Currículo turbinado

Não resisti…..tenho que registrar estas.

Primeiro, o vídeo:

Agora, a coluna da Lúcia Hippolito:

Dilma Rousseff parece ter especial vocação para se deixar envolver em situações esquisitas. Vive cercada de histórias mal contadas, versões retocadas, relatos conflitantes.
No início de 2008, ministros do governo Lula foram apanhados pagando despesas privadas com dinheiro público, através de cartões corporativos. Episódio que ficou conhecido como o “escândalo da tapioca”.

Em 16 de fevereiro daquele ano, jantando com 30 industriais, a ministra Dilma afirmou que “o governo não vai apanhar calado”. E revelou que as contas do governo anterior sofreriam uma devassa.
Dias depois começou a circular o famoso dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.
Confrontada com os fatos, Dilma afirmou que se tratava de um banco de dados para organizar as despesas com cartão corporativo, a fim de responder à CPI dos Cartões – que sequer tinha sido instalada.

Mesmo depois da publicação do dossiê, restando provado que tinha sido fabricado na Casa Civil, Dilma continuou jurando de pés juntos que se tratava de um banco de dados.
Ninguém acreditou, mas ela continuou insistindo no conto de fadas.

O segundo episódio que confrontou Dilma Rousseff com a realidade aconteceu recentemente. Foi o caso do currículo falsificado.
Descobriu-se que, na Plataforma Lattes do CNPq, que abriga currículos de professores universitários e pesquisadores de pós-graduação, o currículo de Dilma Rousseff registrava um mestrado e um doutorado em economia. Até o título da tese de mestrado estava lá.
Este currículo estava também estampado nas páginas do Ministério das Minas e Energia e da Casa Civil.

Era falso. Dilma Rousseff não concluiu o mestrado, não defendeu tese. Não concluiu o doutorado. Não defendeu tese.
Confrontada com a realidade, ela reagiu dizendo que não sabia quem tinha invadido a Plataforma Lattes e as páginas do governo para escrever mentiras no seu currículo.
Para inscrever o currículo na Plataforma Lattes é necessário uma senha individual. Tudo bem, um hacker poderia ter invadido as páginas. Invadem até o site do Pentágono!

Mas a ministra Dilma Rousseff compareceu duas vezes ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2004 e em 2006. O vídeo dos dois programas circula na internet.
Para os que não estão familiarizados com o programa, no início o âncora lê o currículo do convidado. Nos dois o jornalista Paulo Markun lê o currículo falso de Dilma Rousseff.

E ela ouve sem mover um músculo. Impassível. Nem pisca.
Depois de apanhada, mandou retirar das páginas do governo as menções a um mestrado e um doutorado. Falsos.
Mas continua a sustentar a versão de que alguém invadiu as páginas e falsificou seu currículo.

Finalmente – será mesmo que acabou? – Dilma envolveu-se em mais uma confusão de versões desencontradas.
A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, cuja demissão nunca foi bem explicada, afirmou que foi chamada para uma conversa com a ministra-chefe da Casa Civil. No encontro a ministra lhe pediu que “acelerasse” as investigações sobre a família Sarney.

(Deixemos de lado a estranheza de uma chefe da Casa Civil chamar para uma reunião uma subordinada de outro ministro, sem que seu chefe esteja presente.)

A ex-secretária Lina Vieira entendeu que era para encerrar as investigações. Um processo desses é longo, e acelerar pode muito bem significar “acabar rapidinho”.
Dilma poderia dizer que tinha encontrado a ex-secretária, mas que tinham conversado sobre outros assuntos. Poderia dizer que tinha sido um encontro informal, por isso não estava na agenda de nenhuma das duas.

Isto é comum entre autoridades. Semana passada mesmo, o presidente Lula recebeu, fora da agenda, o senador Fernando Collor.
Mas não, Dilma Rousseff reagiu como Dilma Rousseff: autoritária, peremptória, categórica. Segundo ela, jamais teve uma conversa individual com a ex-secretária da Receita.
Mas Lina Vieira confirmou o encontro, em entrevista ao Jornal Nacional. E citou como testemunhas o motorista da Receita, sua chefe-de-gabinete e, mais importante, a principal assessora de Dilma Rousseff, Erenice Alves Guerra – aliás, envolvida também na elaboração do dossiê com as despesas de Fernando Henrique e Ruth Cardoso.

Diante disso, das duas uma. Ou bem Lina Vieira está mentindo, e Dilma Rousseff está moralmente obrigada a processá-la por danos morais.

Ou bem Lina Vieira está falando a verdade. E neste caso, Dilma Rousseff cometeu crime de prevaricação, quando um agente público toma conhecimento de um ilícito, ou propõe um ilícito e não tenta coibi-lo, para tirar proveito próprio.

