Archive for the ‘PSDB’ Category
LUTO
Lamentável a morte de dona Ruth Cardoso.
Uma mulher que jamais “reduziu-se” a ser APENAS primeira-dama – muito pelo contrário: era muito mais do que isso.
Diferente de outras imbecis que acham que primeira-dama é a mesma coisa que um vaso, meramente decorativo, dona Ruth Cardoso deu outra dimensão ao cargo. Pena que foi “substituída” no cargo por uma mentecapta inútil, fútil e decorativa.
Ontem fiquei estranhamente chateado ao saber do seu falecimento…. Assisti a uma palestra de dona Ruth, quando ainda era primeira-dama.
Fiquei impressionado.
Uma mulher discreta, que preferia impôr-se pelas suas idéias, pela inteligência, ao invés de preocupar-se com vestidos, maquiagem, botox etc. Uma presença física discreta, conquanto marcante.
Diferentemente das marilenas chauís que existem pelo mundo, dona Ruth Cardoso era uma intelectual que EFETIVAMENTE tinha inteligência, e sabia usá-la.
Uma perda para o Brasil.
Novidades
Já constam da página de downloads (aqui) algumas novidades:
1. Crônica de um partido não anunciado: programa e governos do PT entre 1979-2000, uma Tese de Doutorado da UNICAMP, cuja leitura, a despeito do viés imposto pelo autor, ajuda a relembrar as bases do surgimento do PT, suas “bandeiras históricas”, sua proximidade com o Marxismo e variantes (o tal “Socialismo Petista”), as razões do crescimento desde a fundação etc…… Assim como o item 07 supra apresenta um viés claramente tucano, este aqui tem justamente o oposto. De qualquer maneira, se deixado de lado tal viés, ainda assim é leitura interessante para quem busca conhecer verdadeiramente a corja de trogloditas que tomou de assalto o Brasil.
2. Dossiê, com matérias publicadas em alguns meios de comunicação ao longo de 2002. Traz uma auspiciosa entrevista com Heloísa Helena (ainda membro do PT, na época da entrevista), uma boa radiografia das diversas “correntes” que formam o PT, interesses de grupos próximos (como CUT e MST), e notícias gerais que ajudam a demonstrar a metamorfose pela qual o PT passou para conquistar o “poder”. Destaco os trechos que se referem ao FMI (página 26), à maneira de lidar com impostos (página 52) e a renegociação de dívidas dos Estados (página 32), pois são 3 pontos que mostram uma posição claramente antagônica àquela adotada após Rei Mulla assumir seu troninho.
3. A experiência brasileira com programas de transferência direta de renda, uma Dissertação de Mestrado da UNICAMP que trata dos programas como Bolsa Escola, Bolsa Família e afins. Serve principalmente para mostrar o histórico de programas desta natureza, característica que pode ser útil para PTistas desmiolados que dizem por aí que o Bolsa Família do Lulla é uma inovação – não é. Outro texto com forte viés, mas que não invalida, ainda assim, os dados apresentados.
Pena que os PTralhas dificilmente conseguem ler mais de 3 páginas de textos sem ilustrações (coloridas)…Estes arquivos poderão ajudar aqueles boçais que defendem o PT apenas e tão somente baseados no Manual citado abaixo….
Claro, não devem ajudar muito, pois essa corja de psicoPTs esquizofrênicos não tem o hábito de ler nada que não siga à risca as regras de insultos a “tucanos” em geral……
Liberação de verbas: antes e depois
Ainda na onda de “retrospectivas”, desenterrei uma dos meus e-mails sobre o PT. Aqui, temos:
1) Carta do ex-Ministro da Fazenda, Pedro Malan (publicada no Estadão), questionando uma acusação a ele imputada pelo então candidato Lulla.
2) Reportagem da Folha On-Line de 11/10/2006 que mostra o comportamento do candidato (então à reeleição) Lulla.
A oposição das duas “visões” mostra que o discurso da oposição e a ação da situação………..às vezes beiram o paradoxo da antítese.
