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Vamos fazer o óbvio: tirar os traficantes DA CADEIA
Por vezes, alguns políticos parecem especializados em humor, e não em política. Pior quando eles são ruins nas duas coisas.
Vejamos este aqui: O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) apresentou nesta quarta-feira várias sugestões de ajustes na Lei Antidrogas ( lei 11.343/06). Entre elas, a mudança em dispositivo do artigo 33 da lei para garantir a redução de pena para pequenos traficantes que tem bons antecedentes. Íntegra AQUI.
Sim, é isso mesmo: o deputado (do PT, claro!!!!!) quer REDUZIR as penas dos traficantes “pequenos”. Como escreveu o Reinaldo Azevedo (AQUI): Faz todo sentido! É lógica pura! Como é que o Brasil vai combater os grandes traficantes? Ora, soltando os pequenos!
Para entrar em contato com este deputado desmiolado, os cidadãos que cumprem as leis e desejam ver bandidos NA CADEIA podem usar os seguintes canais de comunicação:
http://www.pauloteixeira13.com.br/
http://twitter.com/pauloteixeira13
Gabinete Paulo Teixeira
Anexo 3, gab. 281 – Brasília-DF
Tel.: (61) 3215-5281 ou (61) 3215-3281
dep.pauloteixeira@camara.gov.br
Comunicação Brasília
(61) 3215-1281
Escritório São Paulo
Av. São João, 126 – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3229-2222
Comunicação São Paulo
Cátia – (11) 3229-2222 ou (11) 9953-1333
catiaesteves@gmail.com
Mas o melhor a fazer, além de enviar cartas, e-mails ou sinais de fumaça, é dar a resposta nas urnas.
O problema é que (felizmente para os PTralhas) a maioria da população tem memória curta…… E corremos o risco de ver deputados desse tipo mamando nas tetas do Estado, enquanto fazem piadas de mal gosto ao invés de cumprir bem seus devidos trabalhos.
Cães de guarda
A imagem diz tudo:

Senado
Tenho me divertido IMENSAMENTE vendo a cambada do PT (especialmente a Mulla-mor) defendendo o Sarney.
O tempo é o senhor da razão………
A defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terça-feira, foi um dos momentos mais constrangedores testemunhados por este veterano repórter político, habituado ao cinismo dos políticos por dever de ofício. Por mais distanciamento que o profissional da comunicação seja obrigado a ter das fontes com que se relaciona, seria um excesso de insensibilidade não sentir vergonha ao acompanhar um ancião com um currículo que inclui uma passagem pela presidência da República e duas pelo comando do Senado Federal reunir argumentos pueris e insustentáveis, com voz trêmula e gaguejante, como um colegial despreparado respondendo na prova oral a uma questão sobre tema que não estudou.
O orador atropelou os cânones do comportamento esperado de um senador, palavra portuguesa oriunda do termo latino senior, o mais velho, não no sentido do mais longevo, mas, sim, do mais experiente, do mais vivido, do mais capacitado, em suma. Os antigos romanos se deixavam governar por esses conceitos e, é claro, desde então a definição etimológica sucumbiu aos pecados, vícios e defeitos comuns no gênero humano. Isso explica, mas não justifica, a postura – entre tatibitate e pernóstica – adotada pelo varão, ao se defender da tribuna perante seus pares.
Essa defesa de Sarney não pode ser definida como inconsistente, de vez que ela simplesmente inexistiu. Tendo ouvido em algum lugar que a melhor defesa é o ataque, ele preferiu cobrar de volta a ter de apresentar alguma evidência de sua inocência das acusações que lhe são feitas. Diante da impossibilidade de negar a conexão que obviamente tem com a nomeação do neto, substituído pela mãe deste, num emprego concedido de forma clandestina, entre outras coisas, ele optou por adotar o velho lema do autoritarismo coronelista sertanejo: “Vocês sabem com quem estão falando?” Ou melhor: “Vocês não sabem com quem estão falando”.
Como o menino traquinas, flagrado com as mãos cheias de penas, tentando negar ao pai que matou o passarinho, o velho senador pôs o dedo em riste no nariz de todos os brasileiros perplexos com a farra da cota de passagens, o abuso do auxílio moradia e, principalmente, os atos secretos configurando a existência de um Senado clandestino. E apelou para a própria sorte, como se ela pudesse eximi-lo dos erros que cometeu ou avalizou, ora denunciados. “É injusto cobrarem isso de um homem que fez tanto pelo País” – foi o ponto capital de sua fala. Não permitiu apartes. Evidentemente, nenhum de seus nobres pares teria coragem e discernimento para lhe perguntar o que teria feito de tão relevante e útil para o Brasil para se tornar merecedor da inimputabilidade, que não pode ser dada a cidadão nenhum. Mas a esperteza o impediu de correr esse risco.
Sem as obrigações regimentais nem sociais dos varões da República por ele presididos, venho cobrar aqui: “vá contando aí o que fez pelo País, senador Sarney”. Terá ele arriscado a vida pela pátria nas horas intermináveis do bate-papo cordial nos cafezinhos do parlamento? Consta de sua biografia a passagem pelas masmorras de uma ditadura por ter travado o bom combate da luta pela manifestação livre da cidadania? Terá ele doado sua fortuna pessoal a alguma instituição de benemerência ou mecenato reconhecidos? Sabe-se que Sua Excelência, filho de um modesto juiz de província, acumulou razoável pecúlio e frequentou com assiduidade invejável os banquetes servidos pelos maiorais da República nos regimes a que serviu: a ditadura militar, cujos conceitos representou na condição de presidente do partido serviçal; a Nova República, na qual herdou o poder maior por uma peça pregada pelo destino à Nação, que esperava ver no lugar o titular da esperança, e não seu reserva e beneficiário; e agora a república petista, da qual é insigne servidor, como patrono de causas indefensáveis e paraninfo do gozo pelo gozo do poder.
Não tivesse a sorte, que sempre o bafejou na carreira política, produzido, além da glória, a cegueira para tudo o que não diga respeito a si próprio, a seus parentes, amigos, afilhados e apaniguados, o poeta, romancista e tribuno José Sarney poderia ter dado destino mais digno a sua peroração. Idoso, tendo cruzado o Cabo da Boa Esperança, poderia verbalizá-la, atirando-se temerariamente à luta pela reconstrução das instituições democráticas, desafiadas pela popularidade e pelo despreparo daquele que hoje comanda o seu e os nossos destinos. Teria, com isso, o velho timoneiro, auferido mérito, não para cobrar da Nação seus préstimos de homem público, que são dever e não prerrogativa, mas, sim, para dar a guinada espetacular capaz de salvar sua biografia do naufrágio que a espera, sob a areia movediça e ondas de lama em que o Poder Legislativo, do qual é dignitário, se afunda.