E qual seria o proveito próprio? O apoio do PMDB à sua candidatura em 2010.

O agravante no caso da ministra Dilma é que, se Lina Vieira estiver dizendo a verdade, trata-se de interferência direta da ministra numa investigação muito séria, que envolve a Receita Federal e a Polícia Federal.

Dilma Rousseff ambiciona a presidência da República. Tem todo o direito.

Mas tem também o dever de dizer a verdade, esclarecer os fatos, para não entrar numa campanha que é tradicionalmente muito dura — mas o prêmio é alto — como alguém que tem relações cerimoniosas com a verdade.

Que crise ? (2)

Daqui a pouco os débeis mentais que seguem afirmando que a “crise” é uma invenção da “imprensa golpista”, no intuito de derrubar Rei Mulla, passarão a dizer que o IBGE também está conspirando, né ?!

A crise chegou com força ao mercado de trabalho, admitiu pela primeira vez, nesta sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta de 1,4 p.p. (ponto percentual) na passagem de dezembro para janeiro foi a maior variação para o período desde o início da série histórica da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), em 2002. Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, janeiro foi um mês “atípico e mais cruel” para o mercado de trabalho.

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil avançou para 8,2% em janeiro, acima dos 6,8% verificados no mês anterior. A pesquisa avalia São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.
“É um janeiro diferente, com muitas dispensas na construção, além do que geralmente é observado no comércio. Não há dúvidas que existe um cenário econômico que alterou o mercado de trabalho”, afirmou, referindo-se à crise.

Dados não faltam para indicar que, desde o início da atual série, o mercado de trabalho não havia tido um janeiro tão ruim. A variação do contingente de desocupados — 20,6% entre dezembro e janeiro — foi a maior de toda a série, com destaque para São Paulo, onde o avanço no número de desocupados chegou a 32,6%.
Ao mesmo tempo, o nível de ocupação apresentou redução de 2,1%, a maior para um mês de janeiro dentro da série. O mercado formal também sentiu os impactos da crise, com queda recorde (-1,3%) no número de empregados com carteira assinada no setor privado, entre dezembro para janeiro.

A construção civil teve redução de 75 mil vagas, o que significou queda de 4,7% no total dos empregados no setor, em relação a dezembro. Para um mês de janeiro, foi também a maior variação negativa na série da PME. São Paulo teve uma perda de 45 mil vagas, representando 7,1% a menos de pessoal empregado no setor.
No comércio, que tradicionalmente dispensa trabalhadores temporários nessa época, 2,5% dos trabalhadores foram dispensados, o que significou menos 105 mil pessoas empregadas no segmento. Em janeiro de 2007, a redução havia sido maior (-3,6%), entre dezembro e janeiro.

Puxa, até o IBGE tentando derrubar Rei Mulla ????

Mais outra asneira da asna

O que diferencia Marilena Chauí de uma asna é apenas a asa.

Se, por outro lado, asnas não têm asas, então não falta nada.

Nadica de nada.

Não sei se a declaração é verídica ou se foi falsamente atribuída – mas, a julgar pelas declarações anteriores da asna, não me surpreenderia. Fato é que fui indicado a conhecer este blog AQUI, e leio a seguinte pérola:

“A crise é um produto da mídia”: é o que pensa a pensadora profissional Marilena Chauí

PENSA A PENSADORA PROFISSIONAL ???????????????

Esta foi ótima !

Marilena Chauí não é pensadora, muito menos profissional ! E, pior: não pensa !

Basta ver o histórico da asna, AQUI.

E comparar a (suposta) declaração com alguns fatos, AQUI.

Essa matilha de boçais continua afirmando taxativamente que não existe crise, que a economia está de vento em popa.

Engraçado. São dementes, mas ainda assim engraçados. Exceto os doentes, esquizofrênicos, que não passam do patético. Coitados.

Marolinha e mentirinha

Não é difícil localizar algum site e/ou blog produzido por PTralhas que afirme que a “crise” econômica no Brasil não passa de uma invenção da “mídia golpista”.

