Privatização marxista

Um EXCELENTE texto que localizei NESTE BLOG:

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Evo Morales anuncia para breve o lançamento de um jornal estatal na Bolívia, um veículo de comunicação impresso “para divulgar a verdade”, enfatiza o mandatário, a se contrapor ao discurso oposicionista da mídia tradicional que não morre de amores pelo presidente de origem indígena. O que Evo Morales não diz é que “a verdade” é a palavra oficial do governo, ou seja: propaganda.Também não diz, ou talvez não tenha noção, o que um projeto dessa índole representa. Ou seja, que as chances de um jornal com esse intuito editorial dar certo são praticamente nulas. A não ser que siga a fórmula tradicional consagrada pela história, a Rússia e o Pravda o melhor modelo, de se cercear num primeiro momento e suprimir a médio prazo a imprensa da iniciativa privada: impor o noticiário único e eliminar a diversidade. E no caso específico da Bolívia, necessário será alocar recursos do erário para distribuir ou subsidiar o veículo, de modo a atingir índices de leitura razoáveis.

A iniciativa do ex-lider cocaleiro que se insere numa proposta maior de socialização da mídia me trouxe a lembrança do pensamento de Karl Marx (quer se contrapõe a isso tudo, embora o seu nome seja evocado como referência) nos primórdios de sua atividade intelectual, então com 23 anos de idade, expresso em memoráveis artigos originalmente publicados no Rheinische Zeitung.  Mais tarde reproduzidos em jornais americanos e ingleses e reunidos em livro, editado no Brasil pela L&PM Editores, em 1999.

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Marx debate os conceitos de censura e liberdade de imprensa e então traça um perfil da mídia oficial, a mesma que Morales celebra como uma grande conquista social: “O governo ouve somente sua própria voz; sabe que ouve somente a sua voz; entretanto tenta convencer-se de que ouve a voz do povo, e exige a mesma coisa do povo. O povo, portanto, cai parcialmente numa superstição política, ou isola-se totalmente da vida política, tornando-se uma multidão privada”.

Homem castrado

Num outro artigo Marx qualifica os efeitos da censura: “Uma imprensa censurada é ruim mesmo se produzir bons frutos…um homem castrado sempre será um mau macho, mesmo se tiver uma boa voz… Uma imprensa livre é boa mesmo quando produz frutos ruins… A natureza continua sendo boa, mesmo se produzir abortos”. Mais adiante avalia a sua inconsistência: “A censura é a crítica como monopólio do governo. Mas a crítica não perde seu caráter racional quando não julga partidos, mas transforma-se em partido? Quando quer criticar, mas não quer aceitar críticas? Quando, finalmente, é tão pouco crítica que confunde
ditames do poder com ditames da razão”.

Então revela a sua própria natureza: “A censura não é uma lei, mas uma medida policial, uma má medida policial, porque não consegue o que quer, nem quer o que consegue”.Nessa mesma linha de raciocínio Karl Marx faz um desafio: “Porque nenhum Estado tem a coragem de formular através de princípios legais e universais aquilo que os censores fazem na prática? “.  Justifica: “é por isso que a administração da censura é confiada, não aos tribunais, mas a polícia”. E acrescenta: “a censura é uma medida precatória da policia contra a liberdade… A lei de imprensa pune o abuso da liberdade. A lei da censura pune a liberdade como se fosse um abuso”. Então, questiona o conceito de liberdade vigiada: “A lei da censura é uma lei suspeita contra a liberdade…Mas, em todas as esferas não é considerado uma ofensa à honra estar sob vigilância domiciliar? “.

Imprensa é o cão de guarda

O notável pensador alemão não deixou passar o debate em torno dos abusos da imprensa e a idéia em torno disso de que a mesma deve sofrer algum tipo de intervenção do Estado, como um organismo doente que deve ser assistido:  “A censura sequer é um bom médico… E apenas um cirurgião que só conhece um remédio…as tesouras. E nem sequer é um médico que tem como objetivo a saúde. É um cirurgião esteta que considera supérfluo no corpo tudo que ele não gosta”. E conclui: “Todos os dias a censura corta a carne de indivíduos intelectuais e deixa passar somente corpos sem coração, corpos sem reações, apresentado-os como saudáveis”. Marx aponta os seus efeitos nocivos: “A censura transforma todos os escritos proibidos, bons ou ruins, em artigos extraordinários”.

