SALA DA MÃE JOANA

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2007: aproximação com o inimigo

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Ainda na série de retrospectivas de 2007, uma das mais chamativas foi a aproximação entre inimigos.

O que quero dizer com isso ?!

Simples: o PT aproximou-se, ainda mais, de seus inimigos históricos.

O PT era aquele partido que notabilizou-se e sempre pautou-se pela OPOSIÇÃO. Eles sempre opunham-se a tudo.

Plano Real ? Oposição.
Lei de Responsabilidade Fiscal ?
Oposição.
Privatizações ?
Oposição.
Pagamento de juros ou da dívida externa ?
Oposição.
Abertura de mercados brasileiros para o comércio internacional ?
Oposição.
Imperialismo americano ?
Oposição.
Transgênicos ?
Oposição.
Superávit ?
Oposição.
Compra de votos ?
Oposição.

Não obstante, o que se tem visto, desde 2003, é o oposto disso. As diretrizes básicas da política fiscal e econômica (superávit, valorização da moeda, pagamento de juros, responsabilidade fiscal) foram mantidas EXATAMENTE como desenhadas por FHC, Malan, Fraga e outros “tucanos”.

As privatizações que o PT atacava anteriormente não foram apenas realizadas (aqui), mas exaltadas por pessoas que antes opunham-se ao liberalismo – inclusive Rei Mulla, que daqui a pouco vai dizer que foi ele quem privatizou o sistema de telefonia e a Vale, devido ao sucesso destas realizações de FHC. Rei Mulla, aliás, já andou enaltecendo a Embraer (relembrando: privatizada por FHC)….Falta pouco para dizer que foi ele quem transformou a Embraer numa empresa mundialmente competitiva….

Em vista disso, não me resta outra opção senão relembrar os spots criados para a campanha institucional do PSDB em 2007 – que, de resto, tem alguns exageros (como qualquer propaganda política, aliás), mas conseguiu finalmente ter a coragem de começar a mostrar a tônica do mandato Lulla:

O mesmo se repete em relação aos transgênicos (o PT sempre apoiou e defendeu o MST quando este invadia plantações de transgênicos ou empresas que pesquisavam novas combinações genéticas), à compra de votos (quando FHC foi acusado de comprar votos para sua reeleição, o PT exigiu impeachment !!!!) ou mensalão etc etc etc…..

Politicamente, tivemos o emblemático caso do Renan Calheiros – que sempre apoiou o governo, QUALQUER QUE FOSSE O GOVERNO, desde Collor a Lulla, passando por Itamar e FHC. Vimos, em 2007, Lulla e o PT mobilizando-se copiosamente para salvar o ex-presidente do Senado.

Não podemos esquecer, ainda, da palhaçada da TV pública e da TV Digital (ver aqui)….

Vimos, finalmente, o PT defendendo a CPMF – tratei desse ponto diversas vezes, como é possível ver aqui. Destaco, em particular, este post, que mostra de maneira clara e cristalina a total mudança de “convicção” do PT.

Em suma, 2007 foi MAIS um ano em que o PT e o governo (?!) do PT adotaram as mesmas práticas que passaram 20 anos criticando. Uma a uma, acabaram não apenas adotando, mas por vezes exagerando….

Cada vez mais, tenho a certeza de que defender o PT, hoje, é sinal de ignorância extrema ou má-fé descarada. Senão de ambos.

Escrito por Carlos Munhoz

11 - Janeiro - 2008 em 1:53

2007: a mídia golpista e a mídia chapa-branca

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Andei revendo alguns escritos (meus) de 2007, inclusive para tratar, na “Retrospectiva”, da questão da mídia.

Desde o mensalão, temos visto, basicamente, o seguinte: se um jornal, revista ou qualquer outro meio de comunicação fala do “mensalão”, trata-se de mídia golpista. Se o meio de comunicação não usa o termo, ou tenta disfarçá-lo (ou seja, mente ou omite), aí sim trata-se de mídia séria, respeitável, confiável.

Esta é, em suma, a visão PTralha. Quem fala bem do PT (ou se omite de falar mal) é sério, respeitável. Quem critica, é “golpista”.

Mais simples do que isso, só mesmo o processo de sinapses do Lulla. Pela ausência.

Não é novidade nenhuma, mas vem crescendo paulatinamente a legião de “jornalistas” que não se importam em escrever qualquer bobagem, por mais falso que seja o conteúdo da “matéria”, só para ganhar a chancela do PT – e, obviamente, algum cargo público.

Tratei, AQUI, do caso do “jornalista” José Cristian Góes. O tal “jornalista” tem o péssimo hábito de escrever textos mentirosos, recheados de dados errados e estatísticas furadas (além de algumas pérolas, simples bobagens mesmo, como “A Vale possui as maiores minas de ouro de toda América Latina. Ela também tem enormes reservas de Urano, que a lei diz que o seu uso deve ser da União“: ele quer mesmo dizer que a Vale do Rio Doce tem reservas do planeta Urano, e que a lei afirma que o uso do planeta Urano é exclusivo da União ?! Ou ele se refere ao “urânio” ?! Engraçado que isso foi publicado assim, com o erro absurdo – o que pressupõe que não houve nenhuma revisão – e cômico no site do próprio “jornalista” e ecoou em sites como o do PT, como já demonstrei anteriormente….TUDO SEM QUE ALGUÉM TIVESSE O BOM SENSO DE CORRIGIR ?! Pois é…….o hábito de revisar e checar informações não consta do Manual de Redação dos pseudo-jornalistas de bosta….). Este texto patético (na íntegra, AQUI) não é o único: a página pessoal do “jornalista” traz uma série de “artigos” com o mesmo perfil: mentirosos, deturpados,repletos de dados falsos e afirmações absurdas. Alguns exemplos podem ser conferidos AQUI, AQUI, AQUI e AQUI. Cada texto…..um pior que o outro ! Todos impregnados por uma ideologia barata, falaciosa. Fatos que sustentem argumento ?! Não, o ilustre “jornalista” não é adepto disso….. Prefere escrever bobagens e mentiras, e torcer para ter leitores suficientemente crédulos, ingênuos e mal-informados, que acabem engolindo suas besteiras.

Numa rápida busca pela web, descobre-se que o tal “jornalista” foi “repórter do Cinform e do Jornal do Dia e free-lancer da IstoÉ; trabalhou como assessor de comunicação do Sindicato dos Professores (Sintese); foi Diretor de Imprensa e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju e assessor da Deputada Estadual Ana Júlia; ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas e assessor do Ministério Público Federal em Sergipe”, segundo consta do site do próprio “jornalista” (AQUI). E, por falar em “passeio pela web”, destaco duas leituras complementares: AQUI e AQUI.

Com esse currículo, percebe-se que o nepotismo e os assessores de confiança são um mal a ser erradicado no Brasil !

Afinal, um “jornalista” desses deveria ter a titulação (se for, de fato, formado em Jornalismo) cassada, por pura inaptidão para a profissão. Os absurdos, as mentiras e deturpações que ele escreve justificam e respaldam isso……

Este é um dos problemas (não o único, claro!) do Brasil….. Temos uma cambada de incomPTentes em postos que possibilitam a divulgação de mentiras e bobagens. Quando consideramos a ignorância e falta de visão crítica da maioria esmagadora da população brasileira (com pouquíssima educação e nenhum senso crítico), basta somar 2 mais 2: trata-se de campo fértil para a propagação de baboseiras ! A população, via de regra, acredita naquilo que acaba lendo.

Pronto: forma-se uma massa de manobras. O que, em última análise, é responsável pela eleição do Rei Mulla…

Mais um exemplo: Altamiro Borges. Apresentado como jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição). AQUI, o pseudo-jornalista adota o mesmo modus operandi do mentiroso Cristian Góes. O “jornalista” Altamiro Borges faz coro a uma tal manifesto assinado por gente do estirpe de Emir Sader, Dom Thomas Balduino (CPT), Luis Bassegio (Grito dos Excluídos) senador Marcelo Crivella (Igreja Universal), João Pedro Stedile (MST), Luana Bonone (executiva da UNE) e José Antonio Moroni (direção da Abong), que trata da CPMF.

Já discuti a questão da CPMF aqui no blog (basta procurar), então não vou entrar no mérito, no conteúdo – apenas na forma. O “jornalista” Altamiro Borges apenas copia afirmações do tal manifesto, não as analisa, não indica nenhum dado ou argumento que sustente a sua “matéria” (na verdade, aquilo não é “matéria jornalística”, é apenas publicidade comprada a preço baixo). O espaço é usado APENAS E TÃO SOMENTE para espalhar mentiras.

Se o “jornalista” fosse jornalista e quisesse, de fato, discutir a CPMF, poderia. Ele é favorável à manutenção da CPMF ? Ótimo. Apresente algum argumento, pesquise, faça contas, verifique fontes de dados…….. Enfim, seja JORNALISTA, e não papagaio de pirata !!!

Mas isso seria pedir demais !!!!!

Não sei se estes “jornalistas” são mal-informados e acabam escrevendo bobagens por falta de competência na prática da (digna e essencial) profissão de jornalista, ou se eles são mal-intencionados e sabem que estão deturpando os fatos, ludibriando os leitores. É viável, ainda, uma terceira opção: as duas coisas !!!!