Im(p)unidade
No Brasil, tradicionalmente, há grande proximidade (e confusão) entre IMUNIDADE e IMPUNIDADE.
Uma notícia que li no Portal G1 (na íntegra aqui) é uma boa novidade:
A Receita Federal confirmou nesta sexta-feira (21) que foi suspensa a imunidade tributária de sete partidos políticos: PT, PP, PTB, PR, DEM, PMDB e PSDB.
Na prática, a suspensão da imunidade tributária dos partidos políticos por parte da Receita Federal abre espaço para que eles sejam autuados por eventuais irregularidades tributárias que possam ter cometido no período investigado. Em curta nota à imprensa, a Receita Federal se limitou a informar que a imunidade tributária a partidos políticos, prevista na Constituição Federal, está condicionada ao atendimento, pelos beneficiados, de exigências do artigo 14 do Código Tributário Nacional.
O artigo 14, por sua vez, estabelece que os partidos com imunidade tributária não podem distribuir qualquer parcela de seu patrimônio, ou suas rendas, a qualquer título. Diz ainda que eles têm de aplicar integralmente, no país, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. E, ainda, manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros “revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão”. Deste modo, veta o caixa 2.
Pessoalmente, gostaria que TODOS os partidos políticos fossem severamente investigados, auditados e monitorados – e não apenas em períodos eleitorais.
Como um exemplo (há centenas ou milhares de outros possíveis), não posso deixar de citar o PT: Duda Mendonça confessou, na CPMI, que recebeu R$ 10 milhões do PT através de contas no exterior. Só isso, pela Lei, é suficiente para cassar o registro do PT. Obviamente, ninguém fez nada……. Os demais partidos não puderam ir adiante com uma ação junto ao TSE, no sentido de cassar o PT, pois TODOS os demais partidos poderiam se ver na mesma situação ilegal pouco tempo depois.
Basta ver o “mensalão” ou “valerioduto”…… Tanto PT quanto PSDB (para citar apenas 2, freqüentemente tidos como arqui-inimigos) estavam mais sujos do que pau de galinheiro, portanto tiveram que (novamente) varrer a sujeira para debaixo do tapete.
Engraçado que o PT passou 20 anos se vendendo como o mais ético, o paladino da moral no Brasil………. Trouxa de quem acreditou nessa mentira !!!!!!
Criminalidade em São Paulo
Num tom (demasiadamente) elogioso, a Revista Veja desta semana traz uma matéria sobre a queda da criminalidade no Estado de São Paulo. Diz a matéria (na íntegra aqui):
A cidade de São Paulo viveu um dia histórico na sexta-feira 7 de dezembro: foram 24 horas sem um único assassinato. Fazia muito tempo que isso não ocorria. O último registro de um dia de paz como esse data da década de 50. A melhor notícia, no entanto, é que não se trata de um episódio fortuito: a cidade e também o estado de São Paulo vêm registrando índices declinantes de criminalidade. De 1999 para cá, a taxa de homicídios caiu 79% na capital e 69% no estado. Atualmente, contabilizam-se onze assassinatos por ano para cada 100.000 habitantes no estado, taxa bem inferior à do Rio de Janeiro e à do Brasil, de 39 e 22 mortos para cada 100.000 habitantes, respectivamente. Se o governo estadual conseguir reduzir esse número para dez homicídios – o que espera fazer já no ano que vem –, São Paulo passará a ter índices aceitáveis desse tipo de crime, segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde.
A melhor marca da década era a de 2004, ano em que 253 municípios ficaram sem assassinatos. O crime de homicídio foi um dos que mais caíram, mas não foi o único. Também sofreu forte redução a quantidade de latrocínios, roubos e roubos de veículos. Essa melhora nos indicadores da criminalidade se deve a um conjunto de medidas que o governo paulista começou a colocar em prática em 2000 e foi aprimorado na gestão do tucano José Serra. O marco inicial desse projeto é o Infocrim – sistema eletrônico que, inspirado no modelo nova-iorquino, interligou os distritos policiais da capital (e que, atualmente, inclui outros oito municípios do interior e litoral). Por meio da análise dos boletins de ocorrência lançados na rede pelas delegacias, policiais traçam um mapa detalhado de cada tipo de crime, incluindo informações como local e horário em que ele ocorre com mais freqüência, situações que costumam propiciá-lo e vítimas preferenciais. De posse desses dados, a polícia pode agir de modo mais cirúrgico. Os carros de patrulha, por exemplo, que antes rodavam a esmo, começaram a seguir uma rota determinada, e os cruzamentos de trânsito com maior número de assaltos receberam reforço na vigilância.
