Diminuindo

Primeiro, vamos aos números:

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) não só conseguiu se reeleger neste domingo como o fez com grande vantagem sobre sua adversária Marta Suplicy (PT). Se no primeiro turno a disputa foi apertada, com uma pequena vantagem para Kassab -pouco mais de 50 mil votos- no segundo turno a diferença entre ele e Marta superou 1 milhão de votos.  A diferença -1.338.031- é mais do que o dobro do conseguido pelo governador José Serra (PSDB) em 2004, quando derrotou Marta no segundo turno das eleições municipais por pouco mais de 590 mil votos.
Mesmo com a redução dos votos válidos -quando se excluem brancos e nulos- do primeiro para o segundo turno na eleição da capital paulista -126.198 a menos-, Kassab aumentou seu eleitorado em 1.650.135. O crescimento do prefeito reeleito de um turno para o outro representou mais do que o tucano Geraldo Alckmin obteve na primeira fase da disputa. O ex-governador teve 1.431.670 votos.
Uma das explicações para a derrota petista pode ser encontrada no fraco desempenho de Marta em conquistar novos eleitores. Do primeiro para o segundo turno da disputa o eleitorado da ex-prefeita cresceu em 364.198 votos. Já em comparação a 2004, Marta viu seu eleitorado ser reduzido em mais de 287 mil pessoas. Na ocasião, Marta obteve 2.740.152 de votos, contra os 2.452.527 de eleitores que a escolheram na disputa de hoje.
No primeiro turno, a petista já havia apresentado desempenho inferior ao que teve na disputa anterior, quando perdeu para a chapa formada por Serra e Kasab. Em comparação com a porcentagem de votos válidos, Marta também foi pior. Em 2004, teve 45,14% dos votos na disputa contra Serra. Neste ano, obteve 39,3%.

Pois é…..

A despeito das constantes, insistentes e chatas reclamações da PTralha sobre a “imprensa golpista” (aquele blábláblá mentiroso de sempre, que a imprensa representa a elite burguesa e trabalha contra os corajosos e honestos defensores dos pobres e oprimidos, ou seja, os PTistas), o colunista da Folha, Gilberto Dimenstein, escreveu um verdadeiro manifesto de admiração à MarTAXA, AQUI.

Ok, liberdade de expressão é isso aí – ele pode escrever o que quiser.

Porém, o articulista sofreu um surto PTralha agudo, e saiu a afirmar que a culpa pela derrota “não é de Marta”.

Ora, seria de quem ?????????????

Será que a arrogância da ex-prefeita não teve nenhum peso ?

Será que o rombo financeiro que ela deixou nas contas da cidade não teve nenhuma influência na decisão dos eleitores ?

Será que o baixo nível da campanha não interferiu na decisão ?

Será que a reprovação do seu (ridículo) mandato, indicada em pesquisas do Ibope e do DataFolha, não teve nenhum impacto ?

Será que o “relaxa e goza”, vindo de uma Ministra, num momento sério e delicado como foi aquele ápice do “apagão aéreo”, não contribuiu para piorar sua já depauperada imagem política ?

Convenhamos, senhor Dimenstein: São Paulo NÃO é uma cidade na qual o voto de cabresto ou a “iguinorânssia” política se dão bem. Por essas e outras, muitas outras, o PT e até mesmo o Lulla sofrem para conseguir votos por aqui.

O nível sócio-cultural é maior; as pessoas são mais bem-informadas. Mas, principalmente, as pessoas sentem no seu dia-a-dia os problemas causados pela incomPTência da MarTAXA.

O paulistano lembra dos túneis caríssimos que alagavam.

O paulistano lembra do estado precário do asfalto da cidade nos tempos da MarTAXA.

O paulistano lembra das taxas.

O paulistano lembra do triste, melancólico e patético período no final do mandato da ex-prefeita, em que a cidade ficou particularmente abandonada.

Eu, pessoalmente, lembro de ter ouvido, na época, MUITA gente que até então defendia a Marta, criticando a bagunça financeira que ela causou. Recordo-me vivamente de pessoas que trabalhavam nos CEUs inaugurados pela prefeita, mas que passaram a não receber seus salários porque a MarTAXA quebrou a cidade. Vi, li e ouvi relatos de pessoas que admiravam o PT, ou mesmo a MarTAXA, em particular, reclamando da zona que São Paulo se tornara graças à incomPTência da criadora das taxas.

Portanto, não me surpreende que dona Marta esteja DIMINUINDO a cada eleição.

Este é o futuro para esta destrambelhada: diminuir, diminuir, até sumir.

Sumirá, perdida no lixo da história política do país.

É o máximo que ela merece.

E o eleitor paulistano sabe disso.

Marta, relaxa e goza

Marta, relaxa e goza

O pior do Brasil é o Brasileiro (3)

Dando seqüência a posts anteriores (aqui e aqui), o “Painel do Leitor” da folha de São Paulo de ontem (05/07) trouxe mais um pedaço da ignorância que atrasa o Brasil, na forma de palavras:

“As aparências não enganam. A julgar pelo visual da ex-senadora Ingrid Betancourt, ou o acampamento das Farc é um “spa” ou existe armação em torno desse “fantástico” resgate. Pena que as notícias publicadas nos jornais daqui se originem sempre das agências norte-americanas. Tenho dúvidas se isto merece o nome de informação.”
PATRICIA PORTO DA SILVA (Rio de Janeiro, RJ)

A criatura aí estava preocupada com a APARÊNCIA da pessoa que passou 6 anos seqüestrada ??????? É isso mesmo ?????