Por fim, só para concluir o post, um “quase-adendo”. Um famoso Ailton Medeiros (quem ?!never heard of him“) mantém um blog (AQUI) que eu citei há alguns dias. Não sei quem é a criatura (cujo blog não informa NADA) que reclamou de um suposto “anonimato” meu, e passou a escrever comentários enfurecidos (AQUI e AQUI). Respondi ao primeiro dos comentários, mas depois de ler os demais, desisti. Não dá para argumentar com uma criatura (será jornalista ou “jornalista” ???) que acha que a capacidade intelectual de alguém pode ser medida pela quantidade e sortimento de livros que leu…. Não preciso elencar quais livros já li ou deixei de ler para concatenar um argumento lógico. Ele, por outro lado, sequer sabe o que viria a ser um “argumento”, quanto menos pode entender o termo “lógico”.

Será que esta criatura também trabalha em algum meio de comunicação ? Quem seriam os coitados dos leitores ? Seria mais um a criar factóides e mentir descaradamente em alguma página de jornal ou revista ?

Não sei. A despeito de ter sido acusado pelo socialista-ameba (que é diferente de socialista !) de me manter no anonimato, o meu humilde blog tem uma página que “me apresenta”, e traz, ainda, um e-mail para contato. No blog do tal Ailton, não é possível saber quem é ele, o que faz……nada. E ele diz, depois, que o “enrustido” sou eu…..!!!!!

Num dos comentários ele se classificou como “jornalista independente”. Aliás, as palavras exatas foram estas: “E não me escondo em anonimato, meu site é transparente, como tudo o que escrevo. Bota a cara pra fora, moleque.Saia do armário.” Ele é tão transparente que ninguém vê !!!!!! Clicando no link “Institucional” (AQUI) do site, e logo depois em “Quem sou eu” (AQUI), o que se vê é “página em construção”.

Se isso é “transparência”……….danou-se !!!!!

É esse tipo de jornalismo (?) que contribuirá para o desenvolvimento do Brasil ?!

Escrito por Carlos Munhoz

9 - Janeiro - 2008 em 19:22

Retrospectivas e Perspectivas

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Todo início de ano, a mesma coisa: retrospectivas do ano anterior, e promessas e avaliações para o vindouro. Nenhum problema até aí. Dependendo dos resultados da retrospectiva e das perspectivas, claro !Por coincidência, uma das últimas newsletter que recebi em 2007 (para ser mais preciso, no dia 27 de Dezembro), tratava justamente das perspectivas do Brasil diante da Economia mundial. A newsletter da Wharton Knowledge (da Wharton School, nos EUA), disponível AQUI e AQUI, trata do Brasil sob duas óticas distintas, conquanto complementares. Ambas são interessantíssimas e merecem uma leitura.

A primeira matéria, trata da Economia como um todo, e analisa os países do bloco “BRIC” – Brasil, Rússia, Índia e China. O texto é elogioso (como, de resto, costumam ser as análises publicadas nas newsletters da Wharton), superficial, mas ainda assim ajuda a mostrar o tipo de visão que acaba sendo formada do Brasil no exterior. Vale como curiosidade.

Um trecho, que comento na seqüência:

For more than 20 years, Brazilian capital markets were characterized by protectionism and underdevelopment. Following the improvement in the economy, capital markets began to modernize. Lately, Brazil has been benefiting from a favorable external environment. On a global level, it has significant liquidity. In a broad range of financial markets, prices have risen at a brisk pace and the country has growing economic ties with developed economies. Internally, its monetary policies have enabled it to control inflation, now between 3% and 4%. As a result, interest rates are trending downward. Economists anticipate that rates will drop to 9.5% by 2009 from their current level of 12%. “Brazil is a country where you have to be,” says Pampillon. For his part, Martinez-Lazaro notes that Brazil “has gone from being a country of the future to becoming a country of the present.”

Macroeconomic stability as well as widespread expectations that Brazil will play a growing role in the new global economy are turning the country into a very attractive destination for foreign investors. “There is a surplus in the trade balance, in exports,” notes Pampillón. The same thing is happening in the stock market where there has been a “spectacular jump,” he adds.

Barely four years ago, the largest Latin American stock markets were on the black list of investors in emerging markets. The economic crisis in Argentina, along with the arrival of Lula as president of Brazil, frightened away capital investment. The profits offered by Brazil,Argentinaand Mexico could not compete with those in Asian markets. But the situation has changed. Analysts say that the rise of Latin American markets can be explained by the favorable international environment. “The exchange rate is variable. If global economic conditions change and Brazil doesn’t attract enough foreign capital, the exchange rate will adjust, which will lead to adjustments in the country. Now that it is a country on the rise, the exchange rate has gone up and continues to be strong,” Pampillon says.

Interessante a leitura….. Mais interessante ainda quando a leitura é feita à luz das informações que temos aqui no Brasil – e, geralmente, analistas estrangeiros raramente conhecem. As análises (politicamente corretas) partem de um tom elogioso às decisões econômicas adotadas pelo Rei Mulla, e acabam elogiando também a democracia das instituições brasileiras.

Ótimo !!! Pena que o texto esqueça-se de mencionar (bom, na realidade ele nem se pretende prestar a fazer uma análise histórica, é apenas um texto superficial publicado numa newsletter pouco aprofundada) que todas as “vantagens” citadas (incluindo a PRIVATIZAÇÃO) sempre foram, ao longo de 20 anos, criticadas duramente pela corja PTista. Alguns setores mais sectários, aliás, continuam criticando-as veementemente – vide a ridícula campanha sobre a re-estatização da Vale (aqui, aqui e aqui), ou mesmo questões como concessão de rodovias e serviços de telecomunicações, além das tradicionais bravatas dos CRIMINOSOS E BANDIDOS do MST (aqui, aqui, aqui e aqui).

Obviamente, isso não impede que Rei Mulla, hoje, colha os frutos. Afinal, o grande mérito dele (sim, eu acho que existe ao menos um!) foi e continua sendo o fato de não ter feito rigorosamente NADA.

Manteve a política econômica do FHC (aquela mesmo que tanto criticou), manteve o fisiologismo descarado no trato com o Legislativo, manteve tudo o que fora iniciado pelo FHC…. Ameaçou, pontualmente, descumprir uma coisa ou outra, mas, no geral, manteve tudo. Mérito maior, registre-se, do médico-ministro Palocci e do medo que os incomPTentes sempre tiveram do poder.

Brigaram, por 20 anos, para chegar ao poder. Chegaram. E cagaram.

Deixaram que isso lhes subisse à cabeça, e tomaram de assalto o Estado brasileiro.

Neste sentido, foram as maiores mudanças em relação aos mandatos de FHC: abandonaram o enxugamento da máquina pública para lotaer cargos (criados na base da canetada) para os sindicalistas, pelegos e companheiros incomPTentes – o que acarretou, ao final, maior ineficiência da máquina, além de receitas crescentes (e milionárias) para o PT, via dízimo.

Pode concluir, pois, que nos únicos pontos nos quais houve sensíveis mudanças (que, aliás, era o mote da comunicação da campanha de 2002, a MUDANÇA), elas foram para pior. Sorte que alguns pontos, cruciais para a melhoria da Economia, foram simplesmente abandonados – como, aliás, também foram abandonadas as estradas, a malha aérea brasileira, a reforma política etc.

Sorte nossa que a Economia mundial criou uma maré de boas notícias.E que o Brasil estava, afinal, pronto para crescer. Isso poderia ser a “herança bendita” que Rei Mulla, obviamente, não agradece. Rei Mulla deve muito a FHC………!!!!

O problema são as perspectivas para 2008……….. O petróleo em alta, no mercado mundial, e esta “febre” de etanol no Brasil………. A conferir se o Brasil vai conseguir se tornar uma potência mundial com base no fornecimento de etanol para os mercados desenvolvidos ou se acabará tornando-se refém de um único produto agrícola, de baixíssimo valor agregado, de baixa tecnologia…….

Especialmente sem pessoas minimamente comPTentes para elaborar políticas públicas de médio e longo prazos….. (e com muitos incomPTentes loteados na Petrobrás).

 

 

 

 

 

Escrito por Carlos Munhoz

8 - Janeiro - 2008 em 15:42

Empresas privatizadas: mais competitivas

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Num ranking elaborado pelo Boston Consulting Group, que listou as 100 empresas mais competitivas dos países “em desenvolvimento”, uma curiosidade: o Brasil ocupa o 3o lugar, atrás de China e Índia. Para maiores informações, consultar a Folha OnLine aqui, ou o próprio Boston Consulting Group, aqui. A relação completa está aqui.

No Brasil, são 13 empresas: Vale, Petrobrás, Embraer, Gerdau, Votorantim, Braskem, Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas, WEG, JBS-Friboi e Marcopolo. Destas, APENAS UMA É ESTATAL.

Todas as demais são empresas privadas.

Duas delas (Vale e Embraer) foram privatizadas (na época de FHC). Que foi criticado (ainda é, até hoje), chamado de “privatista”; muita gente, por pura falta de conhecimentos, acreditou quando o PT colou a pecha de “privatista” no picolé de chuchu (Alckmin) nas últimas eleições. O PT usou e abusou da burrice de muita gente, que simplesmente nunca entendeu o que foi a privatização – e, por alguma razão obscura, acha que é algo parecido a “entregar o Brasil” ao “poder imperialista” ou bobagem que o valha.
Cadê os bitolados defensores da estatização ?

Será que a Vale do Rio Doce constaria desta lista se ainda fosse estatal ? Será que aqueles mentecaPTos ainda querem reestatizar a Vale ?