Eis a ilustração que acompanha a matéria:
Novamente: o tom da matéria me parece demasiadamente elogioso. Conquanto traga uma boa notícia – especialmente para nós, paulistas – , não era preciso elogiar tanto…..
Mas estes resultados ajudam a explicar a boa avaliação do governador José Serra, como demonstrou pesquisa do DataFolha (aqui). Afirma o DataFolha:
Onze meses após a posse, 49% dos eleitores avaliam o governo de São Paulo como ótimo ou bom. Em março, passados três meses de governo, esse índice era de 39%.Ainda segundo a pesquisa, a avaliação negativa do governo de São Paulo sofreu uma queda de quatro pontos em sete meses. Em março, 16% dos entrevistados apontavam o governo como ruim/péssimo. Atualmente, essa taxa é de 12%.De março para cá, a nota média conferida ao governo também aumentou: de 6 para 6,5.
Segundo a pesquisa Datafolha, realizada de 26 a 29 de novembro, 35% dos entrevistados classificam a administração Serra como regular. Em março, eram 37%. Quatro por cento não souberam opinar.
Apesar da tradicional associação do PSDB à classe média/alta, Serra hoje conta com maior aprovação precisamente entre os entrevistados da mais baixa faixa de consumo.Segundo o Datafolha, 53% dos entrevistados da classe D/E apontam o governo Serra como ótimo/bom. Esse índice é de 50% entre os da classe C e chega a 47% entre os da classe A/B.
Como eu já disse antes, nutro grande admiração pelo José Serra: é um dos poucos políticos, hoje, que conseguem combinar um perfil de bom gestor com as atividades políticas. Mas a Veja não precisava circular um texto tão “chapa branca”……
CPMF e 51×51
Tenho acompanhado, com imenso prazer e deleite, o desenrolar da questão da CPMF.
Longe de mim imaginar que o Senado seja merecedor de elogios, mas a votação da CPMF foi, no mínimo, hilária. Especialmente para quem, como eu, acompanha há algum tempo a incomPTência da corja PTralha. Sobre isso, uma seleção minha de visões sobre o tema – começando pela séria: AQUI.
Mas a melhor da semana veio na coluna do José Simão: E essa: “51% aprovam o Lula”.
Adorei o número: 51! O povo reconhece mesmo! E eu entendo o resultado da pesquisa: o Lula bebe e é o povo que fica de fogo! Rarará!
E o melhor presente de Natal é um CD com as metáforas do Lula. As 20 primeiras faixas são em futebolês, as outras em churrasquês. Porque o Lula é trilingüe: ele fala lulês, futebolês e churrasquês! Rarará!
E para finalizar, mais uma bem-humorada (dependendo da “perspectiva”):
Mais bravatas dos corruPTos
A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, em segunda votação, a Proposta de Emenda Consitucional que prorroga a CPMF até 2011.
A relação dos votos de cada deputado está aqui.
Chamo a atenção, NOVAMENTE, para as bravatas e mentiras desses corruPTos, hipócritas e cínicos do PT (e seus asseclas, como PC do B e congêneres). Afinal, quando a CPMF foi proposta (FHC), o PT criticava. Assim como criticou o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, os transgênicos…..
Enfim, mais uma demonstração (não que houvesse qualquer necessidade) do fisiologismo PTista, que sempre existiu – mas era camuflado na confortável e fácil oposição que sempre fizeram, criticando tudo e todos. Bastou assumirem a situação para fazerem rigorosamente a mesma coisa que passaram 20 anos criticando…..