Deve ser leitora da Caras……

A menção pejorativa às agências noticiosas norte-americanas não esconde o ranço burro-ideológico da autora do petardo de “iguinorânssia“….. Esta dona Patrícia, provavelmente, prefere acreditar na Carta Capital, Agência Brasil de Fato, Granma, site do MST etc…..

Mas se a dona Patrícia acha que “as aparências NÃO enganam”, quero presenteá-la com algumas imagens (que, portanto, NÃO mentem):

O que será que dona Patrícia acha do spa do Alvorada ?????

Investimento e o Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, divulgou nota em que considera a elevação do Brasil à categoria de grau de investimento (investment grade) pela Standard & Poor`s “o reconhecimento por parte do mercado internacional do êxito das mudanças pelas quais passou a economia do país”. Coutinho afirma ainda que o ciclo virtuoso de crescimento com estabilidade terá prosseguimento. O executivo pondera que a concessão do grau de investimento em um período de dificuldades na economia internacional confirma a visão de que os fundamentos da economia brasileira “estão cada vez mais sólidos”. Para Coutinho o “forte” desempenho dos títulos da dívida externa brasileira durante a crise já sinalizava que, para os investidores internacionais, a turbulência financeira não afetava diretamente a economia do país. (FONTE: Valor Online, aqui)

Esta é apenas uma das centenas de opiniões disponíveis em portais noticiosos após a divulgação de que o Brasil foi “promovido” pela agência Standard & Poor´s.

Obviamente, a PTralhada, agora, vai comemorar.

Primeiro ponto: irão comemorar algo que eles sempre criticaram……

Em 2002, quando o risco-país estava subindo rapidamente, devido às chances cada vez maiores da vitória do Lulla, o PT desdenhava desse tipo de métrica. Todas as previsões e análises de órgãos internacionais, incluindo a mídia econômica (Financial Times, Wall Street Journal, The Economist e afins), eram caracterizadas pelo PT (e pelo Rei Mulla, inclusive) como chantagem, ou simplesmente como bobagem.

Hoje, porém, o site do PT (aqui e aqui) enaltece as análises destes mesmos meios !!!!!!! Basta ver aqui: citam BBC, Financial Times e a própria Standard & Poor´s.

Ué, mas eles não criticavam essas instituições ? Estas não são as mesmas organizações que causavam a disparada do risco país devido ao medo das maluquices do Lulla e de seu séquito de boçais, em 2002 ?

E hoje o site do PT está enaltecendo as análises destas mesmas organizações ????????????????

Segundo ponto: a PTralhada está comemorando o quê ????????????

O que foi que ELES fizeram que levou a este resultado ?A manutenção da política econômica do FHC.

Portanto, estão celebrando o nada.

O niilismo petista.

O pior é que muita gente, por ignorante, mal-informada ou mal-intencionada, acreditará. Sem informação, sem conteúdo, sem conhecimento e sem algum resquício de senso crítico, vai acreditar nas mentiras da corja de pilantras dessa agremiação criminosa chamada PT.

O povo mal-informado lê uma bobagem como esta aqui, no site do PT:

Para o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini, o fato histórico vai melhorar ainda mais a economia brasileira, já em franca expansão.

“Essa mudança vai garantir a atração de mais investimentos de longo prazo, para a geração de mais renda, riquezas e empregos no País”, afirmou Berzoini.

Segundo ele, a obtenção do grau de investimento é o coroamento de todo o esforço desenvolvido pelo governo Lula desde 2003.

“Com seriedade e ousadia, a política econômica desenvolvida até agora possibilitou o crescimento com distribuição de renda e absoluto controle das contas internas e externas”.

Para Berzoini, todo o projeto desenvolvido pelo governo Lula, se já tinha o respaldo da sociedade brasileira, agora alcançou também o mercado externo, como ficou demonstrado pela decisão da Standard & Poor’s. “Os s analistas internacionais que acompanham a solvência dos países perceberam claramente as condições sólidas da economia brasileira”.

Depois, acredita !!!!!!!!!

O “esforço desenvolvido pelo governo [sic] Lula desde 2003”, citado no texto, representa, na verdade, a manutenção daquilo que começou no governo do Itamar, seguiu durante FHC e foi mantido pela Mulla (inclusive pela incomPTência para propor qualquer coisa diferente).

Fica a recomendação, a despeito da euforia causada pela boa notícia, de muita cautela.

Sugiro o vídeo com uma análise do Financial Times, aqui.

Como sempre digo: é preciso estar bem-informado para não acreditar em mentiras, como estas ou estas. Para os menos letrados ou um pouco mais lesados, parecem textos sérios, soam a análises corretas – quando, na verdade, são um amontoado de mentiras e bobagens, mal escritas e especialmente mal fundamentadas; meros sofismas verborrágicos, vulgarmente chamados “pega-trouxa”.

Finalmente, mais uma observação, para fechar: nas “notícias” postadas no site do PT, a fonte das informações é o Portal G1.

Não seria nada demais, afinal é um portal de internet com boa diversidade de assuntos. Contudo, a Globo, dona do Portal G1, não é parte da “mídia golpista” que o PT sempre critica – e a quem atribui golpes e tentativas de minar o “governo Lulla” ????????