Escrito por Carlos Munhoz

7 - Dezembro - 2007 em 22:38

EMBRAER: 2 pesos e 2 medidas…

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Interessante o vídeo abaixo:

Destaco que por volta de 04m:30s o então candidato à reeleição Lulla cita a Embraer como grande exemplo do suposto superávit comercial do Brasil com a China, devido à venda de jatos da Embraer ao país asiático…..

Só para lembrar: o PT e Lulla sempre criticaram a privatização. A Embraer é um dos exemplos do processo bem-sucedido de privatização que sofreu tantas críticas do PT, do MST, da CUT, e de outras organizações criminosas e semelhantes. Tratei do caso da Embraer aqui.

Então, só para deixar claro: a privatização é boa ou ruim ?

Ou será que isso é um conceito que muda conforme a necessidade do PT e do Lulla ?!

Finalmente, em homenagem aos dólares da cueca do PT:

Escrito por Carlos Munhoz

24 - Novembro - 2007 em 7:35

MST – mais mentiras e mais crimes….

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Notícia da Folha de 18/10/2007: Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditaram ontem a Estrada de Ferro Carajás, da Companhia Vale do Rio Doce, no interior do Pará. Um trem da companhia foi apedrejado por manifestantes, segundo a mineradora. A invasão à ferrovia ocorreu em Parauapebas (836 km de Belém), no sudeste do Estado. Segundo a Polícia Militar, 200 manifestantes estavam no local. Para o MST, eram 4.000. A Vale, por meio de assessoria, disse que vai pedir à Justiça para que mobilize a polícia para a retirada dos manifestantes. O MST disse que a invasão é um protesto pela reestatização da companhia. Em setembro, o movimento apoiou um plebiscito informal sobre a privatização da mineradora, em 1997. A iniciativa contou com 3,7 milhões de votos -em 2002, 10,1 milhões de pessoas participaram da consulta sobre a entrada do Brasil na Alca, a área de livre comércio das Américas.
A coordenação estadual do MST disse ainda que a exploração mineral provoca danos ambientais e “impactos sociais” aos trabalhadores rurais. Segundo a Vale, a estrada é utilizada por 1.300 passageiros por dia e abastece o sudeste do Pará com combustíveis.
Integrantes do MST vinham ameaçando interditar a estrada de ferro nas últimas semanas. Atendendo a pedido da empresa, a Justiça Federal no Estado expediu liminar que proibiu manifestações na estrada de ferro e estabeleceu uma multa no valor de R$ 100 por pessoa em caso de descumprimento. A coordenação do MST no Pará disse que os manifestantes só vão sair do local se representantes da Vale, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do governo estadual se comprometerem a se reunir com eles para discutir as reivindicações. A Vale afirmou que a ação pode causar a interrupção de exportações e comprometer a imagem das empresas do país no exterior. Segundo a empresa, são transportadas pela ferrovia 250 mil toneladas de minério de ferro por dia. A Polícia Federal informou que ainda estuda como procederá em relação à invasão. Como a estrada é uma concessão do governo federal, cabe à PF interceder na situação. PMs do Pará monitoram a interdição.

O Brasil é um país engraçado mesmo…… Um cidadão reclama publicamente porque foi vítima de um assalto a mão armada, e passa a ser execrado publicamente; neste ínterim, uma organização criminosa, publicamente conhecida, viola claramente as leis (que, não significam muito, mesmo), e ainda se acha no direito de EXIGIR que governo e representantes de uma empresa privada (que gera milhares de empregos, e riquezas importantíssimas para o país) “se comprometam a se reunir com eles para discutir as reivindicações”.

As “reinvindicações” do cidadão assaltado não importam; o fato de ele ser uma pessoa, ao que se sabe, que cumpre as leis, o torna menos importante, tanto que merece ser criticado….. O MST, por outro lado, não pode ser criticado, nem tampouco pode-se criticar os assaltantes que subtraíram seu pertence. É claro que me refiro, novamente, ao caso do “apresentador” Luciano Huck.

Em breve, como sempre, surgirão pseudo-esquerdistas-de-merda para defender as “reivindicações” do MST, com o falso argumento de que ele “representa” trabalhadores oprimidos, vítimas do capitalismo, da injustiça do sistema imperialista americano – tal qual foi dito dos assaltantes que levaram o Rolex do “apresentador” Luciano Huck. Mentira.

Na coluna de ontem, o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo (íntegra aqui, para assinantes), contribui com esta discussão: Imagino que o rapper Ferréz voltará em breve às paginas desta Folha para repetir, sobre o caso da extorsão ao padre Júlio Lancelotti, o que escreveu sobre o Rolex de Luciano Huck. Ferréz terminava assim: “No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio. Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes”. O extorquido (padre Júlio) ficou com a sua vida, o “correria” ficou com o seu Mitsubishi Pajero, o mundo continua indefensável e, por extensão “o rolo foi justo para ambas as partes”, certo? (…) O único “erro”, digamos assim, dos chantagistas foi não terem escolhido Luciano Huck ou Ana Maria Braga ou Ivete Sangalo ou outro desses personagens que enriquecem obrigando o “povo” a ver seus programas ou seus shows. Pena que o “erro” derruba toda a sociologia. Padre Júlio não é rico nem da elite, mas nem por isso deixou de perder o seu Rolex. Sociologia calhorda à parte, vamos aos fatos como eles são, na frase magistral do belíssimo artigo de Alba Zaluar, publicado segunda-feira: “Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia”.

É isso aí: esta “linha de raciocínio” (se é que pode-se chamar assim, com o perdão pelo paradoxo) é burra demais, não se confirma. Não se trata de defender a desigualdade social que existe no Brasil – mas, concomitantemente, não se pode imaginar que o crime será capaz de diminui-la. Nem o crime do qual Luciano Huck foi vítima, nem os crimes que o MST pratica, REGULARMENTE.

Neste sentido, outro texto publicado na Folha, em 15/10, traz um panorama bastante amplo, e consciente: A IGUALDADE tem sido objeto de uma infindável discussão teórica. Há os que afirmam ser ela uma condição inalcançável, visto que seres humanos diferem em suas capacidades, talentos e disposição para o trabalho; há os que ressaltam a necessidade como o critério para a distribuição da riqueza produzida. Os primeiros, filósofos morais do liberalismo político, preocupam-se com as violações à liberdade que a busca incessante da igualdade vem a trazer. Os segundos, adeptos da economia marxista, acreditam que dar a cada um segundo a sua necessidade inclui o princípio de receber de cada um segundo a sua habilidade de contribuir economicamente. Nenhum pensador da igualdade defendeu a idéia de que seria possível obter o necessário por fraude, força, roubo, coerção ou dano a outras pessoas. Esse princípio moral está também em Marx, que exaltava o valor do trabalho -o pago e o não pago- e visualizava uma sociedade futura em que essa distribuição seria feita sem coerção de qualquer espécie. Aqui no Brasil, a discussão tomou rumos indefensáveis. Quem nega a um branco bem-sucedido, mesmo que vindo de meios sociais modestos, o direito de consumir (que inclui portar) os bens disponíveis socialmente, não está recusando para si mesmo, um negro oriundo de favelas e periferias, esse gozo. Rappers são conhecidos no mundo todo por seu sucesso e sua ilimitada sede de consumo. Coleções de tênis, roupas de marca, automóveis do ano, festas extravagantes são alguns itens listados nos seus currículos de consumidores. E, claro, não se imolam pelo sucesso que os destacou. Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia. Ou bem a pessoa que roubou vai portar esse objeto, que apenas muda de mãos e continua a simbolizar a desigualdade reinante, ou ela vai vendê-lo a um receptador que pagará muito pouco e fará um hiperlucro comercial, ambos sem produzir riqueza nenhuma. Para onde foi a distribuição de renda? Para alimentar a acumulação do receptador e a ilusão do ladrão que precisa voltar a roubar e, portanto, está sempre a se arriscar em benefício de outrem. Com tanto incentivo a ganhar dinheiro fácil, estimula-se exponencialmente a acumulação de riquezas em poucas mãos. Se as defesas morais contra a fraude e o roubo continuarem a ser destruídas tão hipocritamente, a produção de riquezas será reduzida e o estoque de riquezas do país encolhido a tal ponto que não teremos nem consumo nem muito menos a tão almejada igualdade.

O texto é de autoria de Alba Zaluar. Impecável.

Escrito por Carlos Munhoz

19 - Outubro - 2007 em 17:52

Remessa de lucros ao exterior

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Mais uma vez, o PT proporciona um “espetáculo de hipocrisia” (já que o “espetáculo do crescimento” não veio).

Matéria da Folha de São Paulo traz as seguintes informações: A remessa de lucros e dividendos para as matrizes das multinacionais nos quatro primeiros anos do governo Lula foi o triplo da registrada entre 1999 e 2002, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, informam nesta terça-feira Ney Hayashi da Cruz e Fernando Nakagawa, em reportagem da Folha (exclusivo para assinantes). Segundo a reportagem, entre 2003 e 2006, no primeiro mandato de Lula, a cada US$ 10 que entraram no Brasil, outros US$ 6 foram enviados ao exterior como ganho às sedes. Nos quatro últimos anos da gestão FHC foram remetidos US$ 2 para cada US$ 10 que entraram no país. No primeiro mandato de FHC — entre 1995 e 1998– foram remetidos US$ 2,5. O ingresso de investimentos estrangeiros entre 2003 e 2006 somou US$ 62,1 bilhões, enquanto as remessas foram de US$ 37,8 bilhões, conforme os números do BC, informa a Folha.
O texto, na íntegra, está aqui.