Essa cambada de imbecis deve ter começado a incluir o IBGE no rol da “mídia golpista”:

Nunca nem de forma tão rápida a indústria sofreu uma derrocada tão forte como no último trimestre de 2008. Em dezembro, o tombo foi de 12,4% na comparação livre de efeitos sazonais com novembro. Foi a maior queda desde o começo da série histórica do IBGE, em 1991.
Em novembro, o índice já havia recuado 7,2%. Em outubro, a queda ficara em 1,4%. Em apenas três meses, a indústria acumulou perda de 19,8%, variação negativa sem precedentes no histórico da pesquisa para período tão curto.
A atual crise bateu com mais força e mais rapidamente na indústria do que a do governo Collor, em 1992, a do México, em 1995, a do racionamento de energia, de 2001, e a da eleição de Lula, em 2002.
“Nunca se viu uma queda tão forte num espaço de tempo tão curto. Desse ponto de vista, o resultado de dezembro surpreende. Houve uma mudança abrupta de cenário”, disse Isabella Nunes, do IBGE.
Na comparação com dezembro de 2007, a retração foi mais intensa: 14,5%, também a maior desde 1991. Com isso, o último trimestre fechou com queda de 6,8% ante o terceiro trimestre e de 9,8% em relação a mesmo período de 2007.
Diante de dados tão negativos, a produção da indústria encerrou 2008 com expansão de 3,1%, taxa modesta se comparada com o crescimento de 6,4% acumulado de janeiro a setembro -antes do recrudescimento da crise. Em 2007, a expansão havia sido de 6%.
Com a queda desde outubro, a indústria voltou a produzir no mesmo patamar registrado em março de 2004. E acumulou recordes negativos de produção em diversos setores -só em 7% deles houve expansão, e 70% dos produtos registraram queda em dezembro.
Para Nunes, o movimento de retração “foi intenso e generalizado”, mas afetou mais os ramos ligados às exportações e dependentes do crédito. Entre eles, estão veículos, máquinas e equipamentos, metalurgia e indústria extrativa -com destaque para o minério de ferro.

Só para esclarecer: o IBGE é um órgão do Ministério do Planejamento. Ou seja: pertence ao próprio (des)governo PTralha.

E agora, será que esses imbecis que afirmam que a crise é invenção da mídia golpista vão inventar mais alguma estupidez para tentar justificar sua própria existência ?????

Hipocrisia e confusão: a mídia PTralha na sarjeta

Não faltam ataques e críticas dos PTralhas àquilo que eles resolveram chamar de “mídia goplista”.

Segundo a visão estreita e burra dessa corja de boçais, a maioria da imprensa seria contrária ao PT, e faria o possível e o impossível para atribuir aos santos do PT crimes que os anjinhos (que mataram Celso Daniel) jamais seriam capazes de cometer.

Pseudo-intelectuais vendidos à própria ignorância, como Marilena Chauí, vira e mexe acusam a “imprensa golpista” de tentar derrubar o coitadinho do Lulla – aquele que nunca sabe de nada, nunca viu nada.

Veja, Globo e Folha de São Paulo, geralmente, figuram entre as publicações que estariam tentando derrubar o representante dos pobres, da classe operária, dos trabalhadores – aquele presidente analfabeto, igorante e incomPTenteque locupletou o Estado brasileiro com seus “cumpanheiros”.

Por outro lado, Caros Amigos, Carta Capital e outras publicações é que seriam sérias – na visão torpe da corja de boçais dos pseudo-esquerdistas tapados.

Mas é engraçado comparar as edições desta semana de Veja e Carta Capital.

Começando pela Carta Capital:

Nos próprios corredores do Planalto admite-se a possibilidade de que o Supremo venha a declarar inconstitucional a decisão do ministro da Justiça. Neste caso, a questão teria de ser administrada diretamente pelo presidente da República. Lula seria capaz de voltar atrás? A considerar os eventos que se seguiram ao anúncio da extradição negada, CartaCapital tem sérias dúvidas a respeito.

Um caminho a ser seguido pela Itália, o de recurso à Corte de Haia, já está a ser definido, e o tribunal internacional seria solicitado por “violação dos direitos humanos”, fórmula perigosa porque, se aceita, não deixaria de criar sérios embaraços para a política exterior brasileira. A Corte, faz dois anos, manifestou-se a favor da extradição.

Não nos tira o sono o cancelamento da viagem do premier Berlusconi ao Brasil, antes agendada para março próximo. Pesam mais as considerações da The Economist, na sua última edição. Diz o semanário mais influente do mundo que as razões apresentadas “para proteger Battisti” não convencem e define como “anacrônica” a tradição do País de dar asilo a figuras contraditórias como Alfredo Stroessner e Oliverio Medina.

Enfim, toca em um ponto que coincide com o pensamento de CartaCapital: como é possível que o governo abrigue um ex-terrorista, e tanto mais alguém que cometeu seus crimes à sombra de um disfarce ideológico, enquanto teme punir os torturadores do Terror de Estado gerado pela ditadura?

Permanece o mistério: por que o Brasil negou a extradição? Arriscamos um palpite: Battisti serve a uma manobra para recompactar o PT, estilhaçado por refregas internas, recentes e nem tanto, na perspectiva das eleições de 2010.

A íntegra da matéria está AQUI.

