Peggy Sue: o passado assombra novamente

Acho que identifiquei o problema do PT (bom, na verdade um deles, entre tantos): Sindrome de Peggy Sue.

Inspirado no filme do Francis Ford Coppola, o PT piorou o roteiro (claro!), mas reeditou a “sina”. Primeiro, desistiu daquilo que defendeu durante 20 anos e simplesmente adotou a MESMA política econômica do FHC. Aliás, não só a econômica: na verdade simplesmente manteve o terceiro mandato do PSDB. Isso não é, no geral, tão ruim. Afinal, dada a incomPTência da turma, melhor copiar (mal) do que tentar inovar (pior ainda).

Mas em certos aspectos, beira o ridículo. Bom, na verdade não “beira”. EXTRAPOLA. O mesmo ocorreu com a CPMF, Lei de Responsabilidade fiscal e outras coisas mais…… Por falar em CPMF, o colunista de VEJA, André Petry, faz a sessão reminiscências: Na democracia brasileira, Lula foi o mais insistente oposicionista. Foi oposição a tudo e a todos, recusou-se a se aliar a qualquer governo de 1985 em diante, até que chegou a sua hora de morar no Palácio da Alvorada. E, no entanto, apesar de sua longa experiência na planície, Lula é seguramente o político que mais ajudou a desmoralizar o papel de oposicionista na democracia brasileira. Lula já disse que na oposição só fazia “bravatas” e, mais recentemente, informou que, entre as bravatas, se incluíam os princípios. A frase devia ser gravada em mármore: “Principismo você faz no partido quando pensa que não vai ganhar as eleições nunca”. Um show de desmoralização. Agora, durante a viagem à África, Lula manteve a campanha para aprovar a CPMF e saiu-se com a seguinte declaração à oposição demo-tucana: “Acho importante que todo mundo releia discursos de quatro ou oito anos atrás e mantenha a posição”. Lula, claro, queria lembrar o que diziam ex-pefelistas e tucanos nas votações da CPMF durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Mas Lula, querendo denunciar uma contradição dos adversários, não devia dizer que acha importante “todo mundo” reler discursos antigos sobre a CPMF. Eis por quê:

• Em julho de 1996, Paulo Paim, do PT gaúcho, subiu à tribuna da Câmara dos Deputados quando se discutia a criação da CPMF e disse: – Que imposto daninho esse! Uma semana depois, com a CPMF já aprovada, Paim voltou ao assunto: – Listei 22 motivos pelos quais o Partido dos Trabalhadores votou contra. (Já se sabe para que servem as listas dos petistas….)

• Em maio de 1998, quando se debatia a prorrogação da CPMF, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT paulista, fez um discurso em que disse o seguinte: – Queremos alertar para o fato de que o Partido dos Trabalhadores votou contra a CPMF e não temos nenhum motivo para alterar sua opinião. (Petista não muda de opinião. Muda de conveniência.)

• Em março de 1999, debatia-se o aumento da alíquota da CPMF de 0,20% para 0,38%. O deputado e hoje senador Aloizio Mercadante, do PT paulista, fez um desabafo na tribuna: – Chega de mais impostos, chega dessa estrutura tributária deformada e burocrática!

Dias depois, José Genoíno anunciou o voto do PT na discussão com um discurso aplaudido ao final. Disse: – A oposição coloca-se contrária à CPMF por razões globais, pela visão de um outro modelo econômico, diverso desse que o presidente Fernando Henrique Cardoso adota.

Eu me atrevo a complementar a listinha do colunista de VEJA (cujo texto, na íntegra, está aqui), ressaltando algumas declarações do passado:

Em 09/03/1999, o (atual) Senador Aloizio Mercadante, fazendo oposição do governo FHC, declarou: “Esse imposto não contribui para as exportações, que é o desafio maior da economia brasileira. Aumentar a carga tributária e o imposto cumulativo significa aprofundar a recessão do país“. Atualmente, o ilustre Senador defende a CPMF. Ele mudou de opinião porque reviu seus conceitos, ou porque é um cínico e hipócrita que fala aquilo que o PT manda ?