Por que o próprio PT usa um site pertencente à Globo, se a Globo é o maior mal, o maior câncer do Brasil ? A Globo não é, afinal, a representação da “oligarquia imperialista e retrógrada, coronelista” e sei-lá-mais-o-quê ?

Novamente, o PT mostra sua falta de caráter, sua hipocrisia, sua asquerosa prática mentirosa e duas-caras: quando Globo, Veja, Folha de São Paulo ou qualquer outr oemio de comunicação divulga qualquer coisa que possa ser usada (ainda que deturpada aqui ou acolá) para “elogiar” o PT, aí eles citam. Quando estes mesmos meios (Veja, Globo, Folha) criticam o PT ou divulgam notícias “ruins” (para eles), imediatamente são desqualificados, chamados de “PIG” ou qualquer outra coisa.

CONVENIENTE, NÃO ???????????????

PHA: demitido

Não é uma “notícia quente”, mas Paulo Henrique Amorim foi demitido do portal iG.

A última coluna do Diogo Mainardi que trata do assunto (aqui) está impagável. Leitura obrigatória. E para ilustrá-la, recomendo ESTE link.

O “jornalista” de bosta recém-demitido já foi discutido aqui no blog anteriormente. Eu já sabia que PHA é uma ameba em conserva vendida ao PT, assim como qualquer pessoa que consiga ter um pingo de QI. Mas se houvesse ainda alguma dúvida, a defesa enfática que PHA fez do bispo Edir Macedo (quando este lançou seu livro e desandou a inventar processos judiciais falsos contra a Folha de São Paulo) seria suficiente para dirimir quaisquer dúvidas. Um “jornalista” que fica babando ovo para uma figura asquerosa como Edir Macedo mostra o não valor que tem de forma inequívoca.

Contudo, recomendo ESTA leitura, enfaticamente.

Não apenas o texto é excelente, como os comentários postados por “leitores” demonstram o grau de capacidade argumentativa dos energúmenos que defendem o PHA – um “jornalista” de bosta que idolatra a igualmente filósofa de bosta Marilena Chauí, a despeito das idéias tresloucadas e deturpadas desta pobre coitada, que tem sérios distúrbios mentais.

Sobre a demissão do PHA, contudo, preciso compartilhar algo que me parece ser um “padrão”.

Ele trabalhou na VEJA, na Rede Globo e, agora, no iG.

As 3 empresas, subitamente, tornaram-se alvo de críticas e acusações duras.

Primeira pergunta: por que ele nunca levantou nenhuma destas críticas quando era funcionário destas empresas ?

Segunda pergunta: se ele só tomou conhecimento das “malandragens” cometidas (segundo o próprio PHA, frise-se) por estas empresas DEPOIS que foi demitido, que porra de jornalista investigativo de bosta ele é ?

Terceira pergunta: será que alguma empresa (TV, revista, rádio, provedor, PT etc) vai contratar esse cara, sabendo que no dia seguinte à demissão dele, ele passará a acusar o ex-empregador de tudo o que há de pior na face da terra ?????

Quarta pergunta: parece que o PHA tem uma incrível incapacidade de aceitar trabalhar em empresas que ele mesmo, algum tempo depois, descobre serem mentirosas, trapaceiras e tudo de pior….. Ele não tem capacidade de escolher melhor seus empregadores, sendo tão “brilhante, inteligente, esperto, investigativo, bem informado” ?????????

DIÓGENES JOSÉ CARVALHO DE OLIVEIRA, sortudo

DIÓGENES JOSÉ CARVALHO DE OLIVEIRA.

Este é o nome dele. A “ficha corrida” é simplesmente impecável:

A revolução de Março de 1964 o encontrou como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sentindo-se perseguido, fugiu para o Uruguai, onde ingressou, em 1966, no recém-criado Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) de Leonel Brizola. Ainda nesse ano, arranjado por Brizola, foi fazer curso de guerrilha em Cuba, onde ficou um ano e se destacou como especialista em explosivos. Em 1967, já no Uruguai, tomou consciência de que Brizola era muito de falar e pouco de agir. Diógenes queria, ardentemente, exercitar o que aprendera na ilha de Fidel. Retornou ao Brasil e, em Porto Alegre, conheceu Almir Olímpio de Melo (“Paulo Melo”), que o conduziu a Onofre Pinto, em São Paulo, que também se havia desiludido com o comandante Brizola.

Em Março de 1968, concretizou- se o congresso de fundação da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) – organização comunista criada para derrubar o regime pela luta armada – cuja primeira direção ficou constituída por Wilson Egídio Fava, Waldir Carlos Sarapu e João Carlos Kfouri Quartim de Morais, pelo grupo dissidente da Política Operária (POLOP), e Onofre Pinto, Pedro Lobo de Oliveira e Diógenes José Carvalho de Oliveira, pelo núcleo de remanescentes do MNR. Diógenes conseguiu, assim, iniciar uma longa trilha de sangue, realizando algumas dezenas de ações terroristas na capital paulista, dentre as quais assaltos a bancos, explosões de bombas e assassinatos. O que se segue é, apenas, uma pequena, uma pálida idéia do que praticou esse militante comunista.