Agora, um trecho da matéria da Veja, sobre o mesmo assunto:

Na Carta ao Leitor de sua última edição, VEJA deu crédito a Tarso Genro, ministro da Justiça, que, depois de “estudo cuidadoso” dos processos italianos, disse não ter encontrado neles provas concretas que colocassem Cesare Battisti na cena dos quatro homicídios pelos quais ele havia sido condenado à prisão perpétua em seu país. Battisti, agraciado por Genro com o status de refugiado político no Brasil, foi um dos líderes do grupo extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), desbaratado há mais de vinte anos pela Justiça italiana graças à delação premiada de Pietro Mutti, um de seus fundadores. A reportagem de VEJA refez na semana passada o mesmo estudo que Tarso Genro garantiu ter feito. Além de ler os autos de cinco tribunais internacionais, a revista entrevistou magistrados italianos diretamente responsáveis pela investigação dos crimes de Battisti. Os resultados obtidos desmentem em sua essência todos os argumentos do ministro da Justiça brasileiro. Havia a possibilidade de Tarso estar certo, mas agora há a certeza de que ele está errado.

Ao contrário do que sustentou Tarso Genro, Battisti teve amplo direito de defesa e as provas contra ele vieram de testemunhos de diversas pessoas, e não apenas da delação premiada de Mutti. O ministro brasileiro colocou em suspeição as confissões de Mutti por duas razões. Primeiro, por entender que ele se beneficiou delas ao pôr toda a culpa sobre os ombros de Battisti. Segundo, porque Mutti estaria vivendo sob identidade falsa e não poderia ser encontrado para eventualmente inocentar Battisti no caso de o processo ser reaberto. Os fatos desmentem Tarso Genro em ambos os casos. Primeiro, Mutti cumpriu oito anos de cadeia por sua parceria terrorista com Battisti e nada teria a ganhar incriminando injustamente o colega, já que delatou o grupo todo. Segundo, Mutti não mudou de identidade e pode ser facilmente encontrado – como efetivamente o foi na semana passada por repórteres da revista italiana Panorama, que, depois de saberem da decisão e dos argumentos do ministro brasileiro, também foram atrás do ex-terrorista para elucidar o caso.

A íntegra está AQUI.

Como se pode perceber, tanto Veja quanto Carta Capital apontam a mesma conclusão: o asilo político dado pelo (argh!) Ministro Tarso Genro ao terrorista italiano foi uma cagada monstruosa. Coisa, aliás, típica dessa gente do PT, CUT, MST e demais asseclas.

Agora pergunto àqueles boçais que sempre conclamam guerra à “mídia golpista”: será que a Carta Capital, do Sr. Mino Carta, repentinamente passou a integrar a “mídia golpista” ????????

O que será que estes boçais que insistem na tese da “mídia golpista” têm a dizer sobre isso ??????

Sugiro ver AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI algumas das tergiversações dessa formidável imaginação (doentia) que assombra os pretensos “representantes da esquerda”. Um dos mais engraçados, contudo, é ESTE AQUI.

Engraçado é perceber que, algumas vezes a “mídia golpista” é fonte respeitável de informações para estes esquizofrênicos, como vemos AQUI.

Então, conclui-se o seguinte: se determinado jornal, revista ou site dá uma notícia que me agrada, trata-se de fonte respeitável, crível. Se, por outro lado, a notícia não me agrada, automaticamente a fonte passa a ser parte da “mídia golpista” e, de forma bastante simples, eu passo a desqualificá-la. Mas isso só dura até a próxima notícia que me parecer favorável: aí, passo a divulgar, e volto a chamá-la de fonte “confiável”.

É assim que funciona a cabecinha oca dos PTralhas.

Coitada da esquerda…….Com representantes e defensores tão tapados, nem precisam de contraposição da direita (que, convenhamos, também anda muito mal representada, mas pelo menos nem tanto!)

Diminuindo

Primeiro, vamos aos números:

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) não só conseguiu se reeleger neste domingo como o fez com grande vantagem sobre sua adversária Marta Suplicy (PT). Se no primeiro turno a disputa foi apertada, com uma pequena vantagem para Kassab -pouco mais de 50 mil votos- no segundo turno a diferença entre ele e Marta superou 1 milhão de votos.  A diferença -1.338.031- é mais do que o dobro do conseguido pelo governador José Serra (PSDB) em 2004, quando derrotou Marta no segundo turno das eleições municipais por pouco mais de 590 mil votos.
Mesmo com a redução dos votos válidos -quando se excluem brancos e nulos- do primeiro para o segundo turno na eleição da capital paulista -126.198 a menos-, Kassab aumentou seu eleitorado em 1.650.135. O crescimento do prefeito reeleito de um turno para o outro representou mais do que o tucano Geraldo Alckmin obteve na primeira fase da disputa. O ex-governador teve 1.431.670 votos.
Uma das explicações para a derrota petista pode ser encontrada no fraco desempenho de Marta em conquistar novos eleitores. Do primeiro para o segundo turno da disputa o eleitorado da ex-prefeita cresceu em 364.198 votos. Já em comparação a 2004, Marta viu seu eleitorado ser reduzido em mais de 287 mil pessoas. Na ocasião, Marta obteve 2.740.152 de votos, contra os 2.452.527 de eleitores que a escolheram na disputa de hoje.
No primeiro turno, a petista já havia apresentado desempenho inferior ao que teve na disputa anterior, quando perdeu para a chapa formada por Serra e Kasab. Em comparação com a porcentagem de votos válidos, Marta também foi pior. Em 2004, teve 45,14% dos votos na disputa contra Serra. Neste ano, obteve 39,3%.

Pois é…..

A despeito das constantes, insistentes e chatas reclamações da PTralha sobre a “imprensa golpista” (aquele blábláblá mentiroso de sempre, que a imprensa representa a elite burguesa e trabalha contra os corajosos e honestos defensores dos pobres e oprimidos, ou seja, os PTistas), o colunista da Folha, Gilberto Dimenstein, escreveu um verdadeiro manifesto de admiração à MarTAXA, AQUI.

Ok, liberdade de expressão é isso aí – ele pode escrever o que quiser.

Porém, o articulista sofreu um surto PTralha agudo, e saiu a afirmar que a culpa pela derrota “não é de Marta”.

Ora, seria de quem ?????????????

Será que a arrogância da ex-prefeita não teve nenhum peso ?

Será que o rombo financeiro que ela deixou nas contas da cidade não teve nenhuma influência na decisão dos eleitores ?

Será que o baixo nível da campanha não interferiu na decisão ?

Será que a reprovação do seu (ridículo) mandato, indicada em pesquisas do Ibope e do DataFolha, não teve nenhum impacto ?

Será que o “relaxa e goza”, vindo de uma Ministra, num momento sério e delicado como foi aquele ápice do “apagão aéreo”, não contribuiu para piorar sua já depauperada imagem política ?

Convenhamos, senhor Dimenstein: São Paulo NÃO é uma cidade na qual o voto de cabresto ou a “iguinorânssia” política se dão bem. Por essas e outras, muitas outras, o PT e até mesmo o Lulla sofrem para conseguir votos por aqui.

O nível sócio-cultural é maior; as pessoas são mais bem-informadas. Mas, principalmente, as pessoas sentem no seu dia-a-dia os problemas causados pela incomPTência da MarTAXA.

O paulistano lembra dos túneis caríssimos que alagavam.

O paulistano lembra do estado precário do asfalto da cidade nos tempos da MarTAXA.

O paulistano lembra das taxas.

O paulistano lembra do triste, melancólico e patético período no final do mandato da ex-prefeita, em que a cidade ficou particularmente abandonada.

Eu, pessoalmente, lembro de ter ouvido, na época, MUITA gente que até então defendia a Marta, criticando a bagunça financeira que ela causou. Recordo-me vivamente de pessoas que trabalhavam nos CEUs inaugurados pela prefeita, mas que passaram a não receber seus salários porque a MarTAXA quebrou a cidade. Vi, li e ouvi relatos de pessoas que admiravam o PT, ou mesmo a MarTAXA, em particular, reclamando da zona que São Paulo se tornara graças à incomPTência da criadora das taxas.

Portanto, não me surpreende que dona Marta esteja DIMINUINDO a cada eleição.

Este é o futuro para esta destrambelhada: diminuir, diminuir, até sumir.

Sumirá, perdida no lixo da história política do país.

É o máximo que ela merece.

E o eleitor paulistano sabe disso.

Marta, relaxa e goza

Marta, relaxa e goza

Ironia e ignorância

Dois trechos da coluna do Elio Gaspari de 11/05/08, cuja leitura é DELICIOSA:

Eremildo é um idiota e soube que o BNDES comentou o transbordo de R$ 1,2 milhão para uma ONG da mulher do deputado Paulinho da Força, dizendo que o negócio é “muito velho”. O idiota releu o caso e conferiu: o acerto é de dezembro de 2000, e o primeiro desembolso ocorreu em 2002. Eremildo vai ao BNDES para se inscrever num “negócio velho”. Ele fez a conta e concluiu que receberá algum dinheiro em 2016. Acha que está bom assim.