Em 18/03/1999, José Genoíno (aquele deputado que presidia o PT e assinou documentos em branco, situação desmascarada quando da CPI do Mensalão) declarava: “Nos posicionamos contra a prorrogação da CPMF. Quem mais se beneficia da CPMF é o governo. Achamos que a CPMF é a anti-reforma fiscal e tributária“. Será que atualmente, o deputado José Genoíno mantém sua posição ?! Ao verificar a lista dos deputados que já votaram a prorrogação da CPMF (em dois turnos), é possível verificarmos que o Deputado José Genoíno votou, nos 2 turnos, FAVORAVELMENTE á prorrogação da CPMF. Ele mudou de opinião porque recebeu bons argumentos ou simplesmente porque é outro cínico e hipócrita que fazia bravatas no passado mas tenta angariar fundos para o PT atualmente ?

 

Agora é a DENGUE: O Ministro da Saúde de Lulla reconheceu uma epidemia. Ao ler as declarações do ilustre ministro, lembrei imediatamente da campanha presidencial de 2002…… o PT ironizou a epidemia da dengue – mais especificamente, ironizou o então candidato José Serra, que fora Ministro da Saúde de FHC. Segundo a propaganda política do PT (que contava, inclusive, com atores fantasiados, caricaturalmente, como mosquitos da dengue gigantes – e que tinham traços que remetiam à expressão facial nada simpática do José Serra), o Ministro da Saúde e o Presidente da República (respectivamente Serra e FHC) eram responsáveis diretos pela epidemia de dengue no país.

Se fôssemos seguir a mesma linha de raciocínio (?), atualmente, os responsáveis pela nova epidemia de dengue, então, seriam……..quem ?!

Engraçado ver um texto postado no site do Ministério da Saúde (íntegra aqui) que traz a seguinte redação: Em 2002, os casos de dengue atingiram a soma de 794 mil pessoas contaminadas. O número caiu para 345 mil no ano passado. Mas, nos nove primeiros meses deste ano, o Brasil registrou mais de 480 mil casos de dengue, o que representa aumento de mais de 50% em relação ao mesmo período de 2006.

A primeira coisa que me chama a atenção, por se tratar de uma suposta NOTÍCIA publicada no site do Ministério da Saúde, é o seguinte: por que a notícia remete a 2002, depois “pula” para 2006 e depois vai para 2007 ? O que houve com 2003, 2004, 2005 ?! Nas entrelinhas, fica mais do que clara a tentativa de retomar aquele discurso batido (e vazio) da “herança maldita”……. Mas de qualquer forma, em 2002 foram 794 mil casos; em 2007 já são mais de 480 mil casos (e o ano não acabou ainda!).

Resta saber, agora, quem manterá o “recorde”…… Neste sentido, vale esta leitura aqui. Um pequeno trecho, delicioso: O governo vai arranjar um jeito de jogar toda a culpa na herança maldita, já que José Serra era ministro da Saúde e mandou demitir sei lá quantos matadores do mosquito Aedes aegypt no Rio. Era isso que nós e o PT dizíamos, não era? Bem, mas a dengue virou uma epidemia, e isso é “absolutamente injustificável”, como disse o atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão. O PT e Lula não estão no poder há cinco anos? Então, a herança maldita é do primeiro mandato. Pelos dados de Temporão, já são 481.316 casos de dengue notificados de janeiro a setembro, 50% a mais do que no mesmo período do ano passado. Foram 121 mortes, contra 77 em todo o ano de 2006.

Antes que algum PTista de plantão tente, como de costume, mentir e tergiversar, o aumento da dengue não afeta “apenas” Estados de seus opositores, como São Paulo (governado pelo ex-Ministro que foi alvo da propaganda do PT, em 2002). O Maranhão viu aumento de 225% nos casos de dengue, como informado aqui e aqui.