Interessante notar que o PT sempre defendeu, entre outras coisas, a moratória da dívida externa (quando aproveitava para incendiar bandeiras dos Estados Unidos, reclamando do “imperialismo norte-americano”); sempre criticou o “capital especulativo”, diretamente ligado às críticas que fazia às privatizações (“entrega do capital nacional para os estrangeiros”, base da patética e mentirosa campanha pela reestatização da Vale do Rio Doce); sempre criticou as empresas estrangeiras, defendendo que tudo fosse do Estado brasileiro, seguindo as propostas do moderníssimo e super-bem avaliado modelo soviético (que acabou quando mesmo ?!)….

Mas decerto, agora, Rei Lulla acabará comemorando esta notícia. Ele vai dizer que é mais uma “prova” do sucesso do seu governo (sic). Então hoje é bom, mas quando ele era oposição, era ruim ?!

Mais bravatas, mais hipocrisia.

Escrito por Carlos Munhoz

16 - Outubro - 2007 em 13:57

E o plebiscito, hein ?!

com um comentário

E, aprofundando a diversidade que comentei no post anterior, fui checar o que a “Agência Brasil de Fato” tem publicado sobre a ridícula idéia de re-estatizar a Vale do Rio Doce. Achei uma matéria aqui. Inclusive, comentei (provavelmente, os PTralhas vão deletar meu comentário, porque incomodá-los-á).

O pior de tudo não é existirem “agências de informação” como esta “Brasil de Fato”, ou a também péssima “Carta Maior” ou congêneres.

O pior é que tem gente que, por ignorância ou má-fé, acredita………

Escrito por Carlos Munhoz

15 - Outubro - 2007 em 14:56

PRIVATIZAÇÕES: do passado e do presente.

com um comentário

Quando vejo algumas ações e, especialmente, DECLARAÇÕES dos PTistas, fico me perguntando como é que uma pessoa que tenha ao menos 2 neurônios e QI maior ou igual a 0,1 pode votar na cambada…..

Rei Lulla e seus asseclas (incluindo MST, CUT e congêneres) pediram o impeachment de Fernando Henrique Cardoso diversas vezes, ao longo dos 8 anos de seu mandato. Uma das ocasiões foi quando das privatizações: da Vale do Rio Doce (sobre a qual já comentei bastante, aqui, aqui, aqui e aqui, mais aqui e aqui), do sistema Telebrás (toda a telefonia, fixa e celular) e das empresas de energia, bancos etc. Como se não bastasse, na campanha eleitoral de 2006, o PT tentou (e conseguiu) fixar a imagem de “privatista” no picolé de chuchu (coitado!). Porém, como todo PTista tem esse problema agudo de hipocrisia, falsidade e não resiste às mentiras………. No dia em que o governo federal faz leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para privatizar cerca de 2.600 quilômetros de rodovias federais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a venda de ferrovias para a iniciativa privada realizada em governos anteriores. (extraído do ValorEconômico, na íntegra aqui)

Como se não bastasse, (de novo!), o PT usou o tema “privatizações” nas duas campanhas que elegeram esta mulla apoplética (2002 e 2006), sempre vinculando o PSDB às privatizações, e sempre com os argumento (falsos) de que FHC havia “dado” patrimônio dos brasileiros para estrangeiros. A tentativa ridícula, capiteneada por MST, CUT e outras organizações criminosas e patéticas, de reestatizar a Vale do Rio Doce segue o mesmo caminho (já comentei isso também).

Li algumas coisas interessantes sobre isso, mas o comportamento ridículo (nada além do esperado, aliás) do PT e, em particular de seu representante máximo, a mulla apoplética, me lembraram um comercial da década de 1980 – que, graças ao YouTube, reproduzo abaixo:

Obviamente, a campanha (genial, criada pelo igualmente genial Washington Olivetto) é infinitamente superior, em termos de qualidade, à corja de boçais do PT – mas seu conteúdo, a “mensagem” que ela traz………tudo isso tem um significado particular quando se fala dessa cambada de inePTos, incomPTentes.

Nas palavras (sábias) de Reinaldo Azevedo, sobre a críticas feita pelo apedeuta às privatizações, no mesmo dia em que o (des)governo PTista fez as suas próprias privatizações: É o fim da picada: ele ataca o antecessor por ter feito com a ferrovia o que ele, finalmente — e com atraso — está fazendo com as rodovias federais. Lula não se emenda nem tem medo do ridículo. Leiam acima: ele não consegue passar incólume por um texto objetivo de uma agência oficial de notícias. Inaugura trechos de obras que tiveram a participação do governo anterior ao seu, mas põe tudo na sua conta pessoal. Lula é o maior privatista da história brasileira. Privatiza até a biografia e os feitos alheios.
E Reinaldo Azevedo continua: O leilão de sete trechos de rodovias federais foi paralisado por um mandado de segurança. Nada a ver com um PT. Um empresa que foi desqualificada, a Constram, recorreu à Justiça. Até aquela hora, quatro trechos já tinham sido arrematados pela espanhola OHL. Você viu o PT e a CUT por aí? Como no refrão de uma antiga canção do ieieiê, “eu não, eu não, eu não”. Ou melhor: vi. Eles estavam ontem torrando o saco do governador José Serra, acusando-o de ter A INTENÇÃO de privatizar empresas do estado de São Paulo. Petistas são assim mesmo, como certos jornalistas: julgam INTENÇÕES, não fatos. Lembram-se do leilão da Telebras? Se a memória não me trai, a foto está na primeira página da Folha de então: um manifestante chuta o traseiro de um investidor à porta do prédio em que se fez o leilão. E agora? Agora nada! Eis o PT em estado puro: o que, para os outros, é criminoso, para eles, é virtuoso. Vejam a foto acima (para ver a imagem, aqui). São manifestantes do Sindicato de Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia-SP. Estão protestando justamente contra a privatização da Telebras, em 1997. Para estes videntes, a área que dizem representar estaria melhor sem o capital privado. Ah, claro: são filiados à CUT e, portanto, petistas de carteirinha.

Não vou transcrever tudo, mas há alguns posts do blog do Reinaldo Azevedo que estão realmente perfeitos, irretocáveis: este, este e este.

A falsidade da PTralhada não é novidade….. Mas quero ver o MST, a CUT e demais anexos do PT protestando por estas privatizações……. Quem será que ocupará o lugar de Lulla para pedir o impeachment do responsável pelas privatizações do PT ????????

Uma dica: a Ministra Dilma Rousseff dificilmente o fará: ela está comemorando (aqui). Para ver detalhes sobre as comemorações da antiga militante comunista, que hoje se diz socialista – mas, estranhamente, comemora quando seu próprio chefe entrega patrimônio brasileiro para estrangeiros, de mãos beijadas……aqui.

Mas para não ser totalmente injusto, o PT está, sim, criticando a privatização. E planeja, em parceria com a CUT (claro!), manifestações contrárias àquilo que eles chamam de “privatização tucana em São Paulo”. Quer detalhes ?! Veja aqui.

Traduzindo em miúdos: PT+CUT armam-se para criticar a “privatização tucana em São Paulo” – cabe ressaltar: até o momento, só está confirmado um levantamento do valor de mercado (dos ativos) do Estado, nada mais. Ainda não se falou em privatização – pode ser que ocorra, pode ser que não. Mas este nem é o ponto: o PT, em seu próprio site, dá destaque às críticas àquilo que eles já chamam de “privatização tucana em São Paulo”. Mentira.

Como se não bastasse esta mentira, o texto prossegue recheado de mentiras DESCARADAS: A CUT-SP, sindicatos cutistas e parlamentares de São Paulo realizaram na segunda-feira (8), aquela que promete ser a primeira de uma série de manifestações contra a venda de um lote de empresas públicas paulistas. [comentário meu: perceba, caro leitor, que aqui o texto já fala em "venda de um lote", quando nada disso foi anunciado !!!!! MENTIRA PURA, DISTORÇÃO DO MAIS BAIXO NÍVEL, COISA TÍPICA DA DOBRADINHA PT+CUT]