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Respondendo aos senadores Eduardo Azeredo e Kátia Abreu, que reclamaram do baixo crescimento do PIB brasileiro (5,4%) quando comparado com o de Argentina (8,7%), Índia (9%) e China (11%), a comissária Dilma Rousseff disse o seguinte: “Estamos crescendo com incorporação e decréscimo da desigualdade de renda. Recentemente, saíram várias reportagens, tanto no “Financial Times” como na “Economist”, que reconhecem essa característica do crescimento da economia do Brasil. E mais: elogiam essa característica”.
Tudo bem, mas a ministra Dilma precisa contar a Nosso Guia que ler publicações estrangeiras não desqualifica os mortais. Em outubro de 2006, durante o debate com Geraldo Alckmin, Lula respondeu o seguinte quando o tucano lembrou que, em matéria de crescimento econômico, o Brasil ficara em 27º lugar num ranking da “Economist”: “Alckmin é daqueles brasileiros que, se deu no “New York Times”, vale. Se não deu, não vale”. Era a ironia a serviço da ignorância.

Burlesco ao extremo

Já vou direto ao assunto, reproduzindo um texto engraçadíssimo:

Finalmente, este velho blogueiro amigo de vocês, um autêntico caçador de “bicudos”, um crítico ferrenho da mídia espúria e venal; um crítico ferrenho dos pseudosjuristas que vendem a própria alma ao diabo para defender bandidos surrupiadores de cofres públicos e que tratam o povo ao estalo das chibatas.
Este blogueiro que defende o governo Lula e o PT como um dos melhores a maiores partidos do mundo.
Um blogueiro que teve a felicidade de ser convidado pelo Luís Carlos Azenha para fazer parte dos SIVUCAS, e que tem seus artigos publicados nos maiores e melhores sítios sobre política do País como Vermelho, Fórum, NovaE e blogs do mundo inteiro, ameaçado de ser processado por expor suas idéias, seu pensamento crítico, pelos que defendem o pastor e prefeito candidato à reeleição Edilson Cirilo de Icapuí, o pastor do burlesco rodo.
Será que o cidadão Eduardo Thibes, o cara que me escreveu um e-mail sem ser convidado pensa mesmo que pode me calar? Me Processem à vontade. Nada vai me intimidar, nada nem ninguém. Escutem bem! Ninguém vai me calar nem conseguir tirar de mim a liberdade de escrever o que penso.
Se o “todo poderoso” jurista me impedir de blogar, escrevo num caderno e depois, tenham certeza que dou um jeito de panfletar!
Se atentarem contra minha vida serei apenas mais um mártir dentre tantos: um Chico Mendes, uma Irmã Dorothy (…) das causas que jamais serão perdidas.

Obviamente, esta redação não é minha. A falta de contextualização lógica nos 2 primeiros parágrafos me exime da culpa pela escrita tosca.

O auto-retrato burlesco é do inigualável, único, maravilhoso, modesto, exemplar, humilde, competente, sábio, lindo, belo, estupendo blogueiro Carlinhos Medeiros – sim, aquele que afirma que eu não sou eu e acha que isso é um direito dele.

Para alguém que acha que Vermelho, Fórum e NovaE constituem-se alguns dos “maiores e melhores sítios sobre política do País“, nada mais lógico que se ache a terceira bolacha do pacote; a última Coca-Cola do deserto…..

Pelo menos a esquizofrenia pode ser hilariante, como prova o Sr. Delírios.

Desespero sem causa

Para quem acompanha este blog há algum tempo, não há muitas novidades no que vou narrar agora.

Contudo, aos “novatos”, haverá descobertas ótimas.

Meu intuito, com este blog, nunca foi o de chamar a atenção pelo histerismo. Audiência a qualquer custo, tampouco.

Porém, a blogosfera é um reduto de PTralhas que recebem o “bolsa-orkut” (e variantes) para espalhar mentiras, bobagens, acusões falsas e absurdos pela web. Infelizmente, tem gente que acredita.

Em Janeiro deste ano, um certo Eduardo Guimarães (que me era um ilustre desconhecido até então), e uma discípula bem tapadinha (Lilith), tiveram uma boa chance de mostrar algum conteúdo. Não conseguiram. Por parte da discípula acéfala, aliás, apenas restou histeria. Vejam os detalhes AQUI.

Agora, vou pular aproximadamente 6 meses.

Em Julho, durante (curtas) férias, estava lendo alguns blogs, e acabei fazendo comentários AQUI.

O dono do blog, Carlinhos Medeiros, começou a responder aos comentários, mas quando foi confrontado com argumentos e questionamentos um pouco mais “complexos”, desistiu. Preferiu, como os PTralhas costumam fazer, partir para ataques pessoais.