O orador desta terça-feira no Senado, recebido pelos colegas com um silêncio sepulcral, é uma assombração perdida num casarão colonial brasileiro. Mas uma assombração insepulta: no Brasil do “quem cala consente”, seu silêncio cúmplice lhe concede fama, prestígio e poder.José Nêumanne Pinto
© Diário do Comércio, de São Paulo, sexta-feira 19 de junho 2009, página 6 do primeiro caderno (Política)
Loteria PTista
A notícia não é nova – muito pelo contrário.
Porém, “fuçando” nos meus famosos e-mails, não resisti.
Primeiro, a notícia original:


Agora, um “desabafo” que recebi por e-mail (e que, aliás, subscrevo):
Senhor Senador Sibá Machado;
Li hoje na seção holofote da Veja a sua mini-entrevista explicando as razões de ter apresentado um projeto de lei que visa extinguir o vestibular nas universidades, substituindo-o por um sorteio onde prevalecerá não os conhecimentos dos candidatos a uma vaga na universidade, e sim, a sorte. Não poderia deixar de parabenizá-lo por essa iniciativa, até porque o senhor se superou com esse projeto.
Aliás, os petistas sempre estão me surpreendendo. Quando eu imagino que o estoque de imbecilidades, de burrices, de idiotias, de má fé, de desonestidades, de falta de respeito para com a sociedade brasileira acabaram, sempre aparece um petista se superando e apresentando mais uma.
Ora veja só, senador, premiar a sorte ao invés do preparo intelectual e emocional do candidato alegando que o vestibular “tortura o candidato” e que estes “ficam nervosos durante as provas” e sob o pretexto de que “os alunos da classe média estudam em melhores escolas” é assinar triplamente um atestado de burrice. Para seu conhecimento, devo esclarecer o seguinte:
a) Candidatos bem preparados não se sentem torturados diante das provas do vestibular, e muito menos nervosos. Vão lá, fazem as provas com tranqüilidade e auto-confiança e depois ficam aguardando os resultados. Geralmente são aprovados;
b) Os filhos da classe média estudam em melhores escolas porque as escolas públicas são a cara do governo, ou seja, não valem nada. Sendo assim, azar dos pobres que não podem pagar uma escola de qualidade. Querer premiá-los por isto é apenas uma demonstração de estupidez;
c) Se o seu filho não passou no vestibular porque ficou nervoso, isto demonstra duas coisas: ficou nervoso porque não estava preparado mental e intelectualmente para enfrentar as provas do vestibular. Sendo assim, não merecia ser aprovado.
O sucesso está reservado a quem está preparado para alcançá-lo e nunca premia os medíocres. Uma das coisas que mais chama a atenção na mentalidade de petistas como o senhor é querer nivelar tudo por baixo.
Esta é a mentalidade do vira-latas, do complexo de inferioridade, do sentimento de inveja para com aqueles que subiram na vida por mérito. Na mentalidade petista, os fracassados merecem um lugar ao sol às custas dos esforços dos outros. Nada ilustra melhor essa faceta da mentalidade petista do que a maneira como o presidente Lula “governa” o país, ou seja, “governa” para o fracasso.
Mas, justiça seja feita: o mal não é só dos petistas. Esta é uma doença generalizada dos políticos brasileiros, com honrosas e raras exceções. É por isto, senador, que o Brasil é o maior exemplo de fracasso de uma nação que tinha tudo para dar certo, menos governantes preparados e capazes de conduzir o povo ao sucesso.
Aproveito para desejar-lhe um feliz natal com o novo salário recém aumentado em 91% às custas dos impostos escorchantes que somos obrigados a pagar e da covardia do povo brasileiro. Sabe, senador, a maioria do povo brasileiro merece vocês e vice-versa. São ambos canalhas.
Otacílio M. Guimarães
Mentiras Lullistas pagas com dinheiro público
Primeiro, a reportagem do Valor Econômico de 11/04/2008:
A balança comercial de petróleo e derivados – que inclui gás natural e hulha – voltou a prejudicar as contas externas brasileiras e pode representar um rombo de US$ 8 bilhões este ano, conforme economistas ouvidos pelo Valor. Uma combinação de fatores contribui para o pessimismo: estagnação da produção nacional de petróleo, aquecimento da demanda graças ao bom desempenho da economia, e aumento no consumo de diesel e gás natural após a entrada em funcionamento das usinas termelétricas.
Segundo cálculos da RC Consultores, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o déficit da balança comercial de petróleo e derivados atingiu US$ 5,8 bilhões em 2007, 80% acima dos US$ 3,2 bilhões de 2006. Fábio Silveira, economista da RC, estima que o saldo negativo pode chegar a US$ 8 bilhões este ano. No ano passado, o país importou US$ 3,5 bilhões em gás natural e hulha. Esse valor representou 60% do total do déficit. O Brasil praticamente não exporta esses combustíveis.
Os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que excluem gás natural e hulha, apontam déficit de US$ 2,3 bilhões em 2007 e ele foi de apenas US$ 740 milhões em 2006, o menor em décadas. Os especialistas cogitaram na época que o petróleo havia deixado de ser um problema para a balança e o governo chegou, inclusive, a divulgar que o Brasil havia se tornado auto-suficiente.
Entre 2003 e 2007, as exportações de petróleo e derivados subiram impressionantes 180%, de US$ 5,7 bilhões para US$ 16 bilhões, conforme a Secex. Só que as importações ganharam fôlego adicional com o crescimento da economia e triplicaram. Em 2003, o Brasil importava US$ 7,4 bilhões em petróleo, derivados, gás natural e hulha. Em 2006, esse valor saltou para US$ 21,8 bilhões. “O petróleo ainda representa quase 20% das importações”, diz Silveira.
Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), avalia que a conta petróleo está “muito deficitária”, porque “a produção brasileira praticamente não cresceu” em 2007, após um período de forte expansão. Ele explica que o atraso na entrega de novas plataformas e as paradas para manutenção prejudicaram os planos da Petrobras. Segundo a ANP, a produção brasileira de petróleo subiu apenas 1,3% entre 2006 e 2007, para 1,832 milhão de barris por dia.
