomendo o livro com o mesmo nome, escrito por Fernando Rodrigues. Maiores informações, aqui.

Como se não bastasse, há ainda o site, com base nos dados levantados pelo jornalista da Folha (que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo ao denunciar, por exemplo, a compra de votos para aprovação da reeleição de FHC), no qual é possível conhecer muitos detalhes interessantes sobre os políticos que hoje tomam decisões e afetam a vida de milhões de cidadãos. Acesso direto AQUI.

Esse tipo de informação disponibilizada pelo site do jornalista seria particularmente útil se o brasileiro tivesse o hábito de manter um controle sobre seus votos, sobre seus candidatos. Seria importante COBRAR que o candidto (a qualquer cargo) cumprisse suas promessas de campanha, que demonstrasse, após eleito, a mesma postura que adotara anteriormente, na campanha.

O desleixo do brasileiro em relação a seu voto é celeiro para situações como a mudança do PT (que sempre defendeu uma coisa quando era de oposição, mas acabou praticando exatamente a mesma coisa que PSDB, PMDB e tantos outros fizeram quando eram governo), ou mesmo os desvios de conduta em termos mais gerais.

E, por falar nisso, o “valerioduto” tucano, em Minas Gerais, mostra como são parecidos (e podres) os políticos e partidos brasileiros.

Por que o PSDB não fez o que deveria ter feito para cobrar o PT quando do escândalo do Mensalão ? O PT poderia ter tido seu registro cassado, haja vista que recebeu dinheiro do exterior para pagar despesas de campanha de uma eleição majoritária – coisa PROIBIDA por lei. Bastava uma representação no TSE para cassar o registro do PT.

Mas por que isso não foi feito ?

Por que o PSDB não repetiu o discurso do PT, exigindo o impeachment do Rei Lulla ?

Porque tem o próprio rabo preso com o MESMO esquema de fraude que o PT adotou no Mensalão.

Quem é pior ?????

Escrito por Carlos Munhoz

28 - Setembro - 2007 em 23:29

Ali Babá – o chefão

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Essa serve para lembrar da fábula de Ali Babá e os 40 ladrões………

Coincidência ou não, foram 40 denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha, corrupção e peculato…… Sem falar nos 40 Senadores que votaram contrariamente à cassação de Renan Calheiros (mais 6 bastardos que abstiveram-se).

A Casa da Mãe Joana agradece……….

Escrito por Carlos Munhoz

24 - Setembro - 2007 em 23:08