Alguns dos trechos que eu destaco:

  • Sobre as outras baboseiras que você escreveu, as ignoro, pois não me falta a percepção de que são frutos de uma mente esquizofrênica, alimentada por anos e anos de leituras inadvertidas.
  • Você se comporta como um extremista ultraconservador de direita, capaz de matar à dentadas um comunista.
  • Se você for de fato um professor, deve ensinar aos seus alunos a odiar Lula, o PT e as esquerdas, não tem como você escapar. Você exala ódio pelos poros, sinto o seu bafo daqui.

O mais engraçado é que o indivíduo não conseguiu entender a democracia ainda:

Tenho acompanhado seus passos na blogosfera, e confesso que fiquei surpreso quando linkou o “Pensamento Livre” na “Casa da Mãe Joana” um blog que você escreve sobre política, e tal e qual Mainardi se serve da caneta virtual para detonar Lula e o PT.
Depois descobri outro link seu que apontava para a bodega, e pensei: Carlos Munhoz, um executivo do marketing que sabe que sou de esquerda e que defendo o governo Lula, mesmo divergindo um pouco quanto a questões de tecnias, me linkando… Bom, não sei como pode duas pessoas que tem conceitos tão antagônicos, tão diferentes se manterem linkados, é meio esquisito, mas isso não vem ao caso, tenho amigos gays que adoro e, no entanto sou hétero.
Por educação resolvi retribuir-lhe o link, e gosto do seu blog sobre marketing.

Como eu já manifestei inúmeras vezes por aqui, prezo a democracia.

O Carlinhos Medeiros, obviamente, não.

O leitor mais atento deste blog poderá localizar, nos links disponíveis no lado direito deste blog, uma série de sites e blogs da “esquerda”, entre eles o blog do Carlinhos Medeiros, “Bodega Cultural”. Mas há outros – basta ver lá.

Estes links estão disponíveis há tempos. E permanecerão.

Por quê ?

Ora, o fato de eu discordar do Carlinhos Medeiros, do Paulo Henrique Amorim, ou de qualquer outro meio/veículo de comunicação (incluindo-se aí sites e/ou blogs) não significa que eu tenha a obrigação de ignorá-los. Sei que existem, registro a existência, visito com alguma regularidade – mas, ainda assim, discordo.

Faz parte da democracia.

Não para o Carlinhos Medeiros, todavia.

Percebe-se isso, facilmente, nos links que ele oferece ao leitor do seu blog: todos são “amigos”. Nenhuma discordância. Revela-se a busca pela hegemonia de pensamento e opinião – e evita-se a qualquer custo o debate democrático, que ofereça qualquer discordância.

Este comportamento em busca da hegemonia tem paralelos em Hitler, Stálin, Mao Tse Tung, Fidel Castro…… Enfim, a lista vai longe.

Todos buscavam a hegemonia. Ainda que de forma ditatorial – isso não importa. O importante é que ninguém discorde de mim.

Até pouco tempo, tinha o blog “Bodega Cultural” em estima razoável. Não vou dizer que “gostava”, porque seria mentira. Mas minha percepção era de que havia por trás dele alguém aberto a um debate democrático.

Errei.

Feio.

Percebi, pelos comentários do Carlinhos Medeiros, que ele é mais um dos milhares de PTralhas baixos, sem caráter, que não têm argumentos (nem sabem como argumentar), e por isso resolverm atacar quem discorde deles. Basta ver o que ele respondeu AQUI.

O Carlinhos Medeiros resolveu exagerar, e afirmou (AQUI) que eu não existo.

Simples.

Como ele não sabia mais o que fazer, disse que eu não existo. Desta forma, ele não precisava mais se preocupar – afinal, eu não existo.

Mas não apenas isso: ele afirmou “Eu já sabia, há tempos, que o “Professor” Carlos Munhoz (vejam que currículo), Gravataí e Fernando Gouveia são as mesmas pessoas.

Então eu não sou eu. Eu sou Gravataí e Fernando Gouveia.

Sério ????????

Putz, preciso avisar meus amigos, meus alunos, minha família……. Não acredito que eles ficarão tão surpresos quanto eu, mas certamente, para alguns, será um choque.

Interessante perceber que o Carlinhos Medeiros tem algum tipo de fixação pelo meu estilo de escrever. Vejam só: “Será que ele acha que pode disfarçar a forma de escrever? A linguagem é a mesma, ademais, eles defendem os mesmos pontos de vistas“.

Ora, ora….Carlinhos Medeiros….. Ou você gosta muito da forma como eu escrevo (o que poderia, quiçá explicar a inveja), ou….. ou…… ou o quê ?