Os dados da Petrobras, que são mais altos que os da ANP, apontam que a produção ficou abaixo da meta prevista pela própria estatal. No ano passado, a produção de petróleo atingiu 1,918 milhão de barris/dia, 3% menos que a meta de 1,979 milhão de barris/dia. Em janeiro e fevereiro deste ano, a produção está em 1,944 milhão de barris/dia, 5% abaixo da meta para o período, conforme informações da Petrobras compiladas pelo CBIE.
Pires lembra que o aumento no consumo de diesel pelas usinas termelétricas também colabora para os resultados negativos da balança. O governo decidiu ligar as termelétricas para compensar os baixos níveis dos reservatórios de água, que ameaçam a produção de energia das hidrelétricas. De acordo com o CBIE, o consumo de diesel aumentou 11% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2007.
As importações de gás natural também tiveram um aumento brutal para atender ao forte aumento da demanda de empresas e motoristas. Entre 2004 e 2007, as compras externas do produto subiram 130%, para US$ 1,78 bilhão. Em 2007, em relação a 2006, a alta foi de 20%. Com a entrada em funcionamento das termelétricas, as importações de gás natural se aceleraram e chegaram a subir 70% no primeiro bimestre do ano em relação a janeiro e fevereiro de 2007.
Silveira, da RC, afirma que a falta de capacidade de refino do país é outro fator que atrapalha a conta-petróleo. O Brasil importa petróleo leve, que é mais caro, e exporta petróleo pesado. Em períodos de alta de preços, esse diferencial prejudica a balança. A Petrobras anunciou a construção de novas refinarias nos próximos anos.
Para o departamento de economia do Bradesco, o déficit da balança de petróleo e derivados já atingiu US$ 8 bilhões no acumulado de 12 meses até março. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o saldo negativo chega a US$ 3,1 bilhões, praticamente metade do déficit de US$ 6,3 bilhões registrados em 2007. Os dados do Bradesco também são baseados na Secex, mas na divulgação semanal, que inclui nafta. Por isso, são um pouco altos que os da RC Consultores.
O desempenho da conta-petróleo deve levar o Bradesco a rever para baixo a projeção para o superávit da balança comercial brasileira, que está em US$ 27,5 bilhões. Se o desempenho do primeiro trimestre se mantiver, o déficit de petróleo e derivados pode chegar a US$ 8 bilhões, o que significará US$ 2 bilhões a menos de superávit para a balança comercial do que o inicialmente previsto pelo banco.
Agora, a minha dúvida: em meio à campanha eleitoral da reeleição de Rei Mulla, a Petrobras investiu APENAS R$ 35 milhões em propagandas para alardear que o Brasil seria “auto-suficiente” em petróleo.
O PT fez a Petrobras investir numa campanha publicitária MENTIROSA, só para enganar alguns milhões de pessoas, visando reeleger a Mulla ????????????? PUXA, QUASE INACREDITÁVEL, NÃO ?!
E, por falar em petróleo, as recentes declarações do Presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre o potencial do campo que a Petrobras está investigando foram um capítulo à parte – e demonstram de forma clara a cristalina os malefícios que os PTralhas causam ao país com o maldito aparelhamento do Estado. Um imbecil do PC do B (partido aliado ao PT) se considera uma “autoridade” e acha que, por isso mesmo, está isento de prestar esclarecimentos às instituições que regulamentam o mercado.
Interessante é pesquisá-lo um pouquinho: o incomPTente estava ocupando o cargo interinamente, enquanto o PT se engalfinhava numa disputa política para alocar seus “amiguinhos” no poder. Ver aqui. O vídeo disponível AQUI traz alguns indícios sobre a competência técnica do militante que acabou parando na diretoria de uma das mais importantes agências reguladoras do Brasil.
O currículo “floreado” da criatura está aqui. Deputado federal pelo PC do B, é uma demonstração de como o país está devido ao aparelhamento político promovido pela cambada do PT. Na página da ANP, faz-se menção à aprovação do falastrão pelo Congresso (procedimento padrão para indicações de todas as agências reguladoras).Por causa disso, ele se acha importante. “Eu sou autoridade” foram as palavras exatas. Entre outras pérolas que apenas demonstram sua megalomania – ver aqui.
Porém, omitem-se diversas informações relevantes (CLARO!), como fica claro AQUI.
Eis alguns trechos da matéria do Valor Econômico:
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, foi aprovado para um novo mandato de quatro anos ao cargo antes de ter respondido a qualquer pergunta na sabatina a que foi submetido, em novembro de 2007, pela Comissão de Infra-Estrutura (CI) do Senado.
Em uma sessão esvaziada, em que fizeram uso da palavra apenas sete dos 22 senadores que votaram, Lima falou por cerca de duas horas a uma platéia que incluía uma verdadeira tropa de choque de deputados do PCdoB, partido pelo qual exerceu mandatos como parlamentar e ao qual ainda é vinculado. Os deputados, de vários Estados, acompanharam a sabatina na comissão do Senado, em 13 de novembro, para apoiá-lo.
Hoje alvo de críticas por ter falado publicamente da existência de um megacampo até cinco vezes maior do que as reservas gigantes de Tupi, provocando uma onda de especulação financeira com ações da Petrobras e de petrolíferas estrangeiras, Lima foi aprovado por 20 votos a favor e dois contra, sob aplausos da platéia. Duas semanas depois, o plenário confirmou a indicação, feita pelo Palácio do Planalto.
O momento era de ansiedade no Senado e no governo, pelas dificuldades em negociar a prorrogação da CPMF. Após uma exposição inicial de Lima sobre o setor, como é praxe em sabatinas de diretores de agências reguladoras, o senador Valter Pereira (PMDB-MS) entrou no plenário da comissão e foi o primeiro a pedir a palavra. “Hoje eu estive enrolado o tempo todo com essa questão da CPMF”, desculpou-se, “mas eu não poderia deixar de vir aqui sabendo que o dr. Haroldo Lima estaria aqui”. “Eu gostaria que ele me desse uma informação antes que eu me desloque para a CCJ, onde prossegue a novela da CPMF”, disse Pereira, que fez uma rápida observação e em seguida deixou a comissão.