  • No início da madrugada de 20 de Março de 1968, participou do atentado que fez explodir uma bomba-relógio na biblioteca da USIS, no consulado dos EUA, localizado no térreo do Conjunto Nacional da Avenida Paulista. Três estudantes amigos, que caminhavam pelo local, foram feridos: Edmundo Ribeiro de Mendonça Neto, Vitor Fernando Sicurella Varella e Orlando Lovecchio Filho, que perdeu o terço inferior da perna esquerda.
  • Na madrugada de 20 de Abril de 1968, preparou mais uma bomba, desta vez lançada contra o jornal “O Estado de São Paulo”, que funcionava na esquina da Rua Major Quedinho com a Rua Martins Fontes; do mesmo modo que a anterior, a explosão feriu três inocentes
  • Na madrugada de 22 de Junho de 1968, participou do assalto ao Hospital do Exército em São Paulo, localizado no Cambuci. Fardados de tenente e soldados, cerca de 10 militantes da VPR renderam a guarda e roubaram nove fuzis FAL, três sabres e quinze cartuchos 7,62 mm
  • Na madrugada de 26 de Junho de1968, fez parte do grupo de 10 terroristas que lançou um carro-bomba contra o Quartel General do então II Exército, no Ibirapuera, matando um dos sentinelas, o soldado Mario Kosel Filho, e ferindo mais seis militares.
  • Em 01 de Agosto de 1968, participou do assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, localizado na Rua Joaquim Floriano, 682, no bairro do Itaim, com o roubo de NCr$ 46 mil.
  • Em 20 de Setembro de 1968, participou do assalto ao quartel da Força Pública, no Barro Branco. Na ocasião, foi morto a tiros o sentinela, soldado Antonio Carlos Jeffery, do qual foi roubada a sua metralhadora INA.
  • Em 12 de Outubro de 1968, participou do grupo de execução que assassinou o capitão Chandler, do Exército dos EUA. Foi Diógenes quem se aproximou do capitão – que retirava seu carro da garagem, na frente da mulher e filhos – e nele descarregou os seis tiros de seu revólver Taurus calibre 38.
  • Em 27 de Outubro de 1968, participou do atentado à bomba contra a loja Sears da Água Branca.
  • Em 06 de Dezembro de 1968, participou do assalto ao Banco do Estado de São Paulo (BANESPA) da Rua Iguatemi, com o roubo de NCr$ 80 mil e o ferimento, a coronhadas, do civil José Bonifácio Guercio.
  • Em 11 de Dezembro de 1968, participou do assalto à Casa de Armas Diana, na Rua do Seminário, de onde foram roubadas cerca de meia centena de armas, além de munições. Na ocasiao, foi ferido a tiros o civil Bonifácio Signori.
  • Foi o coordenador do assalto realizado em 24 de Janeiro de 1969, ao 4º RI, em Quitaúna, com o roubo de grande quantidade de armas e munições e que marcou o ingresso de Carlos Lamarca na VPR.
  • Em 02 de Março de 1969, Diógenes e Onofre Pinto foram presos na Praça da Árvore, em Vila Mariana.
  • Um ano depois, em 14 de Março de 1970, foi um dos cinco militantes comunistas banidos para o México, em troca da vida do cônsul do Japão em São Paulo.
  • Diógenes ficou pouco tempo no México, indo rever seus amigos em Cuba, onde ficou por cerca de um ano. Em 25 de Junho de 1971, saiu de Cuba e foi para o Chile, que havia se tornado, com Allende, a nova “Cuba sul-americana” . Com a queda de Allende, em Setembro de 1973, retornou ao México e daí foi para a Europa, onde esteve em diversos países, dentre os quais a Itália e a Bélgica.
  • Em fins de 1974, radicou-se em Lisboa, onde permaneceu um ano.
  • Em Janeiro de 1976, iniciou seu périplo africano, onde foi para Angola e Guiné-Bissau, sempre junto com sua então companheira Dulce de Souza Maia, a “Judith” da VPR.
  • Em 1979 e em 1981, representando o governo de Guiné-Bissau, esteve no Brasil por alguns dias.
  • Em 1986, era o assessor do vereador do PDT Valneri Neves Antunes, antigo companheiro da VPR e fazia parte do movimento “Tortura Nunca Mais”.

Na década de 1990, ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus líderes mais influentes.
Era o Diógenes da VPR.
Hoje, é o Diógenes do PT
Atualmente é o presidente do Clube de Seguros da Cidadania, em Porto Alegre, órgão encarregado de coletar fundos para o PT.

Como já anotara o jornalista Elio Gaspari (veja aqui), o ilustre “Diógenes do PT” foi agraciado, pelo não menos ilustre Ministro da Justiça ( o PTralha Tarso Genro), com vencimentos de R$ 1.627,72 mensais, fora uma bolada de mais de 400 MIL REAIS a título de “anistia”.

Eis os detalhes:

Publicada no Diário Oficial da União de 24 de janeiro de 2008 – pág. 38
Ministério da Justiça – GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 112 DE 23 DE JANEIRO DE 2008
O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 e considerando o resultado do julgamento proferido pela
Comissão de Anistia, na 75ª Sessão realizada no dia 06 de setembro de 2007, no Requerimento de Anistia nº 2003.01.17477, resolve: Declarar DIÓGENES JOSÉ CARVALHO DE OLIVEIRA portador do CPF nº 428.216.490- 53, anistiado político, concedendo-lhe reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal,
permanente e continuada, correspondente ao cargo de Auxiliar Administrativo, conforme informado pela Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul – CEEE – GT, no valor de R$ 1.627,72 (um mil, seiscentos e vinte e sete reais e setenta e dois centavos), com efeitos retroativos da data do julgamento em 06.09.2007 a 05.10.1988, perfazendo um total retroativo de R$ 400.337,73 (quatrocentos mil, trezentos e trinta e sete reais e setenta e três centavos), e a contagem do tempo, para todos os efeitos, do período compreendido entre 06.06.1966 e 10.10.1979, nos termos do artigo 1º, incisos I, II e III da Lei nº 10.559, de 2002.

