Guaribas: vitrine do fracasso PTralha

A matéria é do Valor Econômico de 18/08:

Guaribas (PI) é parecida com várias cidades do interior do país, com casas humildes, gente simples e ruas estreitas, que alternam barro e paralelepípedos. Mas Guaribas virou vitrine quando foi escolhida, em 2003, para ser o município símbolo do Fome Zero. Quase seis anos depois, o que poderia representar melhoria virou estagnação e acomodação. Distante 800 quilômetros da capital Teresina, Guaribas não cresceu economicamente e os moradores vivem, quase que exclusivamente, das verbas repassadas pelo governo federal.

A produção agrícola local é insignificante. O comércio também. É fácil ver lojas de auto-peças, de artesanato e salões de beleza fechados durante todo o dia, enquanto os moradores desfilam de moto pelas ruas, conversam nas portas das casas ou na praça atrás da Prefeitura. Essa situação angustia a Irmã Augusta Mendes Bispo, uma das duas missionárias – ao lado da Irmã Eleutéria Souza da Costa – designadas pela Igreja para dar aulas nas escolas da cidade. “Essa cidade é muito esquisita”, definiu.

Nos seus 30 anos de missão ligadas à Ordem de São José da Concórdia, ela já foi educadora de cidades carentes no Maranhão, Pará e no próprio Piauí. Mas nada se compara à pequena cidade de pouco mais de 4,2 mil habitantes, localizada no sul do Estado. “O pessoal aqui é muito acomodado, tem medo de melhorar e perder o benefício”, indicou Irmã Augusta. “Se você olhar o tanto de programa e curso que já entrou aqui e morreu, veria que essa cidade poderia ter mudado muito”, acrescentou Irmã Eleutéria.

De Teresina para Guaribas são 11 horas de carro. As duas estradas que comunicam a cidade aos municípios vizinhos são de areia, barro e buracos em profusão. Emoldurada por uma pedreira da Serra das Confusões e com a origem do nome atrelada a um macaco que vivia pendurado nas costas de um antigo agricultor local – muito antes de ser tornar município, que elegeu seu primeiro prefeito em 1996 – Guaribas tem alguns ficus espalhados, mas apenas uma grande árvore, plantada perto da prefeitura.

Foi embaixo dela que o Fome Zero foi lançado em 2003, com discursos de José Graziano (secretário da Segurança Alimentar e Combate à Fome), Benedita da Silva (secretária de Assistência e Promoção Social) e Ciro Gomes (ministro da Integração Nacional), assegurando que a vida da cidade mudaria. Em 2004, também esteve lá o atual ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. “Eu lembro de uma senhora que me disse: ‘Graças a Deus alguém lembrou que a gente existia. Parecia que éramos uma cidade de doentes’ “, disse Irmã Augusta.

Cinco anos e meio depois, os avanços são imperceptíveis. O próprio prefeito Ercílio Matias de Andrade (PRB) reconhece que a produção de feijão, a única representativa – as demais são milho e mandioca-, caiu. A ausência da produção de frutas faz a festa de Maria das Mercês Ribeiro Dias, que vem de Caracol, distante 52 quilômetros, nas datas em que são pagos os salários da prefeitura e o Bolsa Família, vender bananas prata e maçãs aos moradores locais. Fica lá 15 dias. Nos outros 15, não aparece, porque o frete é muito caro.

Em Guaribas, 700 famílias em 900 domicílios estão cadastrados para receber o Bolsa Família – em 2003, esse número era de 366 famílias. Até hoje, voluntariamente, ninguém nunca devolveu um cartão. Pior. Quatro dos nove vereadores recebiam o benefício, incluindo o atual presidente da Assembléia Municipal. Só desistiram após pressão do prefeito. Ele inveja relatos de quem abre mão do Bolsa Família após melhorar de vida. “Quando o pessoal vai ter honestidade de fazer isso por aqui”?, questionou o prefeito.

Até os petistas da cidade estão incomodados e não vêem um sinal de mudança de mentalidade a curto prazo. “Para que eles vão trabalhar na roça, ganhando R$ 10,00 R$ 15,00 de diária, se podem receber mais de R$ 100,00 por mês sem fazer nada”? questionou o advogado Jônatas Barroso Neto, assessor jurídico do candidato do PT à prefeitura, Veloso Silva da Trindade. A inércia estende-se a qualquer projeto de melhoria econômica. “O Pronaf emprestou dinheiro para a criação de caprinos. As pessoas esqueceram que era empréstimo, não produziram nada e hoje estão todas inadimplentes”, diz o candidato do PT a vereador, Raimundo Ribeiro.