Um “pacotão” de 18 empresas, divididas em três grupos (leia abaixo) passarão por definição de valores. Na próxima semana, o governo José Serra (PSDB) deve anunciar as empresas vencedoras do processo. Entre as candidatas estão JP Morgan, Banco Fator e Ernest Young. No grupo de modelagem de vendas, disputam Morgan Stanley, Citi Bank e Ernest Young.
O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique, lembrou que no início do Programa Estadual de Desestatização (PED), em 1995, assim como acontece agora, o governo Mário Covas (1995-2001) dizia que a venda das companhias iria diminuir as dívidas do Estado e melhorar os serviço. “Após 12 anos vemos que os serviços pioraram e as tarifas aumentaram. Já naquela época falávamos sobre a suspeita de usar as empresas como caixa de campanha e moeda de troca política. Por aqui, PSDB significa patrimônio sendo doado em troca de banana”, criticou.
[NOVAMENTE UM COMENTÁRIO MEU: A notícia trata o levantamento dos valores como se fosse uma decisão já tomada. Não é. Não bastasse isso, é engraçado o PT+CUT criticarem empresas públicas como moeda de troca política, logo depois de o PT ter tomado de assalto Petrobras, Banco do Brasil e demais estatais e autarquias.....ironia do destino ou o texto faz pouco da inteligência do leitor ?!]
Também na segunda-feira (8) a Bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) protocolou um recurso de reconsideração à Ação Popular e o pedido de liminar na 1.ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo. Porém, a juíza Luciana Almeida Bresciani considerou que não há riscos de venda imediata das estatais. Contudo, o grupo da oposição alega que não há razão para o Estado pagar R$ 20 milhões para que as empresas sejam avaliadas, se não há intenção de vendê-las. “Somos solidários à luta contra o sucateamento público e apoiamos aqueles que desejam preservar o patrimônio público construído com muita luta e muito suor”, afirmou o deputado do PT-SP, Marcos Martins. Na próxima quarta-feira (10), uma reunião na Assembléia Legislativa, às 10h, definirá os próximos passos da Frente em Defesa das Empresas Públicas.
Leia abaixo o conteúdo do material que a CUT-SP distribuiu diante da Secretária da Fazenda de São Paulo:
Frente em Defesa das Empresas Públicas Estatais
Nessa segunda-feira (08) o governo José Serra (PSDB) promoveu o primeiro passo para vender o que resta do patrimônio da população de São Paulo. Sabesp, Nossa Caixa, Metrô, CDHU, Cetesb, EMTU, são sete das 18 empresas (leia a lista completa abaixo) que serão avaliadas e poderão passar para as mãos do poder privado. Caberia ao poder público controlar e administrar o fornecimento de água, saneamento básico e ambiental, transporte, habitação, educação, obras e serviços.
Para refrescar sua memória, lembramos que em 12 anos de governo tucano no Estado de São Paulo, Mário Covas e Geraldo Alckmin, antecessores de Serra, se livraram de grupos estratégicos como Comgás, Eletropaulo e Banespa, responsáveis por incentivar o desenvolvimento social. Um exemplo do tamanho do prejuízo para a população: quem empresta dinheiro para o pequeno agricultor ou financia a compra de casas pelo público de baixa renda são os bancos públicos, como a Nossa Caixa, com juros menores e o compromisso de aumentar o número de pessoas com moradia. Sem o controle social que as empresas públicas permitem, veremos o aumento do custo dos serviços e queda da qualidade, além de prejuízos como a tragédia da Linha 4-Amarela do Metrô, recente exemplo da falta de compromisso do poder público paulista com o cidadão. Precisamos de sua ajuda para impedir a privatização. Defenda nosso Estado, participe da mobilização. As companhias são da população e não podemos permitir que Serra e seus aliados as vendam para fazer caixa!

Vende-se
Grupo 1: Cesp (energia elétrica), Sabesp (saneamento básico -  abastecimento de água), Nossa Caixa (crédito imobiliário – crédito rural – acesso ao sistema financeiro); Grupo 2: Metrô (transporte), CDHU (habitação), CPTM (transporte – trem), Dersa (construção, fiscalização e administração de estradas), Emae (energia), Cosesp (seguros); Grupo 3: CPP (educação), Cetesb (saneamento ambiental), Prodesp (processamento de dados do Estado), Imprensa Oficial, EMTU (transporte – ônibus), CPOS (obras públicas), IPT (pesquisa tecnológica), Codasp (desenvolvimento agrário), Emplasa (planejamento urbano).

Em resumo, MAIS UMA VEZ o PT faz exatamente aquilo que ele mais criticou, desde sempre. Porém, como agora é conveniente……..deixa de citar a privatização do próprio PT, mas segue atacando a privatização do PSDB……

Escrito por Carlos Munhoz

10 - Outubro - 2007 em 5:25

Vale do Rio doce – mais um pouco…

com 8 comentários

Neste exato momento, tentei acessar o site criado para alardear o tal plebiscito pela re-estatização da Vale do Rio Doce, para saber o resultado. O site está fora do ar. Mas uma matéria do jornal ValorEconômico ajuda a entender de que maneira operam estes movimentos obscuros, retrógrados, mentirosos e, na maior parte das vezes, criminosos: com base em mentiras e deturpações.

Ratificando o que qualquer pessoa minimamente bem-informada e perspicaz pode descobrir: Sob o pretexto de que a Vale foi subavaliada e de que é “preciso recuperar o patrimônio de todos os brasileiros”, os organizadores do plebiscito se esqueceram de detalhar ao país quem é que controla a mineradora, que no início do mês chegou a ultrapassar o valor de mercado da jóia da coroa estatal, a Petrobras . Do capital ordinário da Vale, 53,3% estão nas mãos da holding Valepar. É essa holding que define a estratégia da companhia, via conselho de administração, e que escolhe a alta cúpula de gestão da mineradora. Em outras palavras, a Valepar é o coração e o cérebro da Vale do Rio Doce. E quem é a Valepar? São três fundos de pensão, dois deles patrocinados integralmente por estatais – a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil e a Petros, dos trabalhadores da Petrobras – , a empresa de participações do BNDES, a Bradespar (ligada ao grupo que controla o Bradesco) e a japonesa Mitsui. Juntos, BNDESPar e fundos têm 60% do capital votante da Valepar. O capital nacional tem 81,75% das ações ordinárias da holding. A União detém ainda seis ações especiais, as “golden shares”, que lhes dá alguns poderes de veto, como mudança do local da sede.
A matéria vai além, demonstrando a fragilidade das mentiras e proposições patéticas deste “movimento” (apoiado pelo PT, registre-se!): Os organizadores do movimento “A Vale é Nossa” anunciam hoje o resultado da enquete realizada entre os dias 1º e 9 de setembro em que a principal pergunta era se a Vale do Rio Doce deveria continuar nas mãos do capital privado, sugerindo uma retomada da empresa pelo Estado. Na terça-feira da semana passada, eles comemoravam já ter apurado o voto de 3,6 milhões de pessoas – praticamente o mesmo número de brasileiros que tiveram suas aposentadorias garantidas pela boa valorização das ações da Vale nas bolsas: nos últimos cinco anos, a alta dos papéis preferenciais foi de 781,33%. Esses milhões de brasileiros são associados dos 122 fundos de pensão nacionais que são acionistas da Vale privada.

A matéria completa do Jornal ValorEconômico está aberta inclusive para não assinantes, aqui. Vale a pena ler.
Especialmente porque na matéria fica evidente a má-fé, a ignorância e as mentiras que o pessoal amigo do PT usa – e inclua-se aí MST, CUT, Carta Capital e outras invenções dos PTistas. O tal jornalista (sic) que escreveu uma matéria leviana e mentirosa (que já comentei aqui) é um exemplo de mentiroso da pior espécie: diferentemente dos ignorantes que acreditam nas mentiras do PT e do Rei Lulla por pura ignorância e/ou falta de educação, cultura geral etc, ele prefere utilizar argumentos falaciosos e levianos, justamente para ajudar a enganar aqueles incautos que não conseguem ver o tanto de mentiras levantadas pela corja PTista, com o intuito claro de bagunçar, criar factóides e desviar a atenção para o aparelhamento do Estado que o PT vem fazendo, as invasões de terra (ilegais) do MST, a criação de universidades bancadas pelo Estado para ensinar comunismo torpe stalinista etc.

E aquela Carta Capital, recebendo verbas publicitárias de estatais para elogiar Rei Lulla ? A Carta Capital se acha melhor do que a Veja, mas só tem um problema: pura inveja porque não tem tiragem comparável à de Veja. Longe de mim elogiar Veja veementemente – mas pelo menos a Veja é menos “vendida” do que aquele detrito mantido pelo Mino Carta – que, por sua vez, deveria dar as mãos ao Paulo Henrique Amorin e mudarem-se, casados e felizes, para Cuba.

As “agências de notícias” PTistas, como a tal Carta Maior, Brasil de Fato, Caros Amigos e outras deturpações escrotas só enganam os asseclas PTistas e os ignorantes que engolem qualquer coisa…..Mas pretendem, obviamente, enganar aqueles coitados que não têm base para pensar por si mesmos – infelizmente esta ainda é uma parcela muito grande, muito volumosa da população brasileira.

O que explica, aliás, os Renans, Severinos Cavalcantis, Malufs, martas, Genoínos, Professores Luizinhos e outras aberrações da política brasileira.

Escrito por Carlos Munhoz

8 - Outubro - 2007 em 20:30

CVRD – valorização

com um comentário

Para fazer uma atualização em alguns dados e informações postadas anteriormente, sobre a Vale do Rio Doce, recorro a levantamentos recentes (dos últimos 3 dias) que apontam que o valor de mercado da mineradora privatizada em 1997 PASSOU o valor da Petrobras.Para detalhes, veja aqui, aqui e aqui.

A Companhia Vale do Rio Doce ultrapassou a Petrobras no rol das empresas de capital aberto mais lucrativas da América Latina em Maio/2007, após 17 trimestres de liderança da estatal petrolífera. Levantamento da consultoria Economática mostra que, nesse período, a Petrobras somente perdeu liderança em três oportunidades: no início de 2002 (para a mexicana Telmex); no terceiro trimestre deste mesmo ano (para a Eletrobrás) e nos primeiros três meses de 2007. O lucro da Vale foi recorde e pela primeira vez ultrapassou a marca dos US$ 2 bilhões, sendo puxado pelo aumento dos preços do minério de ferro, que elevou em 77% a receita líquida da companhia. A Petrobras divulgou lucro de R$ 4,131 bilhões no primeiro trimestre, em uma queda de 38% sobre o resultado para o mesmo período de 2006. É possível ler mais aqui.

O fato concreto é que a Vale do Rio Doce vem mostrando uma Administração muito mais profissionalizada do que a Petrobras, que sempre sofre com as indicações políticas no preenchimento de cargos de Diretoria e Alta Gerência (para maiores detalhes, basta verificar o troca-troca que o PT acaba de promover, para assentar algumas indicações de partidos “aliados” em troca do apoio na votação da CPMF).