O presidente da CI, Marconi Perillo (PSDB-GO), iniciou o processo de votação antes mesmo de Lima responder a primeira pergunta, do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que qualificou o sabatinado como “homem fluente e inteligente”. Delcídio perguntou sobre o desabastecimento de gás natural no Rio. Duas semanas antes, no fim de outubro, o acionamento de usinas térmicas movidas a gás provocou um corte do insumo para indústrias e a frota de táxis.
Quando o petista terminou de fazer sua pergunta – e antes que Lima iniciasse sua resposta -, acompanhada de uma longa observação, segundo transcrição da sabatina disponível na página da comissão na internet, Perillo declarou encerrada a votação. Antes da quarta pergunta, ele anunciou o resultado: 20 votos favoráveis, dois contrários e nenhuma abstenção. Lima foi aclamado.
Na audiência, Lima admitiu que não tinha “experiência executiva propriamente dita” quando assumiu um cargo na agência, pela primeira vez. Lima só chegou ao comando do órgão depois que o Senado rejeitou, em 2005, a indicação do engenheiro José Fantine para a direção-geral da ANP, em retaliação à ministra Dilma Rousseff, então na pasta de Minas e Energia. Senadores queixavam-se de que ela não atendia às reivindicações de partidos como o PMDB.
O presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar), Álvaro Machado, não comenta o desempenho dos parlamentares, mas ressalta a importância da “escolha de dirigentes das agências pelo critério técnico, para evitar o aparelhamento do Estado”. Ele criticou a postura de Lima, ao anunciar a descoberta da Petrobras, bem como a declaração de que não está submetido às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por fazer parte do governo. “A ANP não é governo, é Estado. E não lhe compete fazer anúncios de descobertas. O regulador tem de ser pautado pela discrição. Sua função é garantir a estabilidade das políticas públicas do governo e não trazer insegurança.”
Esta é a seriedade com a qual o PT e seus asseclas tratam o Brasil.
2007: aproximação com o inimigo
Ainda na série de retrospectivas de 2007, uma das mais chamativas foi a aproximação entre inimigos.
O que quero dizer com isso ?!
Simples: o PT aproximou-se, ainda mais, de seus inimigos históricos.
O PT era aquele partido que notabilizou-se e sempre pautou-se pela OPOSIÇÃO. Eles sempre opunham-se a tudo.
Plano Real ? Oposição.
Lei de Responsabilidade Fiscal ? Oposição.
Privatizações ? Oposição.
Pagamento de juros ou da dívida externa ? Oposição.
Abertura de mercados brasileiros para o comércio internacional ? Oposição.
Imperialismo americano ? Oposição.
Transgênicos ? Oposição.
Superávit ? Oposição.
Compra de votos ? Oposição.
Não obstante, o que se tem visto, desde 2003, é o oposto disso. As diretrizes básicas da política fiscal e econômica (superávit, valorização da moeda, pagamento de juros, responsabilidade fiscal) foram mantidas EXATAMENTE como desenhadas por FHC, Malan, Fraga e outros “tucanos”.
As privatizações que o PT atacava anteriormente não foram apenas realizadas (aqui), mas exaltadas por pessoas que antes opunham-se ao liberalismo – inclusive Rei Mulla, que daqui a pouco vai dizer que foi ele quem privatizou o sistema de telefonia e a Vale, devido ao sucesso destas realizações de FHC. Rei Mulla, aliás, já andou enaltecendo a Embraer (relembrando: privatizada por FHC)….Falta pouco para dizer que foi ele quem transformou a Embraer numa empresa mundialmente competitiva….
Em vista disso, não me resta outra opção senão relembrar os spots criados para a campanha institucional do PSDB em 2007 – que, de resto, tem alguns exageros (como qualquer propaganda política, aliás), mas conseguiu finalmente ter a coragem de começar a mostrar a tônica do mandato Lulla:
O mesmo se repete em relação aos transgênicos (o PT sempre apoiou e defendeu o MST quando este invadia plantações de transgênicos ou empresas que pesquisavam novas combinações genéticas), à compra de votos (quando FHC foi acusado de comprar votos para sua reeleição, o PT exigiu impeachment !!!!) ou mensalão etc etc etc…..
Politicamente, tivemos o emblemático caso do Renan Calheiros – que sempre apoiou o governo, QUALQUER QUE FOSSE O GOVERNO, desde Collor a Lulla, passando por Itamar e FHC. Vimos, em 2007, Lulla e o PT mobilizando-se copiosamente para salvar o ex-presidente do Senado.
Não podemos esquecer, ainda, da palhaçada da TV pública e da TV Digital (ver aqui)….
Vimos, finalmente, o PT defendendo a CPMF – tratei desse ponto diversas vezes, como é possível ver aqui. Destaco, em particular, este post, que mostra de maneira clara e cristalina a total mudança de “convicção” do PT.
Em suma, 2007 foi MAIS um ano em que o PT e o governo (?!) do PT adotaram as mesmas práticas que passaram 20 anos criticando. Uma a uma, acabaram não apenas adotando, mas por vezes exagerando….
Cada vez mais, tenho a certeza de que defender o PT, hoje, é sinal de ignorância extrema ou má-fé descarada. Senão de ambos.
E SE ?
Algumas perguntinhas do tipo “E SE?“: Você já imaginou a zona que o PT faria se, durante o governo do FHC, os bancos registrassem lucros tão vultosos ?
E se a epidemia de dengue fosse incontrolável como agora?
E se faltasse gás?
E se houvesse tantos acidentes aéreos?
E se houvesse o caos aéreo?
E se o FHC comprasse um avião tão luxuoso?
E se todos os “amigos” do FHC fossem corruptos?
E se o FHC “perdoasse” a dívida de tantos “amiguinhos”?
E se o FHC tivesse um filhinho tão espertinho quanto o Lullinha, ganhando milhões de uma concessionária pública?
E se as despesas do Palácio do Planalto aumentassem tanto?
E se alguma ministra de FHC nos mandasse relaxar e gozar?
E se a primeira dama não fizesse porra nenhuma mas tivesse cartão de crédito ilimitado?
E se o FHC fosse o mentor do mensalão e dissesse que não sabia de nada?
E se o FHC aparelhasse o estado com milhares de empregos para os “companheiro”?
E se algum aspone do presidente nos mandasse tomar no cu quando caísse algum avião?
E se a saúde pública estivesse o caos e FHC achando que está satisfatória e todos estão sendo bem atendidos?