Pela cidade já passaram, no embalo do Fome Zero, diversos projetos de aperfeiçoamento e capacitação profissional: cursos de cerâmica, cooperativismo, bordado, apicultura. Maria do Carmo Alves conhece bem boa parte deles. Começou pelo menos três, não concluiu nenhum. A voluntária da Pastoral da Criança, Idelmara Alves, ainda tentou ajudar a amiga. “E o curso de costura?”, indagou. “A máquina era muito cara”, respondeu. Além dos R$ 64 do Bolsa Família pagos ao marido, Maria é beneficiada com uma aposentadoria rural no valor de R$ 415. Mas acha que a vida de agricultor não é fácil. “Quando chove muito, a gente ganha mixaria, nem dá para comer. Quando chove fraco, perde tudo”, resumiu.

Para se fazer justiça, não foi apenas acomodação que o Bolsa Família estimulou em Guaribas. Trouxe também algumas melhorias. A única ambulância que atende a cidade foi doada pela Volkswagen em 2003. O marketing do programa também ajudou na escavação de dois poços artesianos que passaram a abastecer de água a cidade. Hoje, as mulheres não precisam mais passar a noite nas nascentes enchendo baldes e galões. Têm mais tempo para cuidar das crianças, o que diminuiu a desnutrição e a mortalidade infantil. Em 2007, das 68 crianças nascidas vivas, apenas uma morreu. Em 2006, 96 crianças nasceram na cidade e três morreram.

Messias Alves da Rocha tem três filhos – um de seis anos, um de três e o caçula de um ano. Recebe R$ 122 do Bolsa Família desde 2003. Na roça, quando as coisas andam bem, consegue tirar R$ 500. Mas o período de plantio e colheita não garante renda o ano todo. “O Bolsa Família ajudou muito. Agora nós temos dinheiro todo dia certo para comprar leite, arroz, carne e remédio”. A reportagem do Valor já se preparava para deixar a cidade quando foi abordada por uma senhora, acostumada à ajuda federal para tudo. “Moço, pede pro Lula mandar a Record para cá porque a gente não tem dinheiro para a parabólica e só consegue assistir a Globo”.

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Lambuzando-se no poder

Esta é uma contribuição do amigo Lúcio, que eu publico com o maior prazer.

DESPESAS DO GABINETE PRESIDENCIAL

1995 – FHC – R$ 38,4 milhões.

2003 -Lula – R$ 318,6 milhões.

2004 -Lula – R$ 372,8 milhões (R$ 1,5 milhões por dia útil de trabalho).

NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NO PALÁCIO DO PLANALTO

Itamar Franco – 1,8 mil
FHC – 1,1 mil
Lula – 3,3 mil

PS: No Palácio da Alvorada, existem 75 empregados. O ano passado Lula assinou um decreto, de número 5.087, aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.

FOME ZERO

No Palácio do Planalto, o programa ‘Fome Zero’ funciona. Fome e sede zero. Todos querem, literalmente, se entupir de comida e bebida. Vejam estes números:

O processo de licitação de número 00140.000226/ 2003-67, publicado no Diário Oficial da União, previu a compra de 149 itens para o Palácio. Dentre eles constam: – sete toneladas de açúcar; – duas toneladas e meia de arroz; – 400 latas de azeitona; – 600 quilos de bombons; – 800 latas de castanhas de caju; – 900 latas de leite condensado.. ..

Tudo altamente calórico… O pior é que pelo prazo da licitação,tudo isso deverá ser consumido em 120 dias..

. Mas tem mais. Constam ainda: – dois mil vidros de pimenta; – dois mil e quinhentos rolos de papel alumínio; – quatrocentos vidros de vinagre; – quatrocentos e sessenta pacotes de sal grosso e ainda – seis mil barras de chocolate.

Se você, caro leitor, apanhar uma calculadora, vai concluir que a turminha de Lula está consumindo por dia: – 58 quilos de açúcar (ou dona Marisa faz muito bolo ou Lula toma muita caipirinha.. .); – 22 quilos de arroz; – 50 barras de chocolate; – 15 vidros de pimenta….pimenta? ??