Por seu turno, a Petrobras anunciou, em 13/08/2007, lucro líquido de R$ 10,93 bilhões no primeiro semestre de 2007, uma queda de 20% sobre o mesmo período do ano passado (R$ 13,63 bilhões). No segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 6,8 bilhões, com uma redução menor do que a do semestre: 2% em relação aos R$ 6,96 bilhões do mesmo período de 2006. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da petroleira teve decréscimo de 9% no primeiro semestre, indo de R$ 27,73 bilhões em 2006 para R$ 25,18 bilhões este ano.Por sua vez, a receita líquida do semestre atingiu R$ 80,69 bilhões, com elevação de 9% sobre o mesmo período de 2006 — quando somou R$ 73,83 bilhões. No segundo trimestre, a receita líquida foi de R$ 41,798 bilhões, uma alta de 10,14%. No segundo trimestre, o resultado bruto somou R$ 17,309 bilhões, uma alta de 4,56%, enquanto as despesas operacionais subiram 9,21%, para R$ 5,774 bilhões, e o lucro operacional caiu 7,71%, para R$ 10,376 bilhões. Maiores detalhes, aqui.

E ainda vêm estes criminosos do MST, CUT e demais organizações ligadas ao PT (além do próprio!) fazer algazarra pela estatização da CVRD……. Obviamente, o interesse é ter mais cargos à disposição de suas necessidades fisiológicas e nada republicanas…..

Escrito por Carlos Munhoz

30 - Setembro - 2007 em 12:29

Pérolas do Ali

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O Ali Babá tupiniquim continua imbatível no quesito “maior quantidade de bobagens por palavra dita”.

Algumas pérolas recentes, reveladas pelo Blog do Josias de Souza, graças a uma entrevista ao New York Times:

1) “Eu não vou fazer um programa de doutorado na Universidade de Harvard [...]. Quando eu deixar a presidência, a única coisa que quero na vida é ser tratado como amigo por todos aqueles que eram meus amigos antes de assumir o cargo.”  Pelo menos desta vez elle não mentiu, apenas revelou a prepotência aliada à ignorância: Harvard não aceita qualquer um para fazer o doutorado. Sem mencionar que é exigido que o candidato tenha concluído o primeiro grau, o ensino médio e tenha ao menos uma graduação – o Mestrado costuma ser demandado, também…..

2) “Nós tivemos oportunidade para crescer, tivemos oportunidade para nos desenvolvermos, mas perdemos tal oportunidade. Assim, continuamos sendo países pobres.” A frase é de um brilhantismo à altura do Lulla. Só.

A entrevista completa da Mulla que nunca soube de nada (e acha bonito reverberar ao maior jornal do mundo que jamais sabe de nada) está aqui.

Porém, o que mais me chamou a atenção no Blog do Josias foi a notícia/análise sobre a partilha política da Petrobrás, para agradar os interesses político da corja PTista (aqui). Já tratei disso, anteriormente, no caso da Vale do Rio Doce. Eis aí MAIS um motivo para que todo o brasileiro defenda as privatizações: se a Petrobrás fosse privatizada, poderia preocupar-se em ter na sua Administração pessoas que chegassem lá graças à sua competência, e não graças ao “Q.I.” político, o apadrinhamento de incomPTentes…….

Por essas e outras, a Petrobrás tem contratado tanta gente, desnecessariamente, reduzindo sua lucratividade (foram mais de 20% de queda no exercício 2006/2007).

Uma pena……

Escrito por Carlos Munhoz

25 - Setembro - 2007 em 8:34

Mais sobre a CPMF

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A Revista Exame (Edição 902, de 20/09/2007, nas bancas) traz uma matéria excelente sobre a CPMF (aqui, passa assinantes), e outra, sobre a desoneração do setor de informática (aqui), que demonstra a miopia do governo brasileiro (não apenas do PT, registre-se, a despeito dessa gentalha PTista ser, de longe, a mais boçal e hipócrita, superando até os “clássicos” anteriores), bem como a incomPTência no gerenciamento da máquina pública (esta, muito pior no desgoverno PTista).

Na matéria sobre a CPMF, há informações preciosas sobre a falta de comPTência na gestão governamental, e o impacto disso na carga tributária brasileira. Destaco alguns trechos: A despesa corrente da União tem crescido à média de 0,6% do PIB nos últimos cinco anos — ou seja, cerca de 14 bilhões de reais. O inchaço da máquina pública continua desenfreado. Nos últimos cinco anos, as despesas da União cresceram 53 bilhões de reais somente com a admissão de 94 000 funcionários. É uma média de 11 bilhões de reais por ano de elevação de gastos fixos. Para o ano que vem, está previsto que as repartições federais serão lotadas com a contratação de mais 56 000 servidores, a um custo fixo adicional de 3,5 bilhões de reais por ano. Somando-se apenas esses valores referentes ao aumento do quadro de pessoal, chega-se a 14 bilhões de reais, mais de um terço do que se pretende arrecadar com a CPMF no próximo ano. Trata-se de um gasto particularmente daninho, pois os salários e as futuras aposentadorias provavelmente pesarão por décadas à frente. Além disso, a inventividade do governo para criar novas formas de torrar o dinheiro subtraído dos contribuintes não tem limites. Para ficar em alguns exemplos, neste ano foi anunciada a criação da TV Brasil, uma emissora estatal, a um custo inicial de 350 milhões de reais. Outra novidade é a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, com status de ministério e despesa de 44 milhões de reais por ano. Em 2007, até a comemoração do Sete de Setembro foi inflacionada. Custou 800 000 reais a mais que o desfile do ano passado. Quando somadas, tais despesas indicam que, com um pouco de controle, há muito espaço para que a União inicie uma eliminação gradual da CPMF.
Em termos absolutos, os 40 bilhões de reais da CPMF são uma fração menor da carga tributária total, que deve superar os 900 bilhões no ano que vem. Acontece que o orçamento da União é quase todo comprometido por gastos fixos, como folha de salários. Nesse contexto, a CPMF se transforma em ouro puro. De acordo com Velloso, o tributo representa 73% da receita líquida não comprometida da União. Muito já se falou sobre os males da CPMF. Seu principal vício é o caráter cumulativo, ou seja, incide sobre toda a cadeia produtiva, encarecendo bens e serviços. Agora, um estudo do economista Paulo Rabello de Castro indica que a elevação da carga tributária está relacionada à baixa expansão da economia. Segundo ele, para cada 5 pontos percentuais de carga de impostos, o país deixa de crescer 1,43%. Se a carga de 2006, que foi de 35,5%, fosse reduzida para 30%, o crescimento, que ficou em 3,7%, poderia ter sido de 5,1%. “Prorrogar a CPMF é prorrogar a improdutividade”, diz Rabello.

Por outro lado, quando há desoneração de impostos, o resultado mostra-se muito melhor (para todos!): Enquanto empenha todas as forças em prol da manutenção da cobrança da CPMF, o imposto do cheque, o governo deixa de observar os resultados de um exemplo positivo que ele próprio criou. Esse exemplo é o da chamada MP do Bem, medida provisória editada há quase dois anos para diminuir os impostos pagos pelo consumidor ao comprar computadores. Por se aplicar a um produto de grande apelo de consumo e valioso tanto para pessoas quanto para empresas, tornou-se o mais bem-sucedido caso de corte de tributos feito pelo governo — outros, como o da cesta básica de itens da construção civil, não produziram efeito tão visível. Em pouco tempo, a medida provou ser eficiente para cumprir todos os objetivos a que se propunha: combater o mercado cinza e expandir as vendas legais, ampliar a inclusão digital, criar empregos formais e estimular investimentos. Mais que isso, a redução da carga tributária dos PCs gerou um ganho efetivo para o próprio governo na forma de mais arrecadação. Segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a receita com impostos recolhidos pelo setor de computadores deve chegar a 1,5 bilhão de reais neste ano, quase 50% mais que o valor arrecadado em 2005.
O alívio tributário foi um dos fatores que impulsionaram as vendas de computadores no Brasil nos últimos anos — a valorização cambial também ajudou ao baratear a importação de componentes. Apenas o corte de tributos — do PIS e da Cofins — significou uma queda imediata de 9,25% nos valores. Em novembro de 2005, ele foi aplicado inicialmente para os PCs de mesa com preço de até 2 500 reais e portáteis de até 3 000. No início deste ano, a redução foi ampliada para compu tadores de até 4 000 reais. Com o impulso, as vendas totais no país devem superar os 10 milhões de unidades neste ano, quase o dobro de 2005. O melhor é que o crescimento se deu no mercado formal — o comércio de computadores contrabandeados ou piratas empacou, enquanto o de produtos legais triplicou. Assim, o jogo de forças no mercado se inverteu: agora, os produtos que saem de fábricas que pagam impostos já respondem por 70% do consumo nacional. No momento de maior domínio da ilegalidade no setor, em 2004, os piratas chegaram a ter 73% de participação. “Entramos num círculo virtuoso com aumento da escala e de faturamento”, diz Jorge Almeida, diretor comercial de pequenos e médios negócios da Itautec, que está aproveitando uma mudança de endereço da fábrica em São Paulo para dobrar a capacidade de produção.
Pelo menos metade da expansão das vendas oficiais do setor deve ser atribuída à formalização de fabricantes que antes operavam na clandestinidade. De acordo com levantamento da Abinee, o número de empresas que produzem PCs no Brasil aumentou de 45 para 90 no período. O número de empregos com carteira assinada cresceu 30%, para 25 000 atualmente. No varejo, a possibilidade de oferecer produto mais barato foi combinada com a ampliação da oferta de crédito. O resultado é uma febre de consumo de micros, agora um produto que compete em volume com os televisores. A Casas Bahia multiplicou por 4 seu faturamento com artigos de informática em relação a 2004. No crediário, há computadores a partir de 59,90 reais por mês em 20 parcelas, facilitando o acesso da classe C ao mundo digital. Mais de 2 milhões de famílias no país compraram seu primeiro computador.