Isso é o PT.

Isso é o que o PT vem fazendo: dilapidando o erário. Fudendo o Brasil.

FIM

Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.
Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens.

Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou.
Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas.

Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República.
Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo.

Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas.

Este artigo, de autoria de Roberto Mangabeira Unger, foi publicado na Folha de São Paulo de 15/11/2006 (aqui, para assinantes).

Atualmente, Roberto Mangabeira Unger é Ministro (ver aqui) do “governo mais corrupto de nossa história nacional”.

Isso é o Brasil. 

No vermelho das mentiras

Descobri, graças ao Orkut (aqui), um blog (aqui), que, pelo que é indicado no Orkut, parece ser uma fonte de mentiras para PTistas irritados e ansioso por espalhar boatos e distorções de fatos. O autor do blog, Eduardo Guimarães, posta alguns textos que posteriormente são disseminados por pessoas com má-fé ou pouca informação.

O título do blog não me parece adequado à quantidade de mentiras e invenções que ele traz – pois construir uma democracia com base em falsas afirmações é um erro. Vou pegar, como exemplo, um texto que foi usado na comunidade do Orkut supracitada: uma usuária do Orkut postou o texto “picadinho”, como se fosse seu. Eu inseri alguns questionamentos, e ela não respondeu até o momento (quem sabe se, algum dia, comprar um cérebro, consiga).

O texto em questão trata das diferenças entre os governos FHC e Lulla. Estou transcrevendo a íntegra do texto abaixo (o original está em itálico e vermelho), e aproveito para tecer meus comentários ponto a ponto, confrontando alguns dados e fatos vis-a-vis, tentando esclarecer as mentiras e deturpações tão corriqueiras aos mentecaPTos.

No branco dos olhos
por Eduardo Guimarães

Já desmontamos aqui a falácia de que quem apóia o governo Lula são os “desinformados” e “incultos”. Debruçamo-nos sobre uma das últimas pesquisas de opinião consideradas “confiáveis” (Datafolha) e descobrimos que até nas classes A e B (alta e média-alta) o apoio ao presidente da República é fortemente majoritário. Agora, que tal verificarmos se é verdade que o governo de Lula é mera continuação do de FHC?
Vamos chegar a um acordo: o Datafolha pertence à Folha da Manhã — empresa que edita a Folha de São Paulo. Freqüentemente, a Folha é acusada de defender os tucanos, e é classificada como sendo “mídia golpista” (ou qualquer termo equivalente). Minha dúvida: o Datafolha é ou não é confiável ?
É preciso estabelecer um peso e uma medida: recorrer à Folha de São Paulo e/ou ao Datafolha é recorrer à mídia golpista ou trata-se de “fonte confiável” ? Caso contrário, ficamos assim: quando a Folha de São Paulo, o Datafolha, a Veja ou qualquer outro meio de comunicação revela notícias que direta ou indiretamente beneficiam o PT, aí trata-se de “imprensa séria”; quando, por outro lado, os mesmos jornais, revistas e afins publicam qualquer coisa que possa, direta ou indiretamente, prejudicar o PT, subitamente tornam-se “mídia golpista”, ou “imprensa da direita” ou coisa que o valha. É isso mesmo ou precisa desenhar ????

Você lê isso todo santo dia nos jornais, mas nunca lhe explicam por que é que dizem isso. Você, que é antipetista e pró-tucanos, que acha que o Brasil está indo bem por mérito de FHC e não de Lula, sabe dizer por que é que o governo petista seria igual ao tucano?
Eu, pessoalmente, não diria “igual”, mas “muito pior”. Há uma série de razões, sim — mas vamos ver quais são, afinal, as diferenças apontadas pelo ilustre Eduardo Guimarães…..

Ficou em dúvida, não é? Sabe por que? Porque você não pede explicações à mídia quando ela implanta essas teses prontas em seu cérebro. Então, vamos analisar a questão mais profundamente. Eu sei que você, viciado em grande mídia, não está muito acostumado a pensar sozinho, mas fazê-lo lhe fará bem. Você vai ver.
Não, eu não tenho dúvida nenhuma…. Mas novamente vem o ataque à “grande mídia”. Mas péraí: dois parágrafos acima, o Eduardo recorreu a uma pesquisa do Datafolha como sendo confiável, e agora já tasca a mania persecutória da “mídia golpista” ?! Decida-se, senhor Eduardo, por favor !!!!
Mas vamos ver quais são, afinal, os argumentos do Eduardo.