O pensamento de Karl Marx à respeito da imprensa, pelo menos nesta fase embrionária de sua produção intelectual, deve causar arrepios aos profetas de uma mídia, sob supervisão do Estado, ou algum tipo de controle. É o pensamento de um liberal, os mesmos princípios que nortearam os reformadores da primeira emenda na Constituição americana. Alguns anos depois, em 1849, Marx defendia-se nos tribunais da acusação de ter cometido o delito de injúria contra as autoridades, ele então editor do Neue Rheinische Zeitung e perante o juiz não mediu palavras de sua convicção quanto ao papel da mídia: “A função da imprensa é ser o cão de guarda público, o denunciador incansável dos dirigentes, o olho onipresente, a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Ou seja, Tudo que um jornal do Estado não pode, realizar.

Artigo de minha autoria originalmente publicado no Portal Imprensa em 24/01/2009 [Nelson Varón Cadena]

Pois é…..Depois, aparecem os “socialistas de merda”, aquela PTralhada que nunca passou das primeiras 20 páginas da obra de Marx, e defende algo que eles nem sequer sabem exatamente o que é……

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Mais outra asneira da asna

O que diferencia Marilena Chauí de uma asna é apenas a asa.

Se, por outro lado, asnas não têm asas, então não falta nada.

Nadica de nada.

Não sei se a declaração é verídica ou se foi falsamente atribuída – mas, a julgar pelas declarações anteriores da asna, não me surpreenderia. Fato é que fui indicado a conhecer este blog AQUI, e leio a seguinte pérola:

“A crise é um produto da mídia”: é o que pensa a pensadora profissional Marilena Chauí

PENSA A PENSADORA PROFISSIONAL ???????????????

Esta foi ótima !

Marilena Chauí não é pensadora, muito menos profissional ! E, pior: não pensa !

Basta ver o histórico da asna, AQUI.

E comparar a (suposta) declaração com alguns fatos, AQUI.

Essa matilha de boçais continua afirmando taxativamente que não existe crise, que a economia está de vento em popa.

Engraçado. São dementes, mas ainda assim engraçados. Exceto os doentes, esquizofrênicos, que não passam do patético. Coitados.

Hipocrisia e confusão: a mídia PTralha na sarjeta

Não faltam ataques e críticas dos PTralhas àquilo que eles resolveram chamar de “mídia goplista”.

Segundo a visão estreita e burra dessa corja de boçais, a maioria da imprensa seria contrária ao PT, e faria o possível e o impossível para atribuir aos santos do PT crimes que os anjinhos (que mataram Celso Daniel) jamais seriam capazes de cometer.

Pseudo-intelectuais vendidos à própria ignorância, como Marilena Chauí, vira e mexe acusam a “imprensa golpista” de tentar derrubar o coitadinho do Lulla – aquele que nunca sabe de nada, nunca viu nada.

Veja, Globo e Folha de São Paulo, geralmente, figuram entre as publicações que estariam tentando derrubar o representante dos pobres, da classe operária, dos trabalhadores – aquele presidente analfabeto, igorante e incomPTenteque locupletou o Estado brasileiro com seus “cumpanheiros”.

Por outro lado, Caros Amigos, Carta Capital e outras publicações é que seriam sérias – na visão torpe da corja de boçais dos pseudo-esquerdistas tapados.

Mas é engraçado comparar as edições desta semana de Veja e Carta Capital.

Começando pela Carta Capital:

Nos próprios corredores do Planalto admite-se a possibilidade de que o Supremo venha a declarar inconstitucional a decisão do ministro da Justiça. Neste caso, a questão teria de ser administrada diretamente pelo presidente da República. Lula seria capaz de voltar atrás? A considerar os eventos que se seguiram ao anúncio da extradição negada, CartaCapital tem sérias dúvidas a respeito.

Um caminho a ser seguido pela Itália, o de recurso à Corte de Haia, já está a ser definido, e o tribunal internacional seria solicitado por “violação dos direitos humanos”, fórmula perigosa porque, se aceita, não deixaria de criar sérios embaraços para a política exterior brasileira. A Corte, faz dois anos, manifestou-se a favor da extradição.

Não nos tira o sono o cancelamento da viagem do premier Berlusconi ao Brasil, antes agendada para março próximo. Pesam mais as considerações da The Economist, na sua última edição. Diz o semanário mais influente do mundo que as razões apresentadas “para proteger Battisti” não convencem e define como “anacrônica” a tradição do País de dar asilo a figuras contraditórias como Alfredo Stroessner e Oliverio Medina.