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MST – mais mentiras e mais crimes….

Notícia da Folha de 18/10/2007: Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditaram ontem a Estrada de Ferro Carajás, da Companhia Vale do Rio Doce, no interior do Pará. Um trem da companhia foi apedrejado por manifestantes, segundo a mineradora. A invasão à ferrovia ocorreu em Parauapebas (836 km de Belém), no sudeste do Estado. Segundo a Polícia Militar, 200 manifestantes estavam no local. Para o MST, eram 4.000. A Vale, por meio de assessoria, disse que vai pedir à Justiça para que mobilize a polícia para a retirada dos manifestantes. O MST disse que a invasão é um protesto pela reestatização da companhia. Em setembro, o movimento apoiou um plebiscito informal sobre a privatização da mineradora, em 1997. A iniciativa contou com 3,7 milhões de votos -em 2002, 10,1 milhões de pessoas participaram da consulta sobre a entrada do Brasil na Alca, a área de livre comércio das Américas.
A coordenação estadual do MST disse ainda que a exploração mineral provoca danos ambientais e “impactos sociais” aos trabalhadores rurais. Segundo a Vale, a estrada é utilizada por 1.300 passageiros por dia e abastece o sudeste do Pará com combustíveis.
Integrantes do MST vinham ameaçando interditar a estrada de ferro nas últimas semanas. Atendendo a pedido da empresa, a Justiça Federal no Estado expediu liminar que proibiu manifestações na estrada de ferro e estabeleceu uma multa no valor de R$ 100 por pessoa em caso de descumprimento. A coordenação do MST no Pará disse que os manifestantes só vão sair do local se representantes da Vale, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do governo estadual se comprometerem a se reunir com eles para discutir as reivindicações. A Vale afirmou que a ação pode causar a interrupção de exportações e comprometer a imagem das empresas do país no exterior. Segundo a empresa, são transportadas pela ferrovia 250 mil toneladas de minério de ferro por dia. A Polícia Federal informou que ainda estuda como procederá em relação à invasão. Como a estrada é uma concessão do governo federal, cabe à PF interceder na situação. PMs do Pará monitoram a interdição.

O Brasil é um país engraçado mesmo…… Um cidadão reclama publicamente porque foi vítima de um assalto a mão armada, e passa a ser execrado publicamente; neste ínterim, uma organização criminosa, publicamente conhecida, viola claramente as leis (que, não significam muito, mesmo), e ainda se acha no direito de EXIGIR que governo e representantes de uma empresa privada (que gera milhares de empregos, e riquezas importantíssimas para o país) “se comprometam a se reunir com eles para discutir as reivindicações”.

As “reinvindicações” do cidadão assaltado não importam; o fato de ele ser uma pessoa, ao que se sabe, que cumpre as leis, o torna menos importante, tanto que merece ser criticado….. O MST, por outro lado, não pode ser criticado, nem tampouco pode-se criticar os assaltantes que subtraíram seu pertence. É claro que me refiro, novamente, ao caso do “apresentador” Luciano Huck.

Em breve, como sempre, surgirão pseudo-esquerdistas-de-merda para defender as “reivindicações” do MST, com o falso argumento de que ele “representa” trabalhadores oprimidos, vítimas do capitalismo, da injustiça do sistema imperialista americano – tal qual foi dito dos assaltantes que levaram o Rolex do “apresentador” Luciano Huck. Mentira.