É possível concluir, pois, que o maior problema no Brasil continua sendo o mesmo, há mais de 10 anos: falta de uma Administração profissionalizada, orientada para resultados. As picuinhas políticas, porém, ainda ganham. Basta ver a questão envolvendo a (ridícula) proposta de re-estatizar a Vale do Rio Doce….

Enquanto isso, Rei Lulla segue passeando de jatinho chique, criticando “a zelite”, e desviando dinheiro público para o seu PT…..

É ou não é a Casa da Mãe Joana ??????????

Escrito por Carlos Munhoz

24 - Setembro - 2007 em 19:52

Deturpações e mentiras do MST

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Continuando a “saga” das organizações atreladas à quadrilha do PT (não sei quais são mais criminosas….), o MST segue encabeçando a campanha pela re-estatização da CVRD.

No site do MST (aliás, uma dúvida: como é que uma organização que NÃO possui registros legais, ou seja, uma “pessoa jurídica”, consegue registrar um domínio “.org.br” ?!), aqui, prossegue a enxurrada de mentiras e deturpações. Passam desde inócuas discussões sobre as reservas de minérios de ferro (que são concessão pública, da União, e NÃO devem ser contabilizados quando da privatização da empresa que recebeu a concessão da União) declaradas ou não à Securities and Exchange Comission (puxa, o MST se deu ao trabalho de escrever o nome da agência americana que regula empresas negociadas em bolsa, mas esqueceu de conferir os arquivos que a SEC disponibiliza sobre a CVRD ?! Que conveniente……), até valores fictícios, inventados ao bel-prazer dos criminosos do MST para tentar convencer alguns incautos a apoiar esta sandice…..

Os criminosos afirmam: “A privatização inclusive atenta contra a Constituição Federal. Reservas de urânio (matéria-prima para a energia e armas nucleares) são de propriedade exclusiva da União e não poderiam ter sido vendidas. Já a exploração mineral na faixa de fronteira não pode ser realizada sem uma aprovação do Congresso Nacional – que não ocorreu.“. Mentira sobre mentira. Erro sobre erro.

Nenhuma reserva foi vendida – nem de urânio, nem de qualquer outra coisa. Foram vendidas ações ordinárias da CVRD. Só. Sobre a “exploração mineral” que dependeria da aprovação do Congresso…….ora, a CVRD já operava na fronteira, e recebeu aprovação para tal anos antes. Não precisava recebê-la novamente. Lei.

Mais mentiras e deturpações: “A venda da Vale também compromete a soberania do Brasil ao transferir para acionistas estrangeiros 26 milhões de hectares de terra“. Já citei anteriormente: o consórcio que arrematou a CVRD tinha, sim, estrangeiros, mas os maiores acionistas eram (e continuam sendo) nacionais: Previ, CSN e Bradesco. A maior parte dos dividendos da CRVRD, portanto, FICA NO BRASIL. Até porque o próprio governo estimulou que os brasileiros investissem nas ações da CVRD…….

Esse MST, sempre mal-informado e mal-intencionado…….. Criaram a tal “Campanha Nacional pela Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce – A VALE É NOSSA!” (cujo site pode ser conferido aqui) com base em mentiras e deturpações…. Até a Governadora Ana Júlia Carepa, do Pará, está lá no site, sorridente, declarando seu apoio à campanha. Péraí: foi esta governadora que há alguns meses contratou sua manicure ou cabeleireira como funcionária pública, remunerada pelo Estado ? Só para confirmar, para ter certeza do tipo de apoio, do caráter dos apoiadores da tal campanha……..

Não são, afinal, a cara do papai-PT ????

Escrito por Carlos Munhoz

20 - Setembro - 2007 em 4:26

Privatizar, sim

com 4 comentários

Então o PT resolveu apoiar o tal plebiscito para que a população opine sobre a proposta de re-estatizar a Vale do Rio Doce (aqui) ? Para “sustentar” o absurdo, diversos asseclas do PT costumam espalhar dados e informações falsas (aqui, por exemplo).

Entre as besteiras que o “jornalista” José Cristian Góes divulga, algumas merecem atenção:

1) Diz o jornalista mal-informado (ou mal-intencionado) que “Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) “vendeu” a CVRD por apenas R$ 3,3 bilhões. Curiosamente a avaliação dos auditores privados e do próprio Governo davam a Vale um preço de R$ 93 bilhões, ainda assim um valor muito abaixo do real“. Tudo mentira. O leilão das ações da CVRD previa a venda de cerca de 41,73% das ações ON (ordinárias) da empresa, não “toda a empresa”, como o pseudo-jornalista tenta levar o leitor a acreditar. Além disso, a privatização, ocorrida em 07 de Maio de 1997, não poderia identificar o valor de mercado da CVRD em R$ 93 bilhões: HOJE, o valor de mercado da CVRD é de R$ 127 bilhões, com um lucro líquido anual de R$ 7 bilhões. O “jornalista” inventou um lucro de incríveis R$ 13,4 bilhões em 1996 – MENTIRA !!!! Em 1998, primeiro ano de demonstrações contáveis pós-privatização, o balanço da CVRD indicava lucro que aproximadamente R$ 1 bilhão (basta consultar o site da Comissão de Valores Mobiliários, aqui, ou da própria Vale do Rio Doce, aqui).

2) O mentiroso jornalista afirma, ainda, que “E tem mais: quase 70% do lucro da Vale, isto é, os dividendos construídos em cima dos minérios desta terra, do nosso povo, estão nas mãos dos controladores privados estrangeiros da CVRD, ou seja, quase nada fica aqui.“. Ele mente, novamente – e continua mentindo, algumas linhas abaixo: “os lucro [sic] da Vale privatizada enriquecem os acionistas, principalmente, estrangeiros que investem na bolsa de valores nos EUA e na Ásia“.O pior é que grande parte dos eleitores do PT, por ignorantes, acabam acreditando nestas bobagens….. As empresas que compraram os 41,73% das ações ordinárias da CVRD foram: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional, empresa brasileira), Bradesco (maior banco privado brasileiro), Previ (Fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, brasileiro), além de grande parcela negociada em bolsas de valores. A composição acionária da empresa é pública, e pode ser conferida aqui, ou então diretamente nas Bolsas de Valores nas quais opera (NYSE e Bovespa inclusas).

O “jornalista” José Cristian Góes continua mentindo, sempre com base nestas deturpações – que são as mais graves, porque embasam argumentos sofismáticos. Pior, MENTIROSOS.

Ele mente para tentar justificar o injustificável.

A privatização de empresas brasileiras, ao longo dos 2 mandatos FHC, foram positivas: criaram empregos, dinamizaram diversos setores da Economia brasileira, beneficiaram a população diretamente (via de regra, através da oferta de melhores serviço) e, em alguns casos, colocaram empresas brasileiras em posição competitiva MUNDIALMENTE. Além da Vale do Rio Doce (que, antes da privatização, era a nona maior mineradora do mundo; HOJE, É A SEGUNDA), a Embraer: estava à beira da falência quando foi a leilão, em 1995; hoje é a terceira maior fabricante mundial de aviões. Sob o comando da iniciativa privada, a Embraer passou por um ajuste brutal, impossível de ser feito numa companhia regida pelos princípios do Estado. Foi isso que a colocou na posição de empresa de classe mundial. Guinadas como essas são tarefas para executivos profissionais – não para políticos, que chegam e vão embora de acordo com o resultado das eleições.Maurício Botelho, presidente da Embraer, está no cargo há 12 anos (para maiores detalhes, ler a íntegra da reportagem, da Revista Exame, Edição 880, de 02/11/2006, aqui).

O presidente do Banco do Brasil (estatal) já mudou mais de 3 vezes APENAS no primeiro mandato (sic) Lulla. Em 1994, antes da privatização, a Embraer empregava 6.100 pessoas. Em 2005, já privatizada há 10 anos, o número era de 17.000. Em 1994, a empresa entregou 4 aviões; em 2005, foram 141.

As empresas que compraram as malhas da Rede Ferroviária Federal – típica estatal com muitos funcionários e pouco investimento – hoje transportam 80% de carga a mais. Para dar conta desse aumento, a indústria de equipamento ferroviário renasceu: o número de vagões produzidos saltou de 200 em 1992 para 7 500 em 2005, o que representou a construção de quatro novas fábricas e a criação de 30.000 empregos.

São vários os exemplos de privatizações bem-sucedidas – mas a “imprensa vermelha” bancada pelo PT distorce fatos, mente e tergiversa. Má-fé aliada à ignorância.

Por que os (pseudo) “jornalistas” que abastecem as páginas de mentiras do site do PT, da “Agência Carta Maior” e de outras publicações deste mesmo (baixo) nível, como Caros Amigos, não têm coragem de buscar fatos verdadeiros para tentar argumentar ?