E se as escolas públicas fingissem que ensinam, os alunos fingissem que aprendem, e o presidente dissesse que pra ser presidente ou político não precisaria de ter instrução, só intuição?
E se o FHC declarasse sempre que não sabia de nada?
E se o FHC fosse amiguinho do presidente mais corrupto que o Senado já teve?
E se o governo FHC tivesse 37 Ministérios e Secretarias, tantos que é difícil encontrar alguém que os cite e esclareça suas finalidades?
E se o “bolsa família e suas variantes” só servissem para compra de votos e incentivo ao crescimento da natalidade nas faixas carentes da população?
E se o FHC se borrasse de medo do Hugo Chaves e do Evo Morales, e entregasse de mão beijada os bens brasileiros da Petrobrás?
E se o leite contivesse soda cáustica?
E se algum ministro do FHC declarasse que soda cáustica no leite não faz nenhum mal?
O que o PT diria?
Aonde anda o PT?
CONCLUSÃO: Petista é como pardal: tem em todo lugar, não serve pra nada, é feio, não canta e ainda caga no país inteiro.
CPMF e 51×51
Tenho acompanhado, com imenso prazer e deleite, o desenrolar da questão da CPMF.
Longe de mim imaginar que o Senado seja merecedor de elogios, mas a votação da CPMF foi, no mínimo, hilária. Especialmente para quem, como eu, acompanha há algum tempo a incomPTência da corja PTralha. Sobre isso, uma seleção minha de visões sobre o tema – começando pela séria: AQUI.
Mas a melhor da semana veio na coluna do José Simão: E essa: “51% aprovam o Lula”.
Adorei o número: 51! O povo reconhece mesmo! E eu entendo o resultado da pesquisa: o Lula bebe e é o povo que fica de fogo! Rarará!
E o melhor presente de Natal é um CD com as metáforas do Lula. As 20 primeiras faixas são em futebolês, as outras em churrasquês. Porque o Lula é trilingüe: ele fala lulês, futebolês e churrasquês! Rarará!
E para finalizar, mais uma bem-humorada (dependendo da “perspectiva”):
Senado: mais PaTéticos infestando a pocilga
O Congresso Nacional, no geral, já pode ser chamado de pocilga – sem querer ofender os porcos. Mas o (ótimo) blog “Navalha Infame” estampou uma imagem que…..NÃO TEM PREÇO. Veja aqui.
O PT se faz representar MUITO bem na pocilga, não ?! Impressionante………
A ficção e o Senador ridículo
O Estado de São Paulo, a despeito de ser o mais rico do país, é representado no Congresso por apenas 3 Senadores: Aloizio Mercadante, Romeu Tuma e Eduardo Suplicy.
Honestamente, não posso pensar numa representatividade de pior qualidade.
Mas o Senador Eduardo Suplicy extrapola todos os parâmetros de civilidade. Na verdade, não apenas “beira” o ridículo – ele ultrapassa todos os limites do ridículo. Não apenas por celebrizar-se por interpretações patéticas de uma música clássica (“Blowing in the wind”, de Bob Dylan), ou pelo comportamento debilóide que demonstra publicamente (o vídeo disponível no YouTube, de uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça no Senado, na qual ele “interpreta” uma música (?) do grupo Racionais MC´s).
Para quem, como eu, já teve a oportunidade de vê-lo pessoalmente, numa palestra ou qualquer coisa do gênero (no meu caso, foi uma aula, na FGV, e uma palestra, há alguns anos), contudo, fica a impressão de que este senhor não tem pleno controle sobre suas faculdades mentais. Divagações, frases loooooongas e confusas, entremeadas por pausas irritantes, fala arrastada…… Me parecem muito mais efeito de alguma doença ou coisa semelhante.
Como se não bastasse, as análises (?) e declarações públicas deste coitado o fazem parecer ainda mais patético do que sua natureza já estipula: O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) criticou hoje o último capítulo da novela “Paraíso Tropical”, da Globo, em que a prostituta Bebel (Camila Pitanga) é interrogada em um fictícia CPI dos Biocombustíveis pela sua relação extraconjugal com um senador. Suplicy disse que a cena deve causar “preocupação” aos senadores, já que a imagem do Conselho de Ética saiu arranhada na novela –apesar da cena ter mencionado uma suposta CPI. “O fato dos diretores da novela terem trazido o Conselho de Ética e a maneira como foi ali retratado deve nos causar preocupação”, disse. A íntegra, na Folha On-Line, está aqui.
Ora, uma declaração dessas……..Coisa típica deste abestalhado patético.
Ao invés de reclamar de uma obra de ficção (ou não) que faz uma crítica a uma situação degradante, que todo brasileiro tem visto nos últimos anos, que tal se o ilustre Senador e seus pares trabalhassem para que nunca mais seja preciso ver uma cena dessa natureza – nem na ficção, nem na vida real ?
A vida imita a arte, ou a arte imita a vida ?
Longe de mim classificar uma novela como “arte”, mas o princípio é o mesmo: se o Senado (e todos os Senadores, por extensão) não promovesse fatos grotescos, surreais, como este caso do Senador Renan Calheiros, tenho certeza de que nenhuma novela, livro, filme ou coisa que o valha retrataria o Congresso desta ou daquela forma. Caso o Senado tivesse um comportamento minimamente ético, republicano, as coisas seriam tão diferentes…….
Mas retomando ao Senador ridículo: não foi este mesmo Senador que participou de uma novela (da mesma Rede Globo), acampando junto com um bando de “sem-terra” ? Ora, um Senador que apóia publicamente uma organização criminosa como o MST, em diversas oportunidades, não deveria causar preocupação ? Isso não arranha a imagem do Senado ?
Santo Senador ridículo, Batman !!!!!!!
Ali Babá – o chefão
Essa serve para lembrar da fábula de Ali Babá e os 40 ladrões………
Coincidência ou não, foram 40 denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha, corrupção e peculato…… Sem falar nos 40 Senadores que votaram contrariamente à cassação de Renan Calheiros (mais 6 bastardos que abstiveram-se).
A Casa da Mãe Joana agradece……….
Realpolitik e a mídia golpista
Li um texto, na semana passada, de autoria de Marcos Augusto Gonçalves.Confesso minha ignorância: nunca ouvira falar dele. Numa rápida busca pelo Google, descubro que é Editor do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo – exatamente o caderno no qual li seu texto (na íntegra, aqui).