Na coluna de ontem, o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo (íntegra aqui, para assinantes), contribui com esta discussão: Imagino que o rapper Ferréz voltará em breve às paginas desta Folha para repetir, sobre o caso da extorsão ao padre Júlio Lancelotti, o que escreveu sobre o Rolex de Luciano Huck. Ferréz terminava assim: “No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio. Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes”. O extorquido (padre Júlio) ficou com a sua vida, o “correria” ficou com o seu Mitsubishi Pajero, o mundo continua indefensável e, por extensão “o rolo foi justo para ambas as partes”, certo? (…) O único “erro”, digamos assim, dos chantagistas foi não terem escolhido Luciano Huck ou Ana Maria Braga ou Ivete Sangalo ou outro desses personagens que enriquecem obrigando o “povo” a ver seus programas ou seus shows. Pena que o “erro” derruba toda a sociologia. Padre Júlio não é rico nem da elite, mas nem por isso deixou de perder o seu Rolex. Sociologia calhorda à parte, vamos aos fatos como eles são, na frase magistral do belíssimo artigo de Alba Zaluar, publicado segunda-feira: “Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia”.

É isso aí: esta “linha de raciocínio” (se é que pode-se chamar assim, com o perdão pelo paradoxo) é burra demais, não se confirma. Não se trata de defender a desigualdade social que existe no Brasil – mas, concomitantemente, não se pode imaginar que o crime será capaz de diminui-la. Nem o crime do qual Luciano Huck foi vítima, nem os crimes que o MST pratica, REGULARMENTE.

Neste sentido, outro texto publicado na Folha, em 15/10, traz um panorama bastante amplo, e consciente: A IGUALDADE tem sido objeto de uma infindável discussão teórica. Há os que afirmam ser ela uma condição inalcançável, visto que seres humanos diferem em suas capacidades, talentos e disposição para o trabalho; há os que ressaltam a necessidade como o critério para a distribuição da riqueza produzida. Os primeiros, filósofos morais do liberalismo político, preocupam-se com as violações à liberdade que a busca incessante da igualdade vem a trazer. Os segundos, adeptos da economia marxista, acreditam que dar a cada um segundo a sua necessidade inclui o princípio de receber de cada um segundo a sua habilidade de contribuir economicamente. Nenhum pensador da igualdade defendeu a idéia de que seria possível obter o necessário por fraude, força, roubo, coerção ou dano a outras pessoas. Esse princípio moral está também em Marx, que exaltava o valor do trabalho -o pago e o não pago- e visualizava uma sociedade futura em que essa distribuição seria feita sem coerção de qualquer espécie. Aqui no Brasil, a discussão tomou rumos indefensáveis. Quem nega a um branco bem-sucedido, mesmo que vindo de meios sociais modestos, o direito de consumir (que inclui portar) os bens disponíveis socialmente, não está recusando para si mesmo, um negro oriundo de favelas e periferias, esse gozo. Rappers são conhecidos no mundo todo por seu sucesso e sua ilimitada sede de consumo. Coleções de tênis, roupas de marca, automóveis do ano, festas extravagantes são alguns itens listados nos seus currículos de consumidores. E, claro, não se imolam pelo sucesso que os destacou. Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia. Ou bem a pessoa que roubou vai portar esse objeto, que apenas muda de mãos e continua a simbolizar a desigualdade reinante, ou ela vai vendê-lo a um receptador que pagará muito pouco e fará um hiperlucro comercial, ambos sem produzir riqueza nenhuma. Para onde foi a distribuição de renda? Para alimentar a acumulação do receptador e a ilusão do ladrão que precisa voltar a roubar e, portanto, está sempre a se arriscar em benefício de outrem. Com tanto incentivo a ganhar dinheiro fácil, estimula-se exponencialmente a acumulação de riquezas em poucas mãos. Se as defesas morais contra a fraude e o roubo continuarem a ser destruídas tão hipocritamente, a produção de riquezas será reduzida e o estoque de riquezas do país encolhido a tal ponto que não teremos nem consumo nem muito menos a tão almejada igualdade.

O texto é de autoria de Alba Zaluar. Impecável.