Diz o inventivo Carlinhos Medeiros sobre mim/Gravataí/Fernando Gouveia: “Em vez disso, tal e qual os cientistas malucos que sempre se tornam vilões nas histórias em quadrinho, se serve de frágeis disfarces só para escrever besteiras em seus blogs e atacar quem não compactua com suas idéias e argumentos neofascistas.

Putz, essa é demais….

Estão listados e disponíveis na internet meu perfil do Orkut, meu perfil no blogger (aonde mantenho 2 blogs), meu currículo lattes (aqui), fora artigos meus publicados pela web, além do meu site (aqui). Isso sem falar no blog da empresa júnior da qual sou Professor-Orientador (aqui)….

Será que eu inventei todos os meus alunos que, junto comigo, atualizam o blog ? Será que eles são parte de uma organização fascista que me ajuda a manter as diversas identidades secretas ?

Uma rápida busca pelo Google vai trazer mais coisas ainda….

Isso é uma piada ou apenas um surto forte de esquizofrenia psicótica do Carlinhos Medeiros.

Ele deve ser amigo do tal Ailton Medeiros, que, em Janeiro deste ano, também esteve despejando crises histéricas por aqui, me acusando de não explicitar o que penso (“Vamos falar de outro assunto, porque vc não tem coragem de assumir suas posições políticas.“). Bom, tem uma página aqui no blog fazendo isso – mas a PTralhada costuma ser analfabeta (completa ou funcional), então não é surpresa nenhuma….

Uma das pessoas que o Carlinhos Medeiros de acusa de ser eu já localizei: AQUI.

A outra, não sei. Nunca ouvi falar.

Eu teria pena do Carlinhos Medeiros – se ele fosse apenas doente.

Mas, por ser PTista, não tenho pena. Muito pelo contrário – se morresse, o ganho para a humanidade seria imenso.

Se ele precisa mentir para chamar a atenção na internet, o problema é dele. Por isso mesmo, nem vou tentar discutir os pontos que abordei nos meus comentários. Já tentei, e o resultado foi este surto psicótico.

Tentar explicar ao Carlinhos Medeiros que eu não sou essas pessoas ? Perda de tempo. O coitado está visivelmente abalado.

“Let it be”, como diria o grande Paul McCartney….

Em tempo: o link para o “Bodega Cultural” permanecerá aqui na Sala da Mãe Joana. O Carlinhos Medeiros, depois que se enrolou com os comentários que eu fiz lá no blog dele, deletou o link para o meu blog. Medo ? Pânico ? Psicose ? Mania de perseguição ? Distúrbio hormonal ?

Não sei.

Não me importa.

Mas é assim que agem os incompetentes, os medrosos, os borra-botas.
Não sei responder ? “Fico de mal”.

Simples.

E patético !

A imprensa chavista é um show

Exatamente ao gosto da esquerda (não só brasileira, aliás), esta narração da notícia é PRIMOROSA:

Fico pensando: será que é este o tipo de “mídia” que a esquerda defende ???

Um locutor da televisão venezuelana bateu o recorde mundial da confusão olímpica ao relacionar numa só frase o ditador alemão Adolf Hitler, o jovem nadador norte-americano Michael Phelps e os Jogos Olímpicos de Munique-72.

A “aula” –que já faz sucesso na Internet– foi dada pelo comentarista Willie Toledo, da Televisão Social Venezuelana (TVes, um canal público), a propósito de apresentar a prova dos 4 x 100 metros na natação dos Jogos de Pequim.

“Nunca nos Jogos Olímpicos nenhum mortal, nenhum ser vivo pôde alcançar a cifra de oito medalhas douradas. Unicamente o conseguiu Michael Phelps nos Jogos Olímpicos de Munique, no ano de 1972, lá na Alemanha de Hitler, onde ele (Hitler) não quis nem mesmo lhe dar as medalhas”, explicou Oviedo.

O narrador confundiu Phelps, de 23 anos, com Mark Spitz, um outro nadador norte-americano, que em Munique-72 se tornou o recordista absoluto de medalhas de ouro numa só edição dos Jogos, com sete vitórias –até ser superado pelos oito ouros de Phelps em Pequim.

Mas na confusão entrou também a outra Olimpíada ocorrida na Alemanha, a de Berlim-36, em que Hitler preferiu não estar presente nas cerimônias de premiação, pois o atleta negro norte-americano Jesse Owens desmentia nas pistas a superioridade da “raça ariana”.

Questionada pela Reuters, a TVes não quis comentar se a narração de fato foi ao ar, mas criticou as montagens feitas na Internet.

A TVes é vista com antipatia pela oposição ao presidente Hugo Chávez, porque o canal ocupa a frequência antes utilizada pela RCTV, que fazia críticas ao governo e não teve sua licença renovada, em maio de 2007.

(Por Enrique Andrés Pretel)