O texto é absolutamente impecável. Alguns trechos: O partido e o governo do ex-sindicalista têm vários de seus membros julgados por corrupção na corte suprema da referida república, graças a denúncias de um ex-aliado da direita, que também fora íntimo daquele presidente afastado por corrupção [em referência a Roberto Jefferson, apoiador de Fernando Collor]. Para tornar essa sinopse um pouco mais vulgar, surge na mídia a história de que o político provinciano do início do enredo, que ocupa a presidência do Senado, teve uma filha fora do casamento e enviava dinheiro à ex-amante por meio de um lobista de uma grande empreiteira.
Em meio a todo esse lixo, que alimenta o reality show, ou o realpolitik-show da vida pública brasileira, insinua-se entre alguns políticos e intelectuais “de esquerda” a tese de que tudo, no final das contas, é culpa da “mídia”, que não se conformaria com a eleição do ex-operário. Diga-se que os acusadores (e também o presidente) foram (e alguns ainda são) colunistas dessa mesma mídia -e a municiaram durante anos com denúncias contra políticos dos quais são hoje aliados.
Houve um tempo em que o PT fazia questão de se apresentar como paladino dos bons costumes republicanos e de se diferenciar daquilo que seus militantes chamavam de “política tradicional”.
(…) uma vez no poder, o PT se tornou uma máquina eleitoral conservadora, passando a se comportar como as siglas que antes condenava.
(…) Nossos narcisos lulo-petistas não gostam de ver nas páginas dos jornais escândalos semelhantes àqueles que aconteceram em governos anteriores. A grande competição, na realidade, é com a gestão de Fernando Henrique Cardoso, cuja superação os lulistas têm como ponto de honra. Mas, nessa competição de mediocridades, ambos, petistas e tucanos, mais parecem ser faces de uma mesma moeda -a da hegemonia política paulista no Brasil pós-ditadura militar.
Se FHC engatou o Brasil tardiamente no processo de estabilização das economias periféricas, Lula o vai engatando, também tardiamente, no ciclo de crescimento global. Tudo em ritmo lento. Filme de arte.
Alguém dirá que o governo do príncipe da moeda foi mais “republicano”. Mas ao lembrarmos que FHC criou uma reeleição para si próprio, recorrendo ao jogo pesado, como divulgou a mídia (golpista?), essa suposta vantagem revela-se apenas mais uma quimera.
Volta à tona, novamente, o absurdo de culpar a “mídia golpista” por tudo. Contudo, o PT só culpa a mídia quando ela revela os seus podres – quando a Folha de São Paulo investigou e denunciou a compra de votos de deputados para aprovação da emenda da reeleição de FHC, o PT bateu palmas para o jornal. Quando a Veja denunciou Fernando Collor, estampando a entrevista bombástica de seu irmão Pedro Collor, novamente estava lá o PT (inclusive Lulla, Dirceu, Genoíno, Mercadante, Suplicy e demais asseclas) aplaudindo, elogiando a “mídia”…..
Não bastasse a incomPTência dessa corja do PT, o grau de hipocrisia deles é assustador.
Renan Calheiros ILUSTRADO
Mais sobre a CPMF
A Revista Exame (Edição 902, de 20/09/2007, nas bancas) traz uma matéria excelente sobre a CPMF (aqui, passa assinantes), e outra, sobre a desoneração do setor de informática (aqui), que demonstra a miopia do governo brasileiro (não apenas do PT, registre-se, a despeito dessa gentalha PTista ser, de longe, a mais boçal e hipócrita, superando até os “clássicos” anteriores), bem como a incomPTência no gerenciamento da máquina pública (esta, muito pior no desgoverno PTista).
Na matéria sobre a CPMF, há informações preciosas sobre a falta de comPTência na gestão governamental, e o impacto disso na carga tributária brasileira. Destaco alguns trechos: A despesa corrente da União tem crescido à média de 0,6% do PIB nos últimos cinco anos — ou seja, cerca de 14 bilhões de reais. O inchaço da máquina pública continua desenfreado. Nos últimos cinco anos, as despesas da União cresceram 53 bilhões de reais somente com a admissão de 94 000 funcionários. É uma média de 11 bilhões de reais por ano de elevação de gastos fixos. Para o ano que vem, está previsto que as repartições federais serão lotadas com a contratação de mais 56 000 servidores, a um custo fixo adicional de 3,5 bilhões de reais por ano. Somando-se apenas esses valores referentes ao aumento do quadro de pessoal, chega-se a 14 bilhões de reais, mais de um terço do que se pretende arrecadar com a CPMF no próximo ano. Trata-se de um gasto particularmente daninho, pois os salários e as futuras aposentadorias provavelmente pesarão por décadas à frente. Além disso, a inventividade do governo para criar novas formas de torrar o dinheiro subtraído dos contribuintes não tem limites. Para ficar em alguns exemplos, neste ano foi anunciada a criação da TV Brasil, uma emissora estatal, a um custo inicial de 350 milhões de reais. Outra novidade é a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, com status de ministério e despesa de 44 milhões de reais por ano. Em 2007, até a comemoração do Sete de Setembro foi inflacionada. Custou 800 000 reais a mais que o desfile do ano passado. Quando somadas, tais despesas indicam que, com um pouco de controle, há muito espaço para que a União inicie uma eliminação gradual da CPMF.
Em termos absolutos, os 40 bilhões de reais da CPMF são uma fração menor da carga tributária total, que deve superar os 900 bilhões no ano que vem. Acontece que o orçamento da União é quase todo comprometido por gastos fixos, como folha de salários. Nesse contexto, a CPMF se transforma em ouro puro. De acordo com Velloso, o tributo representa 73% da receita líquida não comprometida da União. Muito já se falou sobre os males da CPMF. Seu principal vício é o caráter cumulativo, ou seja, incide sobre toda a cadeia produtiva, encarecendo bens e serviços. Agora, um estudo do economista Paulo Rabello de Castro indica que a elevação da carga tributária está relacionada à baixa expansão da economia. Segundo ele, para cada 5 pontos percentuais de carga de impostos, o país deixa de crescer 1,43%. Se a carga de 2006, que foi de 35,5%, fosse reduzida para 30%, o crescimento, que ficou em 3,7%, poderia ter sido de 5,1%. “Prorrogar a CPMF é prorrogar a improdutividade”, diz Rabello.