O pior do Brasil é o Brasileiro (2)

Retomando o post que tratou do comportamento (médio) do brasileiro (inicialmente escrito aqui), aproveito para registrar que o Senhor Mauro Borges teve a gentileza de tecer um comentário sobre minhas palavras. No próprio post, coloquei também minha “resposta” ao comentário do cavalheiro, que certamente não tem o que fazer da vida – se tivesse, não perderia tempo criticando escolhas de outras pessoas, famosas ou anônimas, nem tampouco dando “sugestões” (“pitacos” é mais adequado) sobre como eu ou qualquer outra pessoa deveria viver sua vida.

Mas quero retomar a discussão, então reproduzo aqui o comentário do Senhor Mauro-desocupado-hipócrita-Borges, na íntegra: MAURO BORGES É JORNALISTA E PUBLICITÁRIO, AUTOR E COORDENADOR NACIONAL DA CAMPANHA DROGA MATA. É FORMADO PELA MELHOR FACULDADE DO MUNDO: A FACULDADE DO LULA, OU SEJA; A FACULDADE DA VIDA. O PRINCIPAL OBJETIVO DA CAMPANHA DROGA MATA É ORIENTAR OS PAIS E AS CRIANÇAS DE HOJE, PARA SE EVITAR TER QUE PUNIR OS JOVENS E OS ADULTOS DE AMANHÃ. SLOGANS: É MELHOR SER UM CARETA VIVO, DO QUE UM DROGADO MORTO. AS DROGAS SÓ LEVAM A 03 CAMINHOS: CADEIA, MANICÔMIO OU CEMITÉRIO. O MUTIRÃO DROGA MATA, FOI CRIADO EM 1994, DEVIDAMENTE AUTORIZADO PELO CONEN – CONSELHO DE ENTORPECENTES DO ESTADO DE SÃO PAULO. NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS UMA CAMPANHA EDUCATIVA CONTRA AS DROGAS – COMO O MUTIRÃO DROGA MATA – TEVE A CORAGEM DE PENETRAR ATÉ NO MAIOR PRESÍDIO DA AMÉRICA LATICA, CARANDIRU, EM 15/12/99, LEVANDO A MENSAGEM DO PROJETO PARA MAIS DE 7 MIL PRESOS E 3 MIL FAMILIARES, TENDO SIDO UM TREMENDO SUCESSO. NOS ÚLTIMOS 13 ANOS FOI REALIZADA TAMBÉM EM DEZENAS DE BAIRROS POBRES DE SÃO PAULO, LITORAL E INTERIOR. MAIORES INFORMAÇÕES E ADESÕES: (propaganda gratuita removida)

O irritante “recurso” de caixa alta do texto (que, todo usuário minimamente informado de internet sabe que indica falta de educação, além de atrapalhar sobremaneira a leitura) é original, não fui eu quem colocou assim. Foi o próprio Sr. Mauro Borges.

Que realmente é um desesperado por propaganda gratuita ! O cara fez merchandising na Folha de São Paulo (Caderno do Leitor, exclusivo on-line), num momento completamente inapropriado: se a carta era para comentar a morte do maior ator brasileiro, (o grande) Paulo Autran, era completamente desnecessário citar a porcaria da campanha (ONG, ou qualquer que seja a merda) que ele dirige. Como se não bastasse, vem no meu humilde blog – que tem audiência infinitamente menor do que a Folha de São Paulo – para fazer MERCHANDISING !

Ou seja: além de hipócrita, desocupado e mal-educado, não tem bom senso – e, como se fosse pouco, faz questão de tentar se meter na vida dos outros !

Mas sobre o brilhante texto (sic) que ele postou no comentário, acho interessante perceber que um jornalista e publicitário escreva tão mal, e ainda faça questão de citar Rei Lulla (além da menção à mania pobre de “nunca antes neste país”, típica de Rei Mulla) como se isso fosse bom. Esta auto-associação já fornece sólidos indícios do tipo de “mentalidade” da criatura….. Deve ser “jornalista” daquelas tranqueiras como “Caros Amigos”, “Carta Capital”, “Brasil de Fato” ou outras bizarrices do espectro PTista….(no máximo!).