Enfim, toca em um ponto que coincide com o pensamento de CartaCapital: como é possível que o governo abrigue um ex-terrorista, e tanto mais alguém que cometeu seus crimes à sombra de um disfarce ideológico, enquanto teme punir os torturadores do Terror de Estado gerado pela ditadura?

Permanece o mistério: por que o Brasil negou a extradição? Arriscamos um palpite: Battisti serve a uma manobra para recompactar o PT, estilhaçado por refregas internas, recentes e nem tanto, na perspectiva das eleições de 2010.

A íntegra da matéria está AQUI.

Agora, um trecho da matéria da Veja, sobre o mesmo assunto:

Na Carta ao Leitor de sua última edição, VEJA deu crédito a Tarso Genro, ministro da Justiça, que, depois de “estudo cuidadoso” dos processos italianos, disse não ter encontrado neles provas concretas que colocassem Cesare Battisti na cena dos quatro homicídios pelos quais ele havia sido condenado à prisão perpétua em seu país. Battisti, agraciado por Genro com o status de refugiado político no Brasil, foi um dos líderes do grupo extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), desbaratado há mais de vinte anos pela Justiça italiana graças à delação premiada de Pietro Mutti, um de seus fundadores. A reportagem de VEJA refez na semana passada o mesmo estudo que Tarso Genro garantiu ter feito. Além de ler os autos de cinco tribunais internacionais, a revista entrevistou magistrados italianos diretamente responsáveis pela investigação dos crimes de Battisti. Os resultados obtidos desmentem em sua essência todos os argumentos do ministro da Justiça brasileiro. Havia a possibilidade de Tarso estar certo, mas agora há a certeza de que ele está errado.

Ao contrário do que sustentou Tarso Genro, Battisti teve amplo direito de defesa e as provas contra ele vieram de testemunhos de diversas pessoas, e não apenas da delação premiada de Mutti. O ministro brasileiro colocou em suspeição as confissões de Mutti por duas razões. Primeiro, por entender que ele se beneficiou delas ao pôr toda a culpa sobre os ombros de Battisti. Segundo, porque Mutti estaria vivendo sob identidade falsa e não poderia ser encontrado para eventualmente inocentar Battisti no caso de o processo ser reaberto. Os fatos desmentem Tarso Genro em ambos os casos. Primeiro, Mutti cumpriu oito anos de cadeia por sua parceria terrorista com Battisti e nada teria a ganhar incriminando injustamente o colega, já que delatou o grupo todo. Segundo, Mutti não mudou de identidade e pode ser facilmente encontrado – como efetivamente o foi na semana passada por repórteres da revista italiana Panorama, que, depois de saberem da decisão e dos argumentos do ministro brasileiro, também foram atrás do ex-terrorista para elucidar o caso.

A íntegra está AQUI.

Como se pode perceber, tanto Veja quanto Carta Capital apontam a mesma conclusão: o asilo político dado pelo (argh!) Ministro Tarso Genro ao terrorista italiano foi uma cagada monstruosa. Coisa, aliás, típica dessa gente do PT, CUT, MST e demais asseclas.

Agora pergunto àqueles boçais que sempre conclamam guerra à “mídia golpista”: será que a Carta Capital, do Sr. Mino Carta, repentinamente passou a integrar a “mídia golpista” ????????

O que será que estes boçais que insistem na tese da “mídia golpista” têm a dizer sobre isso ??????

Sugiro ver AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI algumas das tergiversações dessa formidável imaginação (doentia) que assombra os pretensos “representantes da esquerda”. Um dos mais engraçados, contudo, é ESTE AQUI.

Engraçado é perceber que, algumas vezes a “mídia golpista” é fonte respeitável de informações para estes esquizofrênicos, como vemos AQUI.

Então, conclui-se o seguinte: se determinado jornal, revista ou site dá uma notícia que me agrada, trata-se de fonte respeitável, crível. Se, por outro lado, a notícia não me agrada, automaticamente a fonte passa a ser parte da “mídia golpista” e, de forma bastante simples, eu passo a desqualificá-la. Mas isso só dura até a próxima notícia que me parecer favorável: aí, passo a divulgar, e volto a chamá-la de fonte “confiável”.

É assim que funciona a cabecinha oca dos PTralhas.

Coitada da esquerda…….Com representantes e defensores tão tapados, nem precisam de contraposição da direita (que, convenhamos, também anda muito mal representada, mas pelo menos nem tanto!)