O que é igual nas políticas econômicas do PT e do PSDB? Os juros, por exemplo? Não é verdade. A taxa Selic, depois do crítico primeiro ano do governo Lula (2003), veio caindo mês a mês. Só parou de cair nas três últimas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) por causa da crise americana. Na época de FHC, quando havia uma crise de liquidez de algum paiseco de qualquer parte, os juros explodiam. Agora, apenas param de cair.
O ilustre Eduardo Guimarães parece desconhecer o que significa “taxa de juro real” e “taxa de juro nominal”. Há uma diferença relevante entre os termos, que merece ser mais estudada. Sugiro começar aqui, e depois aqui. Depois que compreender o básico, há algumas idéias mais “avançadas” disponíveis aqui e aqui.
A taxa de juros básica do Brasil (a Selic) mantém-se entre as mais altas do mundo, desde FHC — e continua assim desde 2003 (Lulla), sem NENHUMA alteração. Veja uma notícia de Janeiro de 2008, da “Agência Brasil” (fonte OFICIAL do governo brasileiro) aqui. Como se não bastasse, uma explicação bastante didática está aqui:
O Brasil tem hoje a terceira maior taxa nominal de juros do mundo. A Selic de 11,25% é superada pelo juro básico da Venezuela, de 21,7%, e da Turquia, de 16%. Mas em termos reais a taxa brasileira é a segunda, e pode voltar este ano a liderar de novo o ranking dos maiores pagadores mundiais. O juro real brasileiro, de 6,6%, só perde para o da Turquia, de 7%, segundo o ranking elaborada pela consultoria UP Trend. Como a diferença é pequena e os juros turcos vêm caindo, a expectativa do economista-chefe da consultoria, Jason Vieira, é de que em algum momento de 2008 o Brasil possa retomar a liderança. Os 40 países pesquisados pela UP Trend pagam, em média, juros nominais de 5,98%, e, em termos reais, de 1,2%.
(FONTE: Valor Econômico, disponível na íntegra aqui)

Ah, o Brasil continua produzindo superávit primário? Sim, continua, porque essa não é uma decisão de Estado que pode ser revertida. A menos que se coloque um tarado na Presidência – como a Heloísa Helena, por exemplo, que disse que resolveria todos os problemas do país por decreto se chegasse ao poder.Mentira. Lulla e o PT sempre disseram que o superávit primário era uma distorção da Política Econômica do Brasil, e deixavam claro que tratava-se de “falta de vontade política”. Porém, depois que assumiram, não fizeram outra coisa senão AUMENTAR o percentual do superávit primário. Neste sentido, não é “igual” ao FHC, mas “pior”.

Se a adoção do superávit, como diz o Eduardo, “não é uma decisão de Estado”, é uma decisão a ser tomada por quem ? Pelo Papa ?

 

 

 

 

 

Quando FHC governou, havia espaço para políticas mais autônomas. Ele pegou um país com as dívidas interna e externa baixas. A primeira, porque Collor deu o calote com o confisco da poupança e, assim, fez a dívida interna chegar ao nível mais baixo em décadas, e a segunda, porque o endividamento externo ficou paralisado desde a crise do México, no início dos anos 1980. Mas como o presidente tucano, além de ter vendido mais de cem bilhões de dólares de patrimônio público, para manter o câmbio fixo que o elegera em 1994 – e que pretendia que o reelegesse em 1998 – ainda contraiu vultosos empréstimos internacionais (só em 1999, pediu 40 bilhões de dólares aos EUA, ao FMI e ao Clube de Paris), a dívida externa quase que dobrou durante seus oito anos de governo, e a dívida interna cresceu uns mil por cento.
Infelizmente, mais uma vez o Eduardo pauta seu texto por achismos – ou mentiras, não sei. Ele poderia ter consultado o site da Secretaria do Tesouro Nacional (aqui) e localizado os números antes de escrever bobagens.
O fato é que a dívida pública do Brasil, em Dezembro de 2002, era de R$ 929.323.000.000 (em números arredondados). Foi, portanto, com este montante de dívidas (interna + externa) que começou o mandato Lulla. Em Novembro de 2007 (último mês com totalização disponível), o mesmo montante (soma da dívida interna + dívida interna) era de R$ 1.340.925.000.000. Os números, numa leitura inicial, parecem astronômicos. Estão disponíveis numa planilha em Excel, aqui. Há diversos critérios disponíveis no site (do Tesouro Nacional) para a contabilização das dívidas, mas basta manter alguma coerência para fazer comparações – quaisquer que sejam os critérios.
Outra coisa: seria interessante se o Eduardo Guimarães explicasse, de forma bastante didática, porque ele entende que “Collor deu o calote com o confisco da poupança e, assim, fez a dívida interna chegar ao nível mais baixo em décadas“. Ou seja: qual a relação, exatamente, entre o confisco da poupança promovido pelo Collor e o valor da dívida interna ?

Como é que o governo Lula é igual ao de FHC, então? O tucano aumentava os juros (durante o governo FHC, a Selic subiu a mais de 40%) e o petista diminui. Um endividava o país e o outro paga as dívidas do antecessor, além de não pedir um centavo emprestado. Um fez o país recorrer duas vezes ao FMI, o outro tirou o país do FMI.
Ninguém “tirou” o Brasil do FMI. Uma consulta ao site do próprio FMI mostra a situação do Brasil, atualmente e desde 1946 (ano em que o Brasil ingressou no FMI), aqui. Aliás, o site do FMI tem uma série (grande) de dados e análises sobre o Brasil, que merecem uma leitura ocasional….
Além disso, retomemos o objetivo inicial do Sr. Eduardo Guimarães: se o intuito era mostrar as “diferenças” entre FHC e Lulla,o argumento é um tiro no pé, pois apenas demonstra que Lulla continuou a ter medo do FMI e submeter-se às regras do Fundo. Coisa que o PT passou 20 anos criticando……….(neste sentido, algumas leituras interessantes estão aqui, aqui e aqui). Complementarmente, aqui.