Por outro lado, quando há desoneração de impostos, o resultado mostra-se muito melhor (para todos!): Enquanto empenha todas as forças em prol da manutenção da cobrança da CPMF, o imposto do cheque, o governo deixa de observar os resultados de um exemplo positivo que ele próprio criou. Esse exemplo é o da chamada MP do Bem, medida provisória editada há quase dois anos para diminuir os impostos pagos pelo consumidor ao comprar computadores. Por se aplicar a um produto de grande apelo de consumo e valioso tanto para pessoas quanto para empresas, tornou-se o mais bem-sucedido caso de corte de tributos feito pelo governo — outros, como o da cesta básica de itens da construção civil, não produziram efeito tão visível. Em pouco tempo, a medida provou ser eficiente para cumprir todos os objetivos a que se propunha: combater o mercado cinza e expandir as vendas legais, ampliar a inclusão digital, criar empregos formais e estimular investimentos. Mais que isso, a redução da carga tributária dos PCs gerou um ganho efetivo para o próprio governo na forma de mais arrecadação. Segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a receita com impostos recolhidos pelo setor de computadores deve chegar a 1,5 bilhão de reais neste ano, quase 50% mais que o valor arrecadado em 2005.
O alívio tributário foi um dos fatores que impulsionaram as vendas de computadores no Brasil nos últimos anos — a valorização cambial também ajudou ao baratear a importação de componentes. Apenas o corte de tributos — do PIS e da Cofins — significou uma queda imediata de 9,25% nos valores. Em novembro de 2005, ele foi aplicado inicialmente para os PCs de mesa com preço de até 2 500 reais e portáteis de até 3 000. No início deste ano, a redução foi ampliada para compu tadores de até 4 000 reais. Com o impulso, as vendas totais no país devem superar os 10 milhões de unidades neste ano, quase o dobro de 2005. O melhor é que o crescimento se deu no mercado formal — o comércio de computadores contrabandeados ou piratas empacou, enquanto o de produtos legais triplicou. Assim, o jogo de forças no mercado se inverteu: agora, os produtos que saem de fábricas que pagam impostos já respondem por 70% do consumo nacional. No momento de maior domínio da ilegalidade no setor, em 2004, os piratas chegaram a ter 73% de participação. “Entramos num círculo virtuoso com aumento da escala e de faturamento”, diz Jorge Almeida, diretor comercial de pequenos e médios negócios da Itautec, que está aproveitando uma mudança de endereço da fábrica em São Paulo para dobrar a capacidade de produção.
Pelo menos metade da expansão das vendas oficiais do setor deve ser atribuída à formalização de fabricantes que antes operavam na clandestinidade. De acordo com levantamento da Abinee, o número de empresas que produzem PCs no Brasil aumentou de 45 para 90 no período. O número de empregos com carteira assinada cresceu 30%, para 25 000 atualmente. No varejo, a possibilidade de oferecer produto mais barato foi combinada com a ampliação da oferta de crédito. O resultado é uma febre de consumo de micros, agora um produto que compete em volume com os televisores. A Casas Bahia multiplicou por 4 seu faturamento com artigos de informática em relação a 2004. No crediário, há computadores a partir de 59,90 reais por mês em 20 parcelas, facilitando o acesso da classe C ao mundo digital. Mais de 2 milhões de famílias no país compraram seu primeiro computador.
É possível concluir, pois, que o maior problema no Brasil continua sendo o mesmo, há mais de 10 anos: falta de uma Administração profissionalizada, orientada para resultados. As picuinhas políticas, porém, ainda ganham. Basta ver a questão envolvendo a (ridícula) proposta de re-estatizar a Vale do Rio Doce….
Enquanto isso, Rei Lulla segue passeando de jatinho chique, criticando “a zelite”, e desviando dinheiro público para o seu PT…..
É ou não é a Casa da Mãe Joana ??????????
CPMF
A história dá voltas, o tempo passa, e muita gente acaba tendo sua verdadeira essência revelada.
O PT votou em peso para aprovar a prorrogação da CPMF, ontem. A lista completa de quem votou pela manutenção do “imposto do cheque” está disponível AQUI. Vale a pena guardar para ser verificada novamente nas próximas eleições.
Minha vontade é enviar um e-mail para cada um dos mentecaPTos, perguntando quais razões levaram o partido, como um todo, a mudar de posição (novamente), dado que anteriormente, quando o Executivo (mandato de FHC) criou o tal imposto, o PT foi virulenta e enfaticamente CONTRÁRIO à criação do imposto.
Nada mais parecido com a situação do que a oposição no governo…………………..
Será que alguém, do PT, consegue explicar mais esta mudança de “lado” ???? Justo no “partido da ética, do socialismo” ??????
A versão pobre de Oscar Wilde
A pior pobreza não é a material, de bens e dinheiro.
A pior é a pobreza de espírito.Empatada, talvez, com a pobreza intelectual.
A mesma pobreza intelectual que assola o PT, estende-se a seus asseclas remunerados e acachapa, ainda, os asseclas não-remunerados – estes, talvez, o pior tipo: não ganham nada para proferir asneiras – conseguindo, assim, unir o inútil (não-remuneração) com o desagradável (bobagens que escrevem e/ou propalam).
Gilson Caroni Filho, segundo o site do PT, é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro. Publicou, acredite-se, um exemplo indefectível do cinismo PTista temperado com a mais característica e torpe ignorância – dois fatores, aliás, recorrentes no PTismo….. O petardo intitulado “Dorian Gray e a oposição golpista” continua repetindo o discurso batido da tal “oposição golpista”….. Obviamente, o texto (aparentemente publicado originalmente no site da Agência Carta Maior, outro braço de desfaçatez da organização criminosa vulgarmente chamada PT) não faz referência ao PT, que clamava pelo impeachment de FHC durante boa parte de seu segundo mandato; o texto, da mesma forma, não faz referência direta ou indireta à oposição golpista que votou contrariamente à lei da Responsabilidade Fiscal, nem tampouco à oposição golpista que tentou vetar a prorrogação da CPMF.
Engraçado que, dados estes fatos, é possível o leitor se questionar: “mas quem votou contra a CPMF ? Foi o PT ou o PSDB ?”. Pois é………..
Como estamos na Casa da Mãe Joana, primeiro era o PSDB tentando aprovar a prorrogação da CPMF; atualmente (2007), é o PT quem tenta, desesperadamente, aprovar no Congresso a prorrogação do tributo (que surgiu, pasme-se, como “provisório”).