Mas como se não bastasse ser desocupado, tentar (desesperadamente) fazer seu merchandising gratuitamente, e desfilar falta de educação e bom senso, não se deu ao trabalho de comentar a questão CRUCIAL do meu post inicial – afinal, caso o Sr. Mauro Borges não tenha percebido (não duvido, a julgar que todo PTista é ignorante ou apenas mal intencionado, ou ambos, numa combinação tenebrosa), eu não estava tratando nem de sua campanha ridícula, nem tampouco de sua formação acadêmica…. A questão crucial, sobre a hipocrisia e a mentalidade torpe que decerto ajudaram a colocar o Brasil na atual situação deplorável em que se encontra, era o mais importante.

Obviamente, sobre isso, nenhuma palavra. Em caixa alta ou não……

O que acaba apenas por reforçar minha teoria……

Remessa de lucros ao exterior

Mais uma vez, o PT proporciona um “espetáculo de hipocrisia” (já que o “espetáculo do crescimento” não veio).

Matéria da Folha de São Paulo traz as seguintes informações: A remessa de lucros e dividendos para as matrizes das multinacionais nos quatro primeiros anos do governo Lula foi o triplo da registrada entre 1999 e 2002, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, informam nesta terça-feira Ney Hayashi da Cruz e Fernando Nakagawa, em reportagem da Folha (exclusivo para assinantes). Segundo a reportagem, entre 2003 e 2006, no primeiro mandato de Lula, a cada US$ 10 que entraram no Brasil, outros US$ 6 foram enviados ao exterior como ganho às sedes. Nos quatro últimos anos da gestão FHC foram remetidos US$ 2 para cada US$ 10 que entraram no país. No primeiro mandato de FHC — entre 1995 e 1998– foram remetidos US$ 2,5. O ingresso de investimentos estrangeiros entre 2003 e 2006 somou US$ 62,1 bilhões, enquanto as remessas foram de US$ 37,8 bilhões, conforme os números do BC, informa a Folha.
O texto, na íntegra, está aqui.

Interessante notar que o PT sempre defendeu, entre outras coisas, a moratória da dívida externa (quando aproveitava para incendiar bandeiras dos Estados Unidos, reclamando do “imperialismo norte-americano”); sempre criticou o “capital especulativo”, diretamente ligado às críticas que fazia às privatizações (“entrega do capital nacional para os estrangeiros”, base da patética e mentirosa campanha pela reestatização da Vale do Rio Doce); sempre criticou as empresas estrangeiras, defendendo que tudo fosse do Estado brasileiro, seguindo as propostas do moderníssimo e super-bem avaliado modelo soviético (que acabou quando mesmo ?!)….

Mas decerto, agora, Rei Lulla acabará comemorando esta notícia. Ele vai dizer que é mais uma “prova” do sucesso do seu governo (sic). Então hoje é bom, mas quando ele era oposição, era ruim ?!

Mais bravatas, mais hipocrisia.

E o plebiscito, hein ?!

E, aprofundando a diversidade que comentei no post anterior, fui checar o que a “Agência Brasil de Fato” tem publicado sobre a ridícula idéia de re-estatizar a Vale do Rio Doce. Achei uma matéria aqui. Inclusive, comentei (provavelmente, os PTralhas vão deletar meu comentário, porque incomodá-los-á).

O pior de tudo não é existirem “agências de informação” como esta “Brasil de Fato”, ou a também péssima “Carta Maior” ou congêneres.

O pior é que tem gente que, por ignorância ou má-fé, acredita………

Blogs: diversidade

Devo confessar: tenho me divertido com este blog !

O leitor mais atento irá reparar que na lista de Blogs (no menu à esquerda, sob as alcunhas “Blogroll” e “Links”) “indicados” por mim, aparece uma boa diversidade…. Há blogs/autores/pessoas que defendem o PT, outros que criticam, e alguns tucanos (indecisos, que às vezes criticam, às vezes afagam, mas geralmente ficam quietos porque têm o rabo preso).