A sina de canalhice da PTralhada

Que os PTralhas são uns canalhas, falsos e hipócritas, não é novidade nenhuma.

Porém, quando juntamos algumas coisinhas aqui e acolá, é realmente gritante o grau de cinismo dessa cambada de boçais.

Peguemos, por exemplo, Maria Victória Benevides.

Eis a descrição que foi feita dela em 1998:

Maria Victoria Benevides é uma das mais importantes cientistas políticas brasileiras e uma petista de primeira hora. Empreendeu sistemático estudo da nossa vida política no período entre 1945 e 1964, que resultou em três obras originais: O governo Kubitschek, A UDN e o udenismo e o PTB e o trabalhismo. Foi também uma das pioneiras no estudo da questão dos direitos humanos no Brasil. Violência, povo e política, primeiro fruto deste trabalho, é de 1983.
Professora da Faculdade de Educação da USP, Maria Victoria apresentou como tese de livre-docência uma importante reflexão teórica sobre os limites da democracia representativa, A cidadania ativa.
No últimos anos suas preocupações têm se concentrado em torno da educação para a cidadania. Daí resultaram não só artigos e ensaios sobre o tema, mas também sua participação, juntamente com o professor Fabio Konder Comparato, na criação e direção da Escola de Governo.

Contudo, na recente entrevista que ela deu à Folha de São Paulo (na íntegra aqui, restrita a assinantes), a Folha, muito boazinha e condescendente com a PTralhada, esqueceu de mencionar que a “intelectual” (acho o fim da picada usar este termo para fazer referência a qualquer PTralha, uma vez que é condição sine qua non ter QI de ameba em coma para dizer-se “petista”, mas vamos adiante…) é “petista de primeira hora”.

De qualquer forma, na entrevista, a tal criatura dá a descarga na sua suposta “intelectualidade”, aos dizer asneiras desse calibre:

E a própria Marta é vítima de muito preconceito e muita rejeição. Dela ficou o quê? O que ficou de lembrança da Marta? O “Martaxa”. A prova é que ela bateu muito contra isso. O problema é que a memória da imensa maioria dos eleitores, os mais pobres e os menos politizados, é mais curta. Marta devia ter um nível de aprovação altíssimo por causa dos CEUs, mas os CEUs foram apropriados pelos outros: ninguém diz que vai abandonar os CEUs. Deixou de ser algo exclusivo do PT. E a rejeição a Marta é muito forte porque juntou a rejeição ao PT, que piorou muito em razão do que aconteceu, à rejeição a Marta, que é grande por ela ser a Marta: ela agrega rejeição por ignorância, por preconceito, pelo grupo dela no PT.

Vários dirigentes desta horda de boçais chamada PT já vieram a público atribuir a derrota da dona MarTAXA a um suposto “preconceito”; chegou-se a afirmar, categoricamente, que o eleitor paulistano é “conservador, de direita”.

Quanta conveniência dessa cambada de imbecis !!!!!

Quando a Erundina foi eleita, pelo próprio PT, São Paulo teve um “surto” de modernidade ?!

Quando dona MarTAXA foi eleita, novamente, o eleitor deixou de ser preconceituoso ?!

Coincidência das conivências: sempre que o eleitor paulistano deixa de eleger alguém do PT, automaticamente é chamado de “preconceituoso, conservador, direitista, udenista” ou qualquer outra merda congênere.

Em suma: segundo a torpe ótica dessa gentalha escrota do PT, o eleitor só é inteligente quando elege alguém do PT ?!

Em quaisquer outras circunstância, se o PT perde, a culpa é do eleitor – claro! – que é burrinho, ingênuo, preconceituoso, se deixou enganar etc….

Se a memória do eleitor fosse tão fraquinha como afirmou Maria Victória Benevides, dona MarTAXA teria sido eleita em 2004 e/ou em 2008. Mas, ao contrário, a memória do paulistano não é fraca – nós lembramos do desastre que foi a passagem da dona MarTAXA pela prefeitura.

Por isso, ela foi reprovada DUAS vezes, e perdeu a eleição.

DUAS VEZES.