Neste mar de lama que é a política brasileira, não se sabe quem é oposição golpista, quem é quadrilha.
Pessoalmente, arrisco um palpite: TODOS.
Começo pelos “300 picaretas” que outro picareta um dia apontou, enquanto os 300 mamavam nas tetas do contribuinte (através da remuneração – sempre polpuda – da Câmara dos Deputados), e o picareta que os denunciou mamava nas tetas do PT. Engraçado notar que hoje todos estes picaretas mamam nas tetas do contribuinte, o coitado que paga escorchantes 40% de seus rendimentos para sustentar picaretas…….
Isso sem falar nos 81 picaretas que no último dia 12/09 absolveram o picareta que preside o Senado Brasileiro. Mas estes 81 picaretas receberam ajuda, claro – de mais picaretas que locupleteiam-se no Executivo.
Mas, voltando ao ilustre Professor Gilson Caroni Filho, alguém precisa ensiná-lo a redigir suas asneiras de forma ao menos coerente. Quando afirma “Pois bem, em meados de 2007 é isso que continua em jogo. Uma agenda que pretende, entre outras coisas, retomar a privatização de patrimônio público transferindo recursos para o setor financeiro. Estancar uma política econômico-social que faz o consumo crescer a uma média de 13% ao ano. Uma economia que vai se ajustando a taxas de crescimento cada vez maior, com aumento de demanda agregada e expurgo da mentalidade inflacionária.“, o desespero de atacar a privatização o faz confundir-se. Coitado.
“Setor financeiro” ? Ele começa falando da tal agenda “neo-liberal”, mas emenda (com uma redação tão torpe quanto seus pobres neurônios, Tico e Meio-Teco, permitem) com uma tal “economia que vai se ajustando a taxas de crescimento cada vez maior” (o erro de português é todo dele, além, é claro, do conceitual)…. Ele tenta atacar a privatização, mas escreve tão mal, coitado, que perde-se no meio do caminho……(isso porque é, supostamente, “professor”…..!)
Gostaria de entender por que o PT gosta de desenterrar o assunto da privatização….. Só porque o tucanato tem vergonha das privatizações (ao menos, é o que parece haja vista a sucessão de desastres da falida campanha do picolé de chuchu, em 2006) ? Eis um tema interessante: o PT ameaça o PSDB com a privatização, e o PSDB não sabe o que fazer – mas ninguém toma o cuidado de verificar quais os RESULTADOS das privatizações.
O PT não quer comprar os votos do estrato mais pobre e excluído da Sociedade ? Pois a privatização da telefonia serviu, ao menos, para incluir IMENSA parcela desta população, universalizando serviços básicos – não me refiro apenas ao exorbitante crescimento do número de celulares, mas falo também de orelhões, barateamento de acesso à internet (e, como conseqüência direta, a informações e conhecimento) e empregos gerados pelos bilhõesinvestidos por empresas de mais diversos países no Brasil. Isso tudo o PT ignora(como bons ignorantes que são, nada mais lógico), e o PSDB não tem coragem de propalar……. Não sei por quê, mas o tucanato deixa a PTralhada reinarsozinha.
Muita incomPTência de ambos os lados.
E, por falar em incomPTência, voltemos ao Professor Gilson Caroni Filho: “Contudo não pretendo discutir política, sociologia ou metafísica com você. Prefiro as pessoas aos seusprincípios, e prefiro, acima de qualquer coisa neste mundo, as pessoas sem princípios”. Daria um excelente editor de política.“
Ele se refere aos PTistas ou aos tucanos quando menciona “pessoas sem princípios”, hein ?!
Ou talvez seja uma “auto-promoção” apenas.
INAUGURANDO A SALA
Um dia perfeito para inaugurar a SALA DA MÃE JOANA.
Poucos dias atrás, o Senado Federal foi palco de (mais) uma demonstração de que o Brasil é, definitivamente, a “Casa da Mãe Joana”. Por conta de uma liminar do STF, 13 deputados federais foram autorizados a assistir à sessão secreta do Senado que decidiu pela não-cassação do Presidente do Senado (aquele mesmo cidadão que fazia parte da “tropa de choque” do cassado Fernando Collor de Mello).
Uma verdadeira “Casa da Mãe Joana”.
Não bastasse o ridículo que vem sendo desempenhado pelo Congresso Nacional (e me refiro à Câmara, que absolveu basicamente TODOS os mensaleiros, e também ao Senado), agora somos obrigados a ver estas cenas deploráveis.
Enquanto isso, Lulla e outros membros da gangue estão passeando pela Finlândia…… Decerto seguindo à risca a sugestão mais inteligente, perspicaz e sã que a Ministra do Turismo Sexual jamais conseguir proferir em sua triste e deplorável vida: “relaxa e goza!”.
Quero aproveitar este blog para retratar pelo menos uma parte de um hábito que mantenho há alguns anos……
Interessado nos caminhos e dissabores do país, costumo disparar, via e-mail, notícias auspiciosas, patéticas, ridículas, horríveis e decreptas sobre os desmandos da política brasileira para alguns amigos. O alvo preferencial dos e-mails, obviamente, é o PT, por ser, de longe, o mais vil e desprezível entre todos os desprezíveis e vis partidos aos quais a política brasileira está entregue.
A cada declaração do “Presidente Lulla”, a cada pérola da ignorância, de cinismo e de incomPTência que cerca esta figura insólita produzida na pobreza de intelecto e espírito de um período deplorável da história do Brasil, urge uma vontade incontrolável de registrar a absurda situação de aturar um mandatário tão rélis, tão despreparado, tão torpe. Esta vontade incontrolável de disseminar a burrice – mas, ao mesmo tempo, disseminar uma informação para que futuramente (quiçá!) as pessoas abram os olhos e pensem melhor na hora de votar.
É esta vontade, este inconformismo com a existência de Martas Suplicys, Marilenas Chauís e Josés Dirceus, que me leva a disparar os e-mails (devidamente arquivados, desde 2000) para a seleta (e, surpreendentemente, receptiva) lista de destinatários das mensagens.
Aos poucos, as razões desta escolha ficarão claras. Por ora, vamos apenas sentar, confortavelmente, na Sala da Mãe Joana e assistir a mais um espetáculo grotesco, patrocinado pelos vis e desprezíveis “representantes do povo”……