Gosto dessa diversidade ! Especialmente de opiniões !

Confesso, entretanto, que AINDA não encontrei um único PTista (ou simplatizante) que consiga reunir mais do que 2 argumentos, lógicos, concatenados, co-relacionados, numa mesma frase/sentença. Não encontrei, ainda, um PTista capaz de argumentar para defender suas posições sem recorrer a sofismas tolinhos, acusações e degradações pessoais – mas pautado por argumentos, idéias claras.

Uma pena.

Pressinto que jamais encontrarei um PTista com este perfil – porque, desconfio, não exista.

Mas ainda assim, “passeio” por estes diferentes blogs e mídias, na tentativa de localizar um “ponto fora da curva”, ou seja, um PTista com QI maior do que 0,1 e ao menos 2 neurônios, com no mínimo 1/2 sinapse. Isso já seria um progresso !

O mesmo vale para a mídia no geral….. Tomemos o Paulo Henrique Amorin, como exemplo. Um jornalista mais vendido do que tomate na feira. Tenta emplacar o termo “PIG” (Partido da Imprensa Golpista) como uma justificativa réquiem para desviar o foco da incomPTência de um grupo de pessoas que ele, Amorin, criticava quando trabalhava na Globo. Aliás, a “posição ideológica” (se não algo sofisticado demais para PHA) dele muda mais do que as “idéias” (sic) da corja PTista….. Pode ser que hoje ele mesmo já tenha mudado a sigla, de PIG para PARL (Partido dos Amigos do Rei Lulla) ….. Nenhuma surpresa !!!!!!!!!

O pior do Brasil é o brasileiro

Tentei me manter afastado da discussão envolvendo o artigo que o “apresentador de TV” Luciano Huck publicou na Folha de São Paulo (aqui, restrito a assinantes), e tudo o que seguiu ao texto – a repercussão ainda pode ser lida, no Painel do Leitor da Folha, mesmo o texto tendo sido publicado há exatos 14 dias (foi em 01/10). A Revista Veja dedicou a entrevista das páginas amarelas ao “apresentador” (desculpem as aspas, mas ainda não acho que isso seja profissão ou coisa que o valha) e tratou desta repercussão (aqui), que também gerou outras colunas, sendo as duas mais comentadas a de um tal de Férrez (disponível aqui), de quem nunca ouvi falar (e, a julgar pelo texto asqueroso, fico feliz por desconhecê-lo), e de um articulista da Folha, Nelson Ascher (aqui).

Fiquei lendo os textos (todos os citados), bem como acompanhando as cartas dos leitores, na Folha e também na Veja. Nesta semana, o assunto ganhou capa da Época (aqui). A mesma Época dedicou, ainda, bastante espaço no site, com um artigo (aqui) e o “blog da semana” (aqui) discutindo o “caso Luciano Huck”.

Bom, eu estava disposto a nem comentar esse “assunto” tamanha sua futilidade/inutilidade. O cara foi roubado (famoso ou não, é uma constante numa cidade como São Paulo), expressou seus sentimentos e opiniões publicamente, e foi massacrado pelo simples fato de não ser um hipócrita que defende os bandidos a qualquer custo, como PT, MST e congêneres adoram fazer (o “Senador ridículo”, Suplicy, foi um dos que mais agitou para que os seqüestradores do publicitário Washington Olivetto ganhassem liberdade para serem extraditados, uns para o Chile, outros para o Canadá; voltaram a seus países, onde eram livres, e não cumpriram a pena por terem seqüestrado uma pessoa “de bem”, honesta e da maior competência como Washington Olivetto…… Marilene Felinto, outra que adora defender bandidos, deve ter escrito (mal) sobre isso naquele lixo da Caros Amigos, soltando rojões!).

Mas o mau-caratismo de grande parcela dos brasileiros vai além. E só por isso resolvi tratar deste ponto.