Como a repercussão dessa compra foi negativa, Lula mandou tirar do site oficial do governo o processo de licitação, que já havia sido publicado na edição número 463 do Diário Oficial.

Lula é assim: num dia esconde o que faz, no outro camufla o que compra.

E a coisa vai mais longe: em outra licitação (00140.000217/ 2003-36) dá para perceber que Lula gosta de festa.

O Gabinete da Presidência comprou um pouco de tudo para beber. Entre os itens: – 129 mil litros de água mineral (consumo:mais de mil litros por dia); – duas mil latas de cerveja; – 35 mil latas de refrigerante; – 1344 garrafas de sucos naturais; – 610 garrafas de vinho (consumo de cinco por dia); – 50 garrafas de licor.

A sede dos deslumbrados vai além, mesmo com muita gente morrendo por falta de água no sertão, que Lula diz que conhece bem.

Em outra licitação, (00140.000228/ 2003-56), o nosso presidente, que devia ser exemplo, mandou comprar para seu Palácio: – 495 litros de suco de uva; – 390 litros de suco de acerola; – o mesmo tanto de suco de maracujá, laranja, tangerina e manga.

Outra compra diz a respeito a 2.250 quilos de pó de café.

Numa conta simples, este valor resulta em 2145 cafezinhos por dia. Desse jeito Lula vai acabar perdendo o sono.

Mas a farra não termina por aqui. Numa outra compra ( 00140.000126/ 2003-31) Lula prova que é bom de estômago: – três toneladas e meia de batata: – duas mil dúzias de ovos; – duas toneladas de cebola e – uma tonelada de alho porró.

Na mesma compra tem mais: – 2400 abacaxis; – uma tonelada e meia de banana; – outro tanto de ameixa e ainda – uma tonelada de caqui.

Pelo que se entende de outra compra (00140..000227/ 2003-10), dona Marisa Letícia anda cozinhando pra fora, servindo marmita.

Foram comprados para serem consumidos em 120 dias: – dez botijões de gás de dois quilos; – 170 botijões de 13 quilos; – 20 cilindros de 45 quilos e mais – 45 toneladas de gás a granel.

Continha simples: 24 botijões por dia consumidos.

Quer mais farra? Então aqui vai: O gabinete da presidência mandou comprar: – dois mil CDs para gravação, com as respectivas caixinhas, e – 20 mil disquetes..

Estaria Lula montando uma gravadora pirata?

E alguém tem idéia de quanto se paga de roupa lavada no Palácio, em 120 dias? – 54 toneladas – ou 13 toneladas e meia por mês, ou ainda, 450 quilos de roupa por dia. Lula torna feliz qualquer tintureiro.

Talvez a justificativa para a lavanderia seja uma outra compra, a de número 00140.000143/ 2003-78: – 300 colchas; – 330 lençóis; – 300 fronhas; – 50 travesseiros; – 66 cobertores (cobertor em Brasília é grave, hein?); – 15 roupões; – 20 jogos de toalha; – 20 toalhas de banho e – 120 colchões… 120 colchões!!!

Quando Lula pra lá se mudou, também tratou de providenciar todo conforto possível. A presidência comprou: – dois fogões; – duas cafeteiras; – quarto fornos de microondas; – quatro geladeiras; – oito ventiladores; – seis aparelhos de ar condicionado; – dois bebedouros; – sete televisores; – dois aparelhos de CDs; – três liquidificadores; – uma sanduicheira; – um frigobar.

Fome Zero !!!!!

Esta é EXCELENTE. Recebi por e-mail de um amigo, e não poderia deixar de postar – e, concomitantemente, contribuir para a redução da fome no Brasil.

Ao lado do caixão do Lula tem vários soldados.

Nisso aparece uma velhinha com uma sacola e começa a por dentro do caixão cenouras, tomates, alfaces enquanto os soldados olham para ela surpresos. Enquanto a velha continua a por alimentos no caixão, um dos soldados pergunta para ela:

Senhora, por favor, o que está…fazendo?

A velha, enquanto continua a por comida , responde:

O que você quer, porra? Que os coitados dos vermes comam somente merda?