 

A imprensa diz que tudo que Lula tem conseguido na economia é mérito de FHC. Lula só teria o mérito de ter “continuado” o que fez o tucano. Só que nunca lhe dizem o que é que Lula continuou do que FHC fazia. O país está indo bem. A inflação está controlada (apesar de a mídia divulgar só os preços que sobem e nunca os que caem) e, apesar disso, o PIB cresce com um vigor que não apresentava desde os anos 1970. E o mérito é de FHC…. Por que? A vítima da lavanderia de cérebros midiática não pergunta nada. Só acata. A mídia não diz o que foi que FHC fez que agora está permitindo a Lula governar tão bem. Dizem apenas que Lula “continua” o que FHC fez.
Nenhum argumento, apenas retórica. Vamos para o próximo.

 

Lula não continua nada. O câmbio flutuante e o superávit primário são políticas públicas da era FHC, só que o câmbio flutuante era uma reivindicação do PT quando era oposição ao governo FHC e este o adotou na marra quando o mercado o obrigou a desvalorizar o real no início de 1999. Até a eleição presidencial de 1998, quando FHC se reelegeu, ele dizia que não era necessário deixar o câmbio flutuar ou sequer desvalorizar o real. Já no caso do superávit primário, um país endividado que não aceitar essa poupança compulsória que garante o pagamento das dívidas do país, será boicotado pelos investidores estrangeiros e terá dificuldades até para financiar seu comércio exterior. O Brasil já tentou enfrentar o sistema financeiro internacional nos anos 1980, com a moratória decretada pelo ex-ministro Dilson Funaro, e o resultado foi um desastre pelo qual estamos pagando até hoje.
Engraçado: durante 20 anos, o PT defendeu o calote aos organismos internacionais – especialmente o FMI. Depois, quando assumiu, não apenas continuou pagando os juros das dívidas (inclusive com o FMI), como fez questão de amortizar o montante total de SDR com o FMI (detalhes, aqui).
Temos, assim, mais uma “não diferença” entre FHC e Lulla: o primeiro mandou esquecer o que escrevera, e o segundo fez o possível para que esquecessem tudo o que ele passou 20 anos dizendo !

Mas como resumir todo um governo apenas por conta de dois vértices de sua política econômica? Ah, temos os programas sociais também, não é? Não dizem que o Bolsa Família é criação de FHC? Essa é a maior das mentiras. Aproveitam-se do fato de que FHC copiou um programa de transferência de renda, baseado em experiências de outros países. Só que fez para inglês ver. Investia nele uma miséria. Porém, tentam fazer você crer que o Bolsa Escola ou o Vale-gás têm alguma coisa que ver com o maior programa de transferência de renda do mundo. Não tem. O que importa não é a natureza do programa e sim como ele é implementado. O atual governo gasta uma quantidade de recursos com a transferência de renda que nunca governo nenhum cogitou gastar. E isso incomoda, porque setores mais bem aquinhoados da sociedade perderam recursos para os setores beneficiados pelo Bolsa Família.
Muita retórica, muita bobagem, e nenhum argumento.
Qual a diferença entre os programas de transferência de renda do FHC e o do Lulla ?
Só o valor ?
Ou existe mais alguma diferença ??????

Para quem pretendia explicar detalhadamente as tais diferenças (que eu ainda não vi), o texto carece de fatos…….

 

Outro cavalo de batalha da mídia é o lucro dos bancos. Freqüentemente você vê nos jornais que este ou aquele banco teve lucro recorde. No dia em que escrevo isto, os três maiores jornais do país tocam bumbo sobre o lucro do Bradesco, como se quisessem dizer que o governo diz que é pelo social mas está beneficiando mesmo os ricos. É uma tese malandra que faz acreditar que é ruim a solidez do sistema bancário. Na época de FHC, eles não eram sólidos e eu, você, todos nós tivemos que doar dinheiro aos bancos (via PROER), porque nenhuma economia é sólida se seu sistema bancário não for também. E hoje os bancos estão lucrando com o dinheiro de suas operações, sem precisarem ser socorridos com dinheiro público.
Uma concatenação de mentiras e meias-verdades – e, pior: as afirmações aqui contradizem a conclusão, lá no último parágrafo do (paupérrimo) texto do ilustre Eduardo.
A solidez do sistema bancário é necessária em qualquer país que pretenda desenvolver-se – porém, os lucros do sistema bancário estão cada vez mais calcados no aumento desenfreado das tarifas bancárias. Este “fenômeno” começou ainda no mandato FHC, e continua, até hoje. Aliás, está é piorando ! Mais uma prova de que a suposta “diferença” que o senhor Eduardo tenta criar fajutamente inexiste.
Atualmente, as tarifas bancárias cobradas dos consumidores dos serviços bancários são suficientes para pagar 102% das despesas com pessoal dos maiores bancos do Brasil – um índice nunca antes atingido na história desse país. Maiores detalhes estão aqui. Dizer que “hoje os bancos estão lucrando com o dinheiro de suas operações, sem precisarem ser socorridos com dinheiro público” é uma meia-verdade perigosa: eles estão, isto sim, ancorados no abuso das tarifas, que nenhum governo (nem FHC, nem Lulla) coibiu.
Nenhum dos dois, Lulla ou FHC, teve coragem de “enfrentar” os grupos econômicos que mandam e desmandam….(e que, em campanhas eleitorais, quando todos os candidatos precisam dos votos de milhões de incautos, são criticados duramente)
Olha aí mais uma “não diferença” !!!