Por que os militantes do PT e seus asseclas (remunerados ou não) recorrem a tantas mentiras ? Só porque eles não têm argumentos que respaldem suas propostas ridículas ?

CVRD – estatização estapafúrdia

com um comentário

Artigo de excepcional clareza foi publicado ontem, na Folha de São Paulo, tratando justamente sobre a questão da privatização – assunto que eu tratara no post de ontem (abaixo). Para assinantes da Folha ou do UOL, texto completo aqui.

Para aqueles debilóides do PT, CUT, MST e outras entidades (ou quadrilhas?!) que orbitam nas tetas governamentais por recursos, alguns dados da CVRD privatizada merecem ser repetidos.

Recorde de investimento: US$ 44,6 bilhões nos últimos seis anos contra US$ 24 bilhões nos 54 anos anteriores.
Recorde de produção: 300 milhões de toneladas de minério neste ano contra média anual de 35 milhões da Vale estatal.
Recorde de emprego: 56 mil empregos diretos hoje contra 11 mil há dez anos.
Recorde de exportações: quase US$ 10 bilhões em 2006 contra US$ 3 bilhões em 1997, garantindo mais de um quarto do saldo da balança comercial “deste país”.

Isso sem contar um fato da maior importância: “A quem pertence a Vale privatizada? Aos funcionários e aposentados do Banco do Brasil, principalmente, por intermédio de seu fundo de pensão. Com o BNDES, eles detêm dois terços do capital da Vale. O restante se distribui entre o Bradesco, a “trading” japonesa Mitsui e mais de 500 mil brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações da companhia. padrão de gestão da Vale é privado. A propriedade, como se vê, nem tanto. Depois de privatizada, a empresa recolheu aos cofres da União, em impostos e dividendos, algumas vezes mais do que fez ao longo de toda a sua existência como estatal.

O mais assustador é o baixo nível de uma significativa parcela da “elite intelectual” brasileira – não apenas neste caso, da Vale, como em outros. Tome-se como exemplo o Prof. Fábio Konder Comparato (presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia do Conselho Federal da OAB), que publicou na Folha de São Paulo, em 02/09, artigo intitulado “Um atentado contra o patrimônio nacional” (artigo depois ecoado, obviamente, pelo site do PT, aqui).

Quando era professor da Faculdade de Direito da USP, o Prof. Comparato não costumava divagar nesta proporção…….. Confunde conceitos tão básicos, e, pior, “compra” o argumento furado porque sofismático da comparação dos R$ 3 bilhões com os atuais R$ 50 bilhões…….

Primeiro: valor presente, valor passado. O que vale R$ 50 bilhões hoje valia quanto em 1997, quando a CVRD foi privatizada ? Uma conta não tão complexa, amplamente amparada pelas teorias de Administração Financeira, mas que obviamente os PTistas não fazem idéia de que se trata……..

Mas o Prof. Comparato ignorar isso ? Ou ingenuidade excessiva, ou prova cabal de que o PTismo extermina neurônios de quem a ele converte-se.

Segundo ponto: quanto a CVRD valeria hoje se NÃO tivesse sido privatizada ?
A julgar pela prática corriqueira nas autarquias e empresas estatais, regidas pelo loteamento político de cargos, menos do que os antigos R$ 3 bilhões, porque, assim como ocorreu (lamentavelmente) com a Petrobrás, estaria sendo dirigida por incomPTentes amigos (sindicalistas, PTistas etc).

Neste sentido, aliás, cabe registrar um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (leitura PRECIOSA, merece toda a atenção!) que mostra a amplitude da “dominação PTista” em autarquias e outros órgãos antigamente públicos – mas hoje, infelizmente, privados, pois pertencem ao PT. E, não se pode esquecer: o escândalo do Mensalão começou a tornar-se público após denúncia de práticas PTistas na ECT (empresa de Correios e Telégrafos), loteada politicamente pela cambada PTista.

Dias depois, o Prof. Adilson Abreu Dallari respondeu ao Prof. Comparato, no mesmo espaço da Folha (na íntegra, aqui). Não era sem tempo !!!!!!!

A versão pobre de Oscar Wilde

sem comentários

A pior pobreza não é a material, de bens e dinheiro.
A pior é a pobreza de espírito.Empatada, talvez, com a pobreza intelectual.

A mesma pobreza intelectual que assola o PT, estende-se a seus asseclas remunerados e acachapa, ainda, os asseclas não-remunerados – estes, talvez, o pior tipo: não ganham nada para proferir asneiras – conseguindo, assim, unir o inútil (não-remuneração) com o desagradável (bobagens que escrevem e/ou propalam).

Gilson Caroni Filho, segundo o site do PT, é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro. Publicou, acredite-se, um exemplo indefectível do cinismo PTista temperado com a mais característica e torpe ignorância – dois fatores, aliás, recorrentes no PTismo….. O petardo intitulado “Dorian Gray e a oposição golpista” continua repetindo o discurso batido da tal “oposição golpista”….. Obviamente, o texto (aparentemente publicado originalmente no site da Agência Carta Maior, outro braço de desfaçatez da organização criminosa vulgarmente chamada PT) não faz referência ao PT, que clamava pelo impeachment de FHC durante boa parte de seu segundo mandato; o texto, da mesma forma, não faz referência direta ou indireta à oposição golpista que votou contrariamente à lei da Responsabilidade Fiscal, nem tampouco à oposição golpista que tentou vetar a prorrogação da CPMF.

Engraçado que, dados estes fatos, é possível o leitor se questionar: “mas quem votou contra a CPMF ? Foi o PT ou o PSDB ?”. Pois é………..

Como estamos na Casa da Mãe Joana, primeiro era o PSDB tentando aprovar a prorrogação da CPMF; atualmente (2007), é o PT quem tenta, desesperadamente, aprovar no Congresso a prorrogação do tributo (que surgiu, pasme-se, como “provisório”).

Neste mar de lama que é a política brasileira, não se sabe quem é oposição golpista, quem é quadrilha.

Pessoalmente, arrisco um palpite: TODOS.
Começo pelos “300 picaretas” que outro picareta um dia apontou, enquanto os 300 mamavam nas tetas do contribuinte (através da remuneração – sempre polpuda – da Câmara dos Deputados), e o picareta que os denunciou mamava nas tetas do PT. Engraçado notar que hoje todos estes picaretas mamam nas tetas do contribuinte, o coitado que paga escorchantes 40% de seus rendimentos para sustentar picaretas…….

Isso sem falar nos 81 picaretas que no último dia 12/09 absolveram o picareta que preside o Senado Brasileiro. Mas estes 81 picaretas receberam ajuda, claro – de mais picaretas que locupleteiam-se no Executivo.

Mas, voltando ao ilustre Professor Gilson Caroni Filho, alguém precisa ensiná-lo a redigir suas asneiras de forma ao menos coerente. Quando afirma “Pois bem, em meados de 2007 é isso que continua em jogo. Uma agenda que pretende, entre outras coisas, retomar a privatização de patrimônio público transferindo recursos para o setor financeiro. Estancar uma política econômico-social que faz o consumo crescer a uma média de 13% ao ano. Uma economia que vai se ajustando a taxas de crescimento cada vez maior, com aumento de demanda agregada e expurgo da mentalidade inflacionária.“, o desespero de atacar a privatização o faz confundir-se. Coitado.

“Setor financeiro” ? Ele começa falando da tal agenda “neo-liberal”, mas emenda (com uma redação tão torpe quanto seus pobres neurônios, Tico e Meio-Teco, permitem) com uma tal “economia que vai se ajustando a taxas de crescimento cada vez maior” (o erro de português é todo dele, além, é claro, do conceitual)…. Ele tenta atacar a privatização, mas escreve tão mal, coitado, que perde-se no meio do caminho……(isso porque é, supostamente, “professor”…..!)

Gostaria de entender por que o PT gosta de desenterrar o assunto da privatização….. Só porque o tucanato tem vergonha das privatizações (ao menos, é o que parece haja vista a sucessão de desastres da falida campanha do picolé de chuchu, em 2006) ? Eis um tema interessante: o PT ameaça o PSDB com a privatização, e o PSDB não sabe o que fazer – mas ninguém toma o cuidado de verificar quais os RESULTADOS das privatizações.

O PT não quer comprar os votos do estrato mais pobre e excluído da Sociedade ? Pois a privatização da telefonia serviu, ao menos, para incluir IMENSA parcela desta população, universalizando serviços básicos – não me refiro apenas ao exorbitante crescimento do número de celulares, mas falo também de orelhões, barateamento de acesso à internet (e, como conseqüência direta, a informações e conhecimento) e empregos gerados pelos bilhõesinvestidos por empresas de mais diversos países no Brasil. Isso tudo o PT ignora(como bons ignorantes que são, nada mais lógico), e o PSDB não tem coragem de propalar……. Não sei por quê, mas o tucanato deixa a PTralhada reinarsozinha.

Muita incomPTência de ambos os lados.

E, por falar em incomPTência, voltemos ao Professor Gilson Caroni Filho: “Contudo não pretendo discutir política, sociologia ou metafísica com você. Prefiro as pessoas aos seusprincípios, e prefiro, acima de qualquer coisa neste mundo, as pessoas sem princípios”. Daria um excelente editor de política.

Ele se refere aos PTistas ou aos tucanos quando menciona “pessoas sem princípios”, hein ?!
Ou talvez seja uma “auto-promoção” apenas.

Escrito por Carlos Munhoz

17 - Setembro - 2007 em 22:34