Mas retomando as baboseiras de Maria Victória Benevides, reproduzo algumas das cartas publicadas na própria Folha, de leitores indignados, como eu, com o espaço dado a esta intelectual de bosta – aliás, é o único tipo que preenche os quadros do PT:

“Causaram-me espécie as declarações da cientista política Maria Victória Benevides quando aduziu que Kassab foi fabricado por Serra: “Quem era o Kassab antes do Serra? Eu mesma nunca tinha ouvido falar dele”.
Ela pode nunca ter ouvido falar de Kassab, todavia, os eleitores de Kassab certamente acompanharam a sua brilhante carreira política, tanto é que ele foi vereador na capital, deputado estadual e deputado federal. E não se pode compará-lo aos políticos que teriam sido fabricados pelos caciques. A vida política de Kassab já existia muito antes da descoberta da nobre cientista.”
NELI APARECIDA DE FARIA (São Paulo, SP)

“”Brilhante” a posição da cientista política Maria Victória Benevides: “a classe média é a culpada pela derrota da Marta”. O único problema é o ressentimento típico da esquerda com aqueles que a derrotam.
Doutora Benevides, a classe média não corresponde a 62% do eleitorado paulistano.”
EGBERTO RODRIGUES (São Paulo, SP)

“A sra. Maria Victoria Benevides parece estar pedagogicamente, e pelo visto mentalmente, desqualificada para o exercício de sua profissão. Como uma professora titular/cientista política pode afirmar que Gilberto Kassab é um político fabricado, tendo este sido eleito vereador, deputado estadual, deputado federal (por duas vezes), foi secretário municipal, vice-prefeito e agora eleito prefeito? O mínimo que esta senhora poderia fazer é pedir desculpas, ficar quietinha e parar de dar palpites inoportunos.”
GUILHERME COTAIT (São Paulo, SP)

Uma “cientista política” paulistana, professora da USP, dizer numa entrevista a um jornal de grande circulação que nunca ouvira falar do Kassab ?! Aonde esta senhora estava com a cabeça ??????????

Mas, como de costume, sempre tem um PTralha para aplaudir os “intelectuais” do seu partidinho:

“Excelente, primorosa, louvável…. entre muitos outros adjetivos a entrevista da cientista política Maria Victoria Benevides. A Folha foi muito feliz em entrevistar uma profissional com uma visão clara do cenário político do Brasil, em particular de São Paulo. Ela explicitou os pontos favoráveis e desfavoráveis prefeito eleito Gilberto Kassab e da candidata derrota Marta Suplicy. Foi maravilhoso ler as explicações coerentes e contextualizadas. Faço votos de que todos os políticos leiam e analisem, e recomendo que os professores, principalmente do ensino médio, utilizem a matéria como objeto de estudo em suas aulas. Com certeza os alunos terão a oportunidade de ter uma visão critica e imparcial.”
JOSÉ ALBERTO DA SILVA (Diadema, SP)

O termo “imparcial”, em relação à entrevista da Maria victória Benevides, foi um primor. Do exagero de burrice.

IMPARCIAL ???????

Fala sério……..!

Com tantos adjetivos, o José Alberto da Silva (que é de Diadema, nem de São Paulo!) realmente exagerou. Muito. Demasiadamente.

Vamos ver a “imparcialidade” de Maria Victória Benevides ?! Ei-la:

A globalização alimenta esse processo, sobretudo em relação às decisões econômicas e financeiras. Para ficarmos apenas no caso brasileiro, é evidente que hoje o Banco Central tem um papel decisivo em nosso processo político, tomando decisões fundamentais, muitas delas sigilosas e fora do controle do próprio Legislativo. O presidente do BC acaba mandando mais que o presidente da República e seu ministro da Fazenda. No Brasil tudo é pior porque somos um dos primos pobres da globalização. Quem está efetivamente controlando o poder são as grandes empresas transnacionais, que acabam deslocando a chamada “classe política”. É verdade, então, que a política está se elitizando no sentido de que ela se confunde cada vez mais com o poder decisório do grande capital.

[…]

Hoje, por exemplo, vejo parte da velha UDN no governo FHC, através do que era paradoxalmente a ala mais arejada, chamada “bossa nova”, com Antônio Carlos Magalhães e José Sarney. Tivemos, até recentemente, o velho PSD com Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. O próprio Fernando Henrique, por ligações e gosto político, é próximo do PSD e da UDN, embora o pai fosse ligado aos militares comunistas. Mas ele é um homem da conciliação, dos acordos, e se aproximou muito do velho PSD, na formação do MDB.

A escolha da UDN como tema do meu doutorado foi mais ou menos automática a partir do trabalho sobre o governo Kubitschek e o PSD. A UDN era o outro lado. Meu interesse por ela veio também por procurar entender que liberais, afinal, eram esses que se intitulavam “da eterna vigilância”. Daí o subtítulo do livro: ambigüidades do liberalismo brasileiro. O partido que nascera contra o Estado Novo, em nome das bandeiras liberais, torna-se vivandeira de quartel, radicalmente antipopular – se dizia antipopulista, mas era acima de tudo antipopular – e encarna a perna civil do golpe. Por que esses liberais, que tinham como alter ego o jornal O Estado de S. Paulo, eram golpistas?

Só um detalhe: esta entrevista é de 1998 (na íntegra, AQUI).

Não dá para saber se ela está falando de FHC ou Lulla, não é mesmo ?!

Afinal, em termos de alianças, quem o Lulla tem a seu lado ?! Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá………

QUE COINCIDÊNCIA !!!!!!!!

Mais uma vez, o passado assombra a PTralhada: o que eles diziam em 1998, para criticar FHC, permanece atual, e pode ser usado para criticar o Lulla – que, coincidência ou não, integrou-se perfeitamente bem à cartilha “da direita”.

PHA: demitido

Não é uma “notícia quente”, mas Paulo Henrique Amorim foi demitido do portal iG.

A última coluna do Diogo Mainardi que trata do assunto (aqui) está impagável. Leitura obrigatória. E para ilustrá-la, recomendo ESTE link.

O “jornalista” de bosta recém-demitido já foi discutido aqui no blog anteriormente. Eu já sabia que PHA é uma ameba em conserva vendida ao PT, assim como qualquer pessoa que consiga ter um pingo de QI. Mas se houvesse ainda alguma dúvida, a defesa enfática que PHA fez do bispo Edir Macedo (quando este lançou seu livro e desandou a inventar processos judiciais falsos contra a Folha de São Paulo) seria suficiente para dirimir quaisquer dúvidas. Um “jornalista” que fica babando ovo para uma figura asquerosa como Edir Macedo mostra o não valor que tem de forma inequívoca.

Contudo, recomendo ESTA leitura, enfaticamente.

Não apenas o texto é excelente, como os comentários postados por “leitores” demonstram o grau de capacidade argumentativa dos energúmenos que defendem o PHA – um “jornalista” de bosta que idolatra a igualmente filósofa de bosta Marilena Chauí, a despeito das idéias tresloucadas e deturpadas desta pobre coitada, que tem sérios distúrbios mentais.

Sobre a demissão do PHA, contudo, preciso compartilhar algo que me parece ser um “padrão”.

Ele trabalhou na VEJA, na Rede Globo e, agora, no iG.

As 3 empresas, subitamente, tornaram-se alvo de críticas e acusações duras.

Primeira pergunta: por que ele nunca levantou nenhuma destas críticas quando era funcionário destas empresas ?

Segunda pergunta: se ele só tomou conhecimento das “malandragens” cometidas (segundo o próprio PHA, frise-se) por estas empresas DEPOIS que foi demitido, que porra de jornalista investigativo de bosta ele é ?

Terceira pergunta: será que alguma empresa (TV, revista, rádio, provedor, PT etc) vai contratar esse cara, sabendo que no dia seguinte à demissão dele, ele passará a acusar o ex-empregador de tudo o que há de pior na face da terra ?????

Quarta pergunta: parece que o PHA tem uma incrível incapacidade de aceitar trabalhar em empresas que ele mesmo, algum tempo depois, descobre serem mentirosas, trapaceiras e tudo de pior….. Ele não tem capacidade de escolher melhor seus empregadores, sendo tão “brilhante, inteligente, esperto, investigativo, bem informado” ?????????

Os Lullasíadas

Os votos e os ladrões assinalados
Que do nordeste agreste lulistano
Por artifícios nunca d’antes perpetrados
Passaram inda além das maracutaias,
Sem perigos e guerras esforçados
De quem vive na política gandaia
E da gente humilde afanaram
A grana com que tanto enricaram;
E também as memórias ingloriosas
Daqueles sem terra que foram se apossando
Com engodo e fraude das terras produtivas
Que do norte ao sul andaram invadindo,
E aqueles que por obras viciosas
Se vão da lei sempre se lixando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cassem do vernáculo e da gramática
Os erros nos discursos que fizeram;
Cale-se de Machado e de Queirós
Os textos sublimes que escreveram;
Que eu canto o peito ilustre Lulistano,

A quem as Martas e Matildes obedeceram.
Cesse tudo o que o PT antigo canta,
Que outro PT apequenado se abrilhanta.
Deste ócio parlamentar sem mais temores,
Alcança os que são de fama amigos
Trezentos picaretas e graus maiores;

Encostando-se sempre nos antigos
Companheiros de cachaça e assessores;
Foram anos dourados, entre os finos
Lençóis de fio egípcio, puros linhos;

Se esta gente que busca Ministério.
Cuja valia e obras tanto acusaste,
Não queres que padeçam vitupério,
Como há já tanto tempo que ordenaste,
E ouças mais, pois não és juiz direito,
Dar razões a quem sucede que é suspeito.

Passando ao largo o vento acalma
Mas não duraria muito a calmaria
Eis que um falso amigo denuncia
Que um senhor falto de cabelos
Traz malas cheias de alegria

Mês a mês, com acertada pontaria,
Pontualidade de antemão agradecida
Pelos súditos que dançavam a quadrilha.
Entre gentes tão fiéis e tão medrosas,
Mostra quanto pode; e com razão,

É tão fácil entre ovelhas ser leão.
Sabe bem o que o Dirceu arquitetou,
E de tudo o que viu com olho atento,
Negou e negando assim ficou,

Até mesmo quando outro companheiro
Num hotel foi pego com dinheiro.
São uns aloprados, explicou.
Mas, com risonho e ledo fingimento,
Tratá-los duramente determina,
Pois assim engana o povo, imagina.
Mas não lhe sucedeu como cuidava.
Eis que aparecem logo em companhia

Uns comparsas que freqüentavam aquela
mansão, que de bordel em nada parecia.
Corrupto já lhe chamam os inimigos,
Danoso e mau ao fraco corpo humano
E, além disso, nenhum contentamento,
Que sequer da esperança fosse engano.
Mas enxerga-se, num e noutro bando,
Partido desigual e dissonante
São muitos contra muitos; quando a gente
Começa a alvoroçar-se totalmente
Viram todos o rosto aonde havia
a causa principal do reboliço:
entra em cena um caseiro, que trazia
o testemunho sincero do serviço
que as damas ali prestavam
para tão seleta companhia,
e onde fortunas repartiam..

Não perguntava, mas sabia
As alegres badaladas que ali via.
É um suceder de ventos malcheirosos.
Denuncia a imprensa dos maldosos
que o divino comandava um corpore ativo
não explicando à roda solta a gastança
com uns cartões em prol da segurança
da coroa e do cetro lu-lalante.

São rubis, esmeraldas, diamantes,
em luzentes assentos bem cuidados,
estofados à conta do erário.
Outros serviçais todos assentados
na Ordem e no Progresso concertavam
desculpas para os tucanos que acusavam
fazendo coro com os democratas que gritavam.

(Precedem os antigos, mais honrados,
Mais abaixo os menores se assentavam);
Quando o divino alto, assim dizendo,
com tom de voz começa grave e horrendo:
– «Eternos moradores do luzente,
Estelífero Pólo e claro Assento:
sou o grande valor pros crédulos e inocentes,
de mim não perdeis o pensamento,
deveis de ter sabido claramente
como é dos fatos grandes certo intento
que por ela se esqueçam os humanos
Genoinos, Delúbios, Gregos e Romanos”

Mas em particular o esperto mui sabia,
que mentir o faz mais elegante,
Vereis como sorria e escarnecia,
Quando das artes bélicas, diante
Dele, com larga voz tratava e mentia.
Para a disciplina militar ali prestante:
“-não se aprende, senhores, na fantasia,
sonhando, imaginando ou estudando,
senão vendo, cupinchando e armando”..

Mas eis que fala falso, mas alto e rude,
da boca dos pequenos sabia, contudo,
que o louvor sai às vezes acabado.
“Tem-me falta na vida honesto estudo,
com longa malandragem misturado,
E engenho, que aqui vereis presente,
cousas que juntas se acham raramente”.

“Para servir-vos, braço às armas feito,
Para cantar-vos, minto às Musas dada;
Só me falece ser a vós aceito,
De quem virtude deve ser prezada”.
Se isto o Céu concede, e o vosso peito
Oh dígna empresa, dígno empreiteiro,
com a ladroagem mente e vaticina
olhando a sua substituta assaz divina,
a má, a ladra, a serpentuosa Medusa,
agora a seu lado, na falsidade inclusa:
“faça vista grossa para temas nauseantes”.

Falaram-lhe até que uma tal de Hipotenuza
e sua amiga uma tal de Geometria
acusam-no de comportamento ultrajante!
“Não as conheço, nunca ouvi falar,
como saber e conhecer não é meu forte,
dos amigos acuados não me afasto, me aproximo,
somos vinhos da mesma pipa, e subestimo,
aqueles que intentam me acusar.

O tempo passa, tudo há de se abafar!”
“Com a minha estimada e leda Musa
que me inspira o engodo e a farra plena,
apanágio do malandro e do farsante,
passeio pelo mundo em nau a jato,
de sorte que a justiça não me alcance,
como posso saber, se sou errante,
metamorfose ambulante?

Crédito: Lúcio Wandeck

Coincidências, apenas coincidências.

Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (aqui, na íntegra),

Um pouco mais da metade, 51,5%, dos 127,4 milhões de eleitores brasileiros aptos a votar até o final de 2007 não conseguiram completar o primeiro grau ou apenas lê e escreve. O quadro é ainda mais dramático quando somados os 6,46% de eleitores analfabetos em todo o país.
O Nordeste, sozinho, tem 4,2 milhões de eleitores analfabetos, número maior que a soma de 4 milhões de todas as demais regiões do país.  Enquanto o percentual de eleitores analfabetos é de 3,51% e 3,84% nas regiões Sul e Sudeste, os estados da região Norte e Nordeste registram 8,74% e 12,22% de analfabetos em seu eleitorado. Na região Centro-Oeste, os iletrados somavam 4,76% no final do ano passado.
Apenas 3,43% dos eleitorado têm nível superior completo. Esse índice é de 3,8% e 4,4% nas regiões Sul e Sudeste, mas de apenas 1,73% e 1,79% no Norte e Nordeste. O Centro-Oeste registra 3,64% de eleitores com nível superior.
O nível de escolaridade também confirma a grande disparidade educacional entre as regiões brasileiras e mostra um quadro parecido com o do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros fatores utilizado pela ONU.
No Norte e Nordeste, a baixa escolaridade atinge quase 58% dos votantes. Quando somados com os analfabetos, 70% dos 34,3 milhões de eleitores nordestinos não conseguiram sequer completar o primeiro grau. Ao se alistarem, 26,7% dos nordestinos declararam que lêem e escrevem, enquanto 31,19% disseram que tinham primeiro grau incompleto. No Norte, esse percentual era de 20,47% e 37,05%. No Centro-Oeste, a baixa escolaridade está entre 52% do eleitorado.

Agora, números e estatísticas curiosas:

Em 2006,  58,2 milhões de votos recebidos pelo candidato à reeleição Lulla, ou 60,83% dos votos válidos;

No Nordeste, Lulla teve 77,13% dos votos válidos; no Sul, foram 46,49%; no Sudeste, foram 56,87%; no Norte, 65,59%, e 52,38% no Centro-Oeste (números do TSE, disponíveis aqui).

Coincidentemente, Lulla teve percentual maior nas regiões com menor alfabetização e menor IDH.

Alguns farão a leitura de que os “pobres” votaram em peso num candidato que tinha maior apelo junto ao segmento; outros, mencionarão “a zelite”, e dirão que esta “zelite” tenta dar um golpe para abalar a ilibada reputação do governo “popular”. Outros, associarão o menor grau de alfabetização (e conseqüente menor capacidade de acesso e compreensão de informações que poderiam influir na decisão do voto) destas regiões à vitória de um incomPTente.

Particularmente, creio que há um peso a ser atribuído à “massa de manobra”, ou seja, uma volumosa parcela da sociedade de não busca maiores informações para formar sua opinião – e acaba sendo ludibriada por mentiras travestidas de notícias. Para o bem e para o mal.

Mas não é possível dizer que “analfabeto votou no Lulla porque é burro”.

Não acredito nisso. Até porque tem muita gente com diploma que ignora os fatos e cria ilusionismos de baixíssima honestidade intelectual para defender suas posições sectárias – como Marilena Chauí, por exemplo.

Outras pessoas, por mais bem intencionadas que sejam, têm uma lacuna involuntária entre a percepção da realidade, a leitura dos fatos, e as ações práticas. Analfabetismo funcional, talvez ?

Há, claro, as de má-fé, que votam no sujeito visando apenas algum benefício próprio – como um cartão corporativo gratuito, mordomias, cargos com salários estratosféricos, verbas etc……

E sempre haverá quem acredite apenas em coincidências……