 

 

Temos outras diferenças fundamentais entre o governo do PSDB e o do PT. Vocês sabem por que a crise americana – que é muito pior do que as crises de paisecos da era tucana – não está nos afetando e, de acordo com todos os economistas de todas as tendências, não deverá nos afetar significativamente ? É porque hoje o Brasil depende muito menos do comércio exterior com os americanos e europeus do que na época de FHC. Eu mesmo viajarei à África em pouco mais de duas semanas para fazer negócios com um dos muitos países daquele continente que passaram a importar fortemente do Brasil. A diversificação dos mercados-alvos das nossas exportações tornou o Brasil menos dependente dos países ricos. Hoje comerciamos com as três Américas, com a Europa, com a Ásia, com a África… Não dependemos mais unicamente de americanos e europeus.
Aqui, infelizmente, o senhor Eduardo escorrega no tomate e cai sentado na banana.
O ilustre Eduardo tenta enganar o leitor ao mencionar uma suposta “diversificação dos mercados-alvo das nossas exportações”, o que é uma mentira deslavada. Notícia publicada HOJE (na íntegra, aqui): Os países da União Européia foram o destino das exportações brasileiras que registraram o maior crescimento no ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Foram embarcados US$ 40,4 bilhões, ou 29,7% a mais (pelo critério de média diária). Mas considerando-se um único país e em volume de negócios, a liderança continua a ser dos Estados Unidos, para onde o Brasil exportou US$ 25,3 bilhões em 2007 – nesse caso, um aumento percentual de apenas 1,8% ante o total remetido em 2006. Os números do comércio exterior com a União Européia, que tem 27 países membros e cerca de 500 milhões de habitantes, mostram que o Brasil está ganhando mercado no bloco, já que o aumento das vendas para a região superou o incremento total das exportações brasileiras no ano passado, que foi de 16,6%.
O senhor Eduardo precisa se informar melhor, com urgência !!! Recomendo que ele consulte as tabelas disponíveis diretamente no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, aqui. Neste link, é possível comparar as exportações e importações brasileiras por blocos econômicos ou países, de 2001 a 2007. Se conseguir entender os números das tabelas, ele verá que seu texto cometeu erros grosseiros. Assim como suas análises, equivocadas.

A herança tucana foi realmente maldita. Entregaram o Brasil estagnado economicamente, com o desemprego nas alturas, com um dólar valendo quatro reais, com a inflação próxima dos dois dígitos e dizem que tudo isso se deveu ao “risco Lula”. Mentira. O Brasil começou a decair em janeiro de 1999, com a maxidesvalorização forçada do real, que dois meses antes FHC garantira que não ocorreria. Lula teve que tirar o pais do buraco e fez isso simplesmente fomentando o mercado de consumo de massas que hoje vemos crescendo a todo vapor e que sempre foi a pregação do PT.
Neste trecho, o Sr Eduardo perdeu a chance de provar o que disse. Depois da desvalorização da moeda, em 1999, o que aconteceu com o valor do dólar ? Quando o dólar começou a disparar, quase batendo nos R$ 4,00 ? Se ele pesquisar as datas, verá que foi, sim, quando as pesquisas de intenção de voto convergiam na (então) provável eleição do Lulla. Foi-se a chance de provar o que disse……

 

 

O Brasil está bem porque muita gente foi incluída como consumidora. Também há o decidido combate à sonegação fiscal, que hoje se vale inclusive de Polícia Federal, o que permitiu ao Estado ter mais recursos para implementar projetos de desenvolvimento como o PAC, do qual a mídia e a oposição desdenham, mas que, aqui e ali, confessam que será o grande ativo eleitoral petista em 2010, porque fará o país crescer, nos próximos três anos, como jamais cresceu.
O crescimento da arrecadação de impostos e tributos começou no mandato FHC, e foi criticado pelo PT. Depois, continuou. Basta verificar os montantes junto à Receita Federal e demais órgãos.

As afirmações do Sr Eduardo, assim, não trazem fatos, apenas achismos – e mentiras.

 

 

A similaridade que há entre os governos Lula e FHC é a mesma que há entre eu e qualquer um de vocês, ou seja, a do branco de nossos olhos, que todos temos. O que há de igual neste governo e no governo anterior é o que não teria como ser diferente em nenhum governo. E as diferenças são enormes, decisivas e benéficas para a maioria, mas ruins para a minoria que reclama, que sempre foi preferencialmente beneficiada pelo Estado brasileiro e agora deixou de ser.
Não, não há grandes diferenças, não.

Os banqueiros, que o PT sempre elegeu como alvo-preferencial de suas críticas e ódio por 20 anos, continuam ganhando MUITO dinheiro (“nunca antes na história desse país os lucros dos bancos foi tão grande“).

A corrupção que sempre existiu, continua. Mas depois do Mensalão, ganhou status, pois organizou-se, tornou-se sistemática – ainda mais do que antes. Nunca antes na história desse país……….pois é.

Não há diferenças, como o Eduardo gostaria que houvesse. Houve, no mandato Lulla, aprofundamento da “política neo-liberal” que ele, Lulla, e o seu PT sempre criticaram – incluindo uma relação de beijinhos e muito amor com bancos, banqueiros, FMI, imperialistas etc.

Tudo o que o PT passou 20 anos criticando, está fazendo: privatização, corrupção, pagamento de dívidas e juros etc.

Uma pena. Mas a única coisa que mudou foi a cor das mentiras: eram azul e amarelo, e agora são vermelhas.