Uma carta publicada na Folha de São Paulo de hoje, domingo, trata da morte do (grande) Paulo Autran, e revela a ignorância, a hipocrisia e a futilidade do brasileiro no geral. Reproduzo na íntegra o petardo de ignorância: Com a morte do monumental, insubstituível e inimitável ator Paulo Autran, aos 85 anos, vitima do terrível vício do cigarro fumava dois maços por dia, morreu também um pouquinho de todos nós. Dentre suas infinitas qualidades, eu não poderia deixar de lamentar profundamente aquele que sempre considerei o maior erro de sua vida, que foi sua verdadeira aversão em ser pai, sob a alegação de que filhos era sinônimo de problemas e que nunca teve paciência para conviver com crianças. Como pai de quatro lindos filhos e uma netinha simplesmente maravilhosa e encantadora, posso garantir que, infelizmente, Paulo Autran perdeu a grande oportunidade de encenar e ser o ator principal do maior e mais importante papel de sua existência, que teria sido o milagre de gerar uma criança, pela qual, com certeza ele iria se apaixonar perdidamente, transformando-se numa pessoa muito mais feliz do que realmente pensava que era. Curiosamente, talvez por uma molecagem ou castigo de Deus, Paulo Autran morreu exatamente no Dia das Crianças. Que pena! MAURO BORGES, coordenador nacional da campanha Droga Mata (São Paulo, SP)

Este Senhor Mauro Borges revela um preconceito aliado à ignorância que assegura ao Rei Mulla um lugar na história do Brasil. Além de julgar uma escolha do (grande) Paulo Autran (a de não ter filhos), aproveita para fazer demagogia e promover sua xexelenta “campanha Droga Mata”. Ora, ele que vá até Brasília, protestar contra todas aquelas drogas que estão no Congresso e no Planalto !!!!!

Usar este momento (e o espaço no jornal) para se auto-promover e ainda julgar uma escolha que o (grande) Paulo Autran fez demonstra bem o tipinho de mentalidade imbecil e torpe de muitos dos brasileiros, que ao invés de cuidarem de suas próprias vidas e buscar uma melhora, um desenvolvimento, alguma “evolução” própria, preferem criticar as escolhas de outras pessoas, julgarem, condenarem as escolhas alheias. Se ele acha que ter filhos, netos, bisnetos ou o diabo que seja, é bom, PROBLEMA DELE. Na cabecinha oca desse estropício, então, qualquer pessoa que opte por ter um estilo de vida diferente do dele está errada ?! MUITA BURRICE !!!!!

Este senhor é de uma “iguinorânsia” comparável à do Rei Lulla. É um coitado, um imbecil, cegado pela própria insignificância. O (grande) autor Paulo Autran fez sua escolha, e viveu muito bem com ela – e não gastava seu tempo criticando as escolhas de vida de outras pessoas, pois além de cultura e visão, tinha mais o que fazer. O mesmo, obviamente, não pode ser dito deste avô, ignóbil, desocupado, desesperado por atenção. Pessoalmente, concordo plenamente com o (grande) Paulo Autran: acho casamento e filhos um saco. Tenho o direito de pensar assim – mas não é por isso que saio por aí criticando as pessoas que casam, que têm filhos…. Ora, cada um vive a sua vida do jeito que achar melhor !

Esse tipo de coisa me revolta, e está no cerne da discussão iniciada pelo artigo do “apresentador” Luciano Huck (nada contra ele, haja vista que nunca assisti nenhum de seus programas, e não pretendo fazê-lo, pois tenho coisas mais úteis com as quais me ocupar). A falsidade, a hipocrisia, a falta de caráter tornam o brasileiro o PIOR do Brasil.

Enquanto a maioria do povo continuar com esta mentalidade estúpida, Lulla continuará sendo popular, continuará desviando dinheiro para o PT, e o país continuará afundado na merda.